segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Balanço de 2011



Por onde começar, após um ano recheado há muita coisa para recordar, ate podemos começar pelo fim, através de um concerto que se realizou no Incrivel Almadense no passado mês de Novembro, falo da segunda vinda este ano ao nosso país da parte dos Opeth, e para esta ocasião trouxeram os conterrâneos Pain Of Salvation. Os albums Heritage e Road Salt Two são verdadeiras perolas do Rock atual e o concerto no Incrível Almadense serviu como uma montra para se puder ver e ouvir a interpretação de algumas músicas de ambos os trabalhos que figuram em vários tops de final de ano.

Os muitos desconhecidos Ana Kefr ficaram marcados como a descoberta do ano, o seu lançamento, The Burial Tree (II), é uma mistura explosiva dos mais variados géneros dentro do Metal, a ver se com um próximo registo a banda consiga ter o reconhecimento que merece. Solstafir com o fabuloso trabalho duplo Svartir Sandar e o trabalho de uma só musica The Valley Path dos U.S. Christmas foram os principais representantes do Rock Psicadelico.

Desde que formou os The Devin Townsend Project, a mente depravada que é Devin Townsend não parou quieto, além da passagem ao nosso país, lançou os dois álbum finais que tinha planeado lançar com este alinhamento. Deconstruction e Ghost dividiram opiniões. Enquanto Deconstruction é o mostrar de todo o talento e versatilidade que Devin Townsend incorpora na sua música, Ghost é um álbum num sentido completamente oposto ao seu irmão lançado este ano e mostra Devin Townsend numa onda mais zen.

Fora do mundo pesado Tom Waits foi a figura de destaque, Bad As Me dá a continuação a uma carreira cheia de qualidade da parte deste Senhor que já não tem mais nada a provar. Long Distance Calling e Russian Circles lançaram os melhores trabalhos referentes ao Post-Rock, um género que de ano para ano tem vindo a ganhar muita popularidade não fosse pelo enorme créscimo da criação de mais bandas embora isso não venha a condizer com a qualidade amostrada.

Mastodon com The Hunter solidificaram a sua posição na música dos dias de hoje. Os Nightwish voltaram com uma produção arrojada que vai ser culminada com um filme a ser lançado em 2012. Fallen lançado por Varg Vikernes através do projeto Burzum veio mostrar um homem cheio de vontade de deitar ca para fora tudo o que teve que conter quando esteve preso de 1994 a 2009. O Metal com sonoridade oriental também teve o seu destaque este ano através do lançamento do dvd The Road To OR-Shalem dos Israelitas Orphaned Land e do álbum Tales of the Sand dos Tunisinos Myrath, no final do ano as bandas andaram juntas em tour pela Europa.

Como sempre, o génio Steven Wilson não esteve quieto, através dos Blackfield, um projeto que tem que com o cantor de Rock Israelita Aviv Geffen lançou Welcome to My DNA, a solo lançou o brilhante registo duplo Grace For Drowning e ainda teve tempo de ir dar uma mãozinha na produção do Heritage dos Opeth. Para Abril de 2012 já foi confirmado para o lançamento do primeiro trabalho da banda Storm Corrosion, em que a Steven se junta Gavin Harrison, baterista dos Porcupine Tree e Mikael Åkerfeldt, eterno líder dos Opeth e grande amigo de Steven Wilson.

O festival Vagos Open Air foi um dos grandes eventos do ano, a vinda dos Opeth foi uma das principais razoes que fez muita gente dirigir-se a Vagos durante o mês de Agosto, mas o segundo dia deste festival, que de ano para ano não pára de crescer, foi o que teve mais destaque não fosse pela vinda dos regressados Morbid Angel, mesmo tendo lançado uma dos maiores flops do ano, Illud Divinum Insanus, a banda foi uma das que teve mais atenção durante o ano. The Devin Townsend Project, que veio substituir Nevermore, e Ihsahn foram os senhores que se destacaram em uma mais grande edição do V:O:A.

O mês de Novembro foi recheado no que toca a concertos de Metal, o já destacado Opeth + Pain Of Salvation foi o único com casa esgotadíssima, mas os concertos de Amon Amarth e Amorphis vieram mostrar que Portugal neste momento encontra-se como passagem obrigatória. Tanto o lançamento do registo War of the Roses e o concerto no Musicbox vieram marcar amística e o culto que envolve os Ulver neste momento da carreira. No dia das bruxas esteve reservado o já tradicional concerto dos Moonspell, este ano tocaram o seu melhor álbum na íntegra, o Wolfheart.

2010 ficou marcado pelas perdas de Ronnie James Dio e Peter Steele, este ano as perdas foram muitas mas destaco o lendário guitarrista Gary Moore, Mike Starr, baixista original dos Alice In Chains, Scott Columbus, o baterista que esteve mais anos nos Kings Of Metal, Manowar e Seth Putnam, eterno vocalista dos Anal Cunt. Também houve outras perdas, mas de elementos a saírem das suas bandas, a mais badalada foi o confirmar de que Mike Portnoy não irá voltar á banda que formou, os Dream Theater.

No que toca a bandas com o cunho de ‘lendarias’, houve notícias de todo o tipo, a maior claro foi o regresso tanto aos discos como á estrada dos míticos Black Sabbath com a sua formação original. Os Van Halen tambem acabaram de confirmar o regresso aos palcos para 2012. Os Metallica colaboraram com Lou Reed e no meio disto saiu uma coisa intitulada de Lulu, um álbum que vai ficar para a história e não por razoes positivas. Anthrax protagonizaram também um dos regressos do ano em relação a trabalhos ao lançarem Worship Music, ouvindo com atenção nota-se que deram uma de AC/DC, teria sido melhor se tivessem ficado só pelas tours ao lado dos seus amigos que juntos compõe o que foram apelidados de Big 4 of Thrash Metal.

Enquanto umas bandas cimentaram as suas carreiras outras despedem-se e outras celebram o que fizeram no passado, falo de Judas Priest e Marky Ramone. Os Metal Gods passaram por ca com a sua Epitaph World Tour em que tocaram clássicos, clássicos e mais clássicos, foi uma noite de puro Heavy Metal ao qual ninguém ficou indiferente. Marky Ramone veio com os seus Marky Ramone's Blitzkrieg em que com Michale Graves na voz (nos anos 90 foi o vocalista da reencarnação dos Misfits e gravou o notório American Psycho) veio celebrar os 15 anos em que ocupou a bateria da mítica banda de Punk Rock.

Ate nas bandas sonoras houve muito que falar, apos o ano passado ter ganho o Globo de Ouro e o Oscar pelo trabalho que fez na banda sonora para o filme The Social Network, eis que Trent Reznor se volta a juntar com o compositor Atticus Ross e se prepara para repetir o feito, só que desta através do trabalho que fez para o filme The Girl With The Dragon Tattoo, um registo triplo cheio de emoções únicas.

Muitos outros eventos e lançamentos tiveram o seu destaque deste grande ano, vamos ver se 2012 conseguirá ser ainda melhor, bom ano parta todos os leitores do blog.

(concertos como o de Roger Waters, Manowar, Scorpions, Peter Franptom, Yes, entre outros, merecem o devido destaque como é obvio, mas só não os mencionei porque, por infelicidade a minha, não fui a esses concertos)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Top 10 de 2011


1: Ana Kefr - The Burial Tree (II)

                                              2: Solstafir - Svartir Sandar

3: Opeth - Heritage

4: The Devin Townsend Project - Deconstruction

5: Moonsorrow - Varjoina Kuljemme Kuolleiden Maassa

6: U.S. Christmas - The Valley Path

7: Deafheaven - Roads To Judah

8: Mastodon - The Hunter

9: Steven Wilson - Grace For Drowning

10: Wolves in the Throne Room - Celestial Lineage

Outros bons lançamentos deste ano: (por ordem alfabética das bandas/artistas)

Altar of Plagues - Mammal
Amebix - Sonic Mass
Amorphis - The Beginning Of Times
Before the Dawn - Deathstar Rising
Blackfield - Welcome To My DNA
Bon Iver - Bon Iver, Bon Iver
Boris - Heavy Rocks
Burzum - Fallen
Fleshgod Apocalypse - Agony
Graveyard - Hisingen Blues
Heavenwoon - Abyss Masterpiece
Ics Vortex - Storm Seeker
Kurt Vile - Smoke Ring For My Halo
Leprous - Bilateral
Long Distance Calling - Long Distance Calling
Lykke Li - Wounded Rhymes
Mogwai - Hardcore Will Never Die, But You Will
Myrath - Tales of the Sand
Nightwish - Imaginaerum
Obscura - Omnivium
Pain Of Salvation - Road Salt Two
PJ Harvey - Let England Shake
Primordial - Redemption At The Puritans Hand
Radio Moscow - The Great Escape of Leslie Magnafuzz
Red Fang - Murder the Mountains
Russian Circles - Empros
Septic Flesh - The Great Mass
Shining - VII: Fodd Forlorare
The Antlers - Burst Apart
The Atlas Moth - An Ache For The Distance
The Seven Mile Journey - Notes For The Synthesis
Tom Waits - Bad As Me
Trap Them - Darker Handcraft
Trent Reznor & Atticus Ross - The Girl With The Dragon Tattoo (OST)
TV On The Radio - Nine Types Of Light
Ulver - War of the Roses 

Ulver - War of the Roses

São uma das bandas de maior culto no mundo da música extrema e neste momento a sua música de extremo não tem nada por incrível que pareça, a sonoridade geral dos Ulver é complicada de catalogar, caso seja preciso, ficamo-nos só por banda experimental.

Com início de carreira caracterizado por uma sonoridade dentro do Black Metal, os Ulver tem vindo numa demandada surpreendente de sons de álbum para álbum desde música avant-garde presente no registo duplo Themes From William Blake's The Marriage Of Heaven And Hell, passando pela eletrónica no sublime Perdition City, tendo viajado no mundo do trip-hop na banda sonora do filme Svidd Neger e no mundo do experimental no registo Blood Inside, culminando na música ambiente presente no brilhante Shadows Of The Sun.

Ulver que são liderados pelo mestre Kristoffer "Garm" Rygg, que para quem não sabe tem sido uma figura única no panorama musical, já pertenceu aos Borknagar e Arcturus, tem um projecto a meias com o multi-instrumentista português Daniel Cardoso intitulado de Head Control System, já teve participações em alguns álbuns das bandas Dimmu Borgir, Ihsahn, The Gathering e Sunn O))), e também já produziu dezenas de registos dos mais variados artistas.

War Of The Roses é a continuação do trabalho de uma banda a querer destacar-se de tudo o resto que se faça no mundo, musicas como “February MMX” e “Providence” são alguns dos destaque deste grande conjunto de músicas presentes em mais um grande trabalho desta brilhante combinação de músicos exemplares.

Ulver neste momento não é metal, aliás, Ulver neste momento não é um género de música específico, Ulver é arte, arte que merece e deve ser apreciada e ao contrario de quase todas as bandas ou artistas, seja de que estilo for, os Ulver são uma banda mutante, não se ficam por um só estilo e mesmo fazendo isso conseguem manter uma qualidade única nos seus trabalhos, querem alguma banda para venerar? apresento-vos os Ulver. 9.4  

domingo, 18 de dezembro de 2011

20º aniversário dos SIMBIOSE e GROG - Reportagem

Inicialmente este evento foi criado para celebrar os 20 anos de carreira da banda de Crust, os Simbiose, mas para juntar á festa foram chamados outra banda que este ano também celebra os seus 20 anos de carreira, falo dos Grog, donos e senhores do brutal death/grind em terras lusas.

Para esta celebração, os Simbiose quiseram fazer algo mais que um simples concerto, o convívio para amigos e fãs foi algo que a banda destacou desde o início ao pedir aos mesmos para enviarem por mail vídeos, fotos, cartazes e entrevistas que marcaram a carreira da banda de Lisboa que usou a Casa de Lafões como o local para se decorrer este evento. Para melhorar o local em termos sonoros a banda alugou um PA com melhores condições do que o PA disponível pela Casa de Lafões.

As portas abriram às 16 horas mas os concertos só começaram às 18 horas, para preencher o tempo as pessoas puderam ver uma exposição de fotos tiradas pela Carina Martins aos Simbiose ao vivo e em fotos promo. Enquanto se ouvia música dos mais variados estilos as pessoas tiveram direito a ver um extenso vídeo com as compilações de imagens e vídeos que a banda pediu aos fãs, fotos na carrinha da tour, fotos de bilhetes antigos onde se podia ver o preço que na altura era só 350 paus, valor esse que agora equivale a 1.75 euros. Flyers e posters de concertos onde os Simbiose atuaram ao lado dos Filii Nigrantium Infernalium, Grog, Ratos De Porão, Rambo, entre outras bandas. E por entre capas de demos antigas e fotos de concertos dos primórdios da banda, conseguiu-se juntar muita informação que agradou aos fãs da banda, esses que como se pode ver são de diferentes gerações.

Após uma grande actuaçao no Putrefacted Xmas Fest organizado pela Nemesis Radio, e de ontem terem estado no XII Butchery At Christmas Feast que se realizou no Pavilhão Oriental São Martinho na Covilhã com bandas como Haemorrhage, Gruesome Stuff Relish e Psychofagist, eis que os Grog fecham o ano também de celebração.

Como já vem sendo habito, boa disposição foi algo que esteve sempre presente e as músicas escolhidas foram as mesmas tocadas na noite anterior mas com alguns cortes pelo meio fazendo com que a atuação dos Grog durasse apenas 30 minutos.

“Sicko”, “Stream Of Psychopathic Devourment”, “Sphincterized (Materialized In Shit)” e “Ravenous Loathing” tem sido nos ultimos tempos sempre os ‘openers’ dos concertos dos Grog e claro os representantes do album lançado este ano, Scooping the Cranial Insides. Apos um momento de agradecimento aos Simbiose pelo convite feito e de prometerem ao público que iam compensar o pessoal de uma maneira fofa devido ao pouco tempo que iriam ali estar eis que rebentam com “Cult Of Blood”.

Pelo menos um medley de um dos albums da banda é algo que os fãs já estão habituados e ate agradecem, assim tem mais tempo para libertarem o stress, vindas de 1996, as musicas “Spontaneous Gore”, “Cannibal Feast” e “Monstrous Anatomic Deformation” do álbum Macabre Requiems puseram o público em sentido.

‘Hora do grindcore pois é, grindcore rima com natal’, palavras sábias do vocalista Pedro Pedra "Aion" ao anunciar um final explosivo e divertido ao som de “Ass Sapiens”, “Blood In My Face” e “Fake World”, uma cover dos Simbiose, ao qual a banda brincou a dizer que era sua. Foi um concerto curto? sim. Foi mais um grande concerto? claro que sim.

Sicko
Stream Of Psychopathic Devourment
Sphincterized (Materialized In Shit)
Ravenous Loathing
Cult Of Blood

Medley do album Macabre Requiems
(Spontaneous Gore + Cannibal Feast  + Monstrous Anatomic Deformation)

Sado-Masoquist Butchery
Ass Sapiens
Fellowship of the Shaved Balls
Cannibalistic Devourment
Blood In My Face
Fake World (Simbiose Cover)

Hora da banda organizadora do evento, os Simbiose, por entre eps, splits e albums e anos em que só fizeram tours ou algumas datas com bandas como Extreme Noise Terror, Driller Killer e Ratos de Porão, os Simbiose tem sido uma das bandas com mais trabalho nos últimos anos. Antes de começarem a tocar houve tempo para se cantar os parabéns á medida que um bolo ia sendo levado para o palco para a banda apagar as velas.

Com duração de apenas uma hora a banda conseguiu escolher um lote de mais de 20 musicas para tocar neste evento especial. “Pointless Tests” e “The Lone Death” do album Evolution? deu inicio a um concerto que da parte do publico começou tímido mas com o passar da noite e ao som das musicas “Fake Dimension”, “Autoestima”, “Sem Moral”, “Obey” e “Gene” retiradas do ultimo álbum da banda Fake Dimension, que já data de 2009, o publico la perdeu a timidez e começou a fazer mosh e diversos stage dives, Pedro Pedra, vocalista dos Grog, foi uma das figuras que se aventurou saltar do pequeno palco da Casa de Lafões, que este ano celebra um seculo de existência.

“Fake World” e a “O Seu Lugar” foram interpretadas com Mosgo, antigo elemento da banda, em palco. “Zoo Não Logico” e “Excrementos De Ódio” do primeiro álbum da banda, Naked Mental Violence, e “Can´t Understand” do último, foram pratos bem servidos de uma refeição que já estava mais que quente e mesmo assim pedia por mais. Até Quando?, primeira demo da banda lançada em 1993 foi representada pelas musicas “Portugal Em Chamas” e “Em Nome Da Ordem e Da Lei”. “Ideia Deliroide”, “Morrer” e uma música que vai estar presente no próximo álbum da banda que está prometido já para 2012, fecharam em grande este dia de festa. Bom natal e até pro ano.

Poitless Tests
The Alone Death
Fake Dimension
A Solução
Terrorismo De Estado
Autoestima
Sem Moral
Obey
Betrayal
Gene
Fake World 
O Seu Lugar
Zoo Não Logico
Mundo Em Guerra
Can´t Understand
Novas Doenças
Portugal Em Chamas
Em Nome Da Ordem e Da Lei
Excrementos De Ódio
Que Interessa?
Ideia Deliroide
Morrer

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

The Sign Of Hell Tour - Gorgoroth + Vader em Corroios 14/12/2011 (reportagem + fotos)

A passagem desta tour conjunta por Portugal ficou marcada pelo cancelamento da data que se iria realizar no Hard Club, no Porto, no dia anterior ao concerto em Corroios, a fraca venda de bilhetes foi o motivo apresentado pela organizadora que assim deixou só a data de Corroios.

Até a abertura das portas, nem chegou a duas dezenas as pessoas que andaram a circular durante o dia á volta do recinto, levando a que os Amassado, primeira banda da noite, terem começado a atuar com pouco mais de dez pessoas presentes dentro do Ginásio de Corroios. Não foi isso que os levou a baixo e através de uma atuação solida mostraram algumas músicas do álbum Coração Enterrado, lançado o ano passado e ate agora o único registo da banda.

A banda é Italiana, mas composta tanto por elementos de Itália e do Brasil, por isso a comunicação com o (pouco) público foi fácil. Com pouco tempo disponível, apenas 30 mins, a banda fez o melhor que pode e durante a sua atuação ainda puderam ver uma sala mais bem composta e ao tocarem músicas como “Puta”, “Amazonia” e “Fobia” com a sua mistura de Thrash e Death Metal, conseguiram por, o ainda pouco publico a fazer headbang.

(setlist indisponivel)

Vindos também de Itália vieram os Adimiron e com um novo álbum lançado á poucos dias banda focou-se só nele. K2 com o seu Death Metal Progressivo apresenta um bom leque de músicas de quando transpostas para um concerto conseguem por muita gente em sentido. Não há muito a dizer da prestação dos Adimiron, tal como os conterrâneos Amassado tiveram quase o mesmo tempo de atuação e ambas as bandas aqueceram bem a noite para o que ai vinha.

Oriens
Vertical Limit
The Red Condition
The Whisperer
To Whom It May Concern
Servant's Poem

20:40, chega a altura de uma das bandas principais desta tour, com apenas uma hora para tocar, os Vader, um dos pilares do género, conseguiram encaixar 17 músicas na sua atuação que levou ao rubro muita gente que envergava tshirts da banda Polaca. “Return to the Morbid Reich”, primeira faixa do album lançado este ano, Welcome to the Morbid Reich, deu inicio a uma atuação explosiva a todos os níveis.


Em “Come and See My Sacrifice” e “Black Velvet And Skulls Of Steel” já se via muita gente a querer se libertar, ou como se diz na gíria do mundo extremo, fazer mosh, algo que na combinação explosiva “Carnal” de 1997 seguida de “I Am Who Feasts Upon Your Soul” do último álbum e “The Wrath” de um dos primeiros Eps da banda ainda nos anos 80’, fizeram as delícias de muita gente.


Até ao final do concerto o mosh esteve presente em todas as músicas. “Decapitated Saints”, “Silent Empire” e “Cold Demons” tendo todas pouca duração, foram tocadas sem pausas. “Helleluyah!!! (God Is Dead)”, um dos hinos da banda, foi o momento perfeito para se fazer coro e claro, muito mosh. Quando se pensava que a banda tinha acabado o seu concerto eis que regressam para uma viagem ao EP de 2005 The Art of War, para interpretarem “Para Bellum” e “This Is the War”.


Para o fim ficou reservado uma pequena surpresa, uma música que foi pedida a noite toda enquanto os Vader atuaram, pelo ambiente vivido uma pessoa ate pode deduzir que a música neste momento pertence aos Vader e não á banda que a cirou, porque vejamos, esta música quando é tocada pela banda que a criou já não tem o mesmo impacto que tinha á bem poucos anos atras, falo pois da Raining Blood, um dos hinos da banda Americana Slayer. Ainda estava a batida de bateria inicial a tocar e já metade do recinto estava a salivar para o que ai vinha, a loucura foi total, o centro do ginásio foi o ponto de encontro para o mais variado tipo de pessoas que queriam celebrizar aquele momento, e quem não esteve no mosh esteve a fazer headbang, foi de certeza o melhor momento de toda a noite.


Return to the Morbid Reich
Sothis
Devilizer
Never Say My Name
Come and See My Sacrifice
Black Velvet And Skulls Of Steel
Wings
Carnal
I Am Who Feasts Upon Your Soul
The Wrath
Decapitated Saints
Kingdom
Silent Empire
Cold Demons
Helleluyah!!! (God Is Dead)

Encore:
Para Bellum/This Is the War
Lead Us
Raining Blood

A troca de instrumentos para os Gorgoroth puderem atuar foi feita ao som da ‘Marcha Imperial’, musica imortalizada pela saga de ficção científica, Star Wars. Depois de terem atuado no antigo Hard Club em 2005, os noruegueses Gorgoroth, uma das instituições do Black Metal norueguês criado nos anos 90, voltaram finalmente a Portugal embora com uma formação muito diferente da vista em 2005. Já passava das 23:00 quando os Gorgoroth subiram ao palco para mais uma prestação solida.


Um início demolidor com “Bergtrollets Hevn”, “Aneuthanasia” e “Prayer” foram autênticas injeções de puro Black Metal para alimentar muitos apaixonados por esta sonoridade mais crua do mundo extremo. “Katharinas Bortgang” veio diretamente de 1994 e do primeiro trabalho dos Gorgoroth, Pentagram de seu nome. A presença de várias pessoas com 'corpse paint' foi algo notado por toda a gente.


Do álbum de 1996, Under the Sign of Hell, que foi regravado este ano, vieram “Revelation Of Doom”, “Ødeleggelse og undergang” e “Blood Stains the Circle”, tendo as duas ultimas sido tocas sem descanso. A diabólica “Satan-Prometheus” do álbum Quantos Possunt ad Satanitatem Trahunt fez o vocalista Pest mostrar ao público o porquê de ter regressado á banda para substituir Gaahl.


Antes de a banda interpretar eximiamente as musicas “Destroyer” e “Incipit Satan” ouviu-se do público mais um momento de humor, característico dos concertos de metal: ‘Isto é melhor que um orgasmo’. “Krig”, que em português significa guerra, ambas do álbum regravado este ano, deram caminho a “Unchain My Heart!!!”, que sem direito a encore, fechou em grande um concerto que acabou por ser muito curto, durou apenas 50 mins, algo que muitos dos presentes reparou nisso e questionaram-se á medida que iam saindo do recinto de regresso a casa.


Bergtrollets Hevn
Aneuthanasia
Prayer
Katharinas bortgang
Revelation Of Doom
Forces of Satan Storms
The Rite of Infernal Invocation
Ødeleggelse og undergang / Blood Stains the Circle
Satan-Prometheus
Destroyer / Incipit Satan
Krig
Unchain My Heart!!!

Fotos cedidas por Pedro Almeida

domingo, 11 de dezembro de 2011

20º aniversário dos SIMBIOSE e GROG

Em celebração dos 20 anos da banda, os Simbiose vão fazer uma festa/concerto/convívio para amigos e fãs já no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h(abre as portas) na CASA DE LAFÕES Rua da Madalena, 199 - 1° andar, 1100-319 Lisboa. A entrada custa 8€.

Esta festa de celebração consiste não só num concerto da banda, mas em juntar vários videos, fotos, cartazes, tudo o que tiver relacionado com a mesma, que ao longo deste tempo marcaram a vida dos fãs. A esta festa vão-se juntar os amigos de longa data GROG , os miticos reis do death/grind que igualmente aos Simbiose iniciaram-se em 1991. Haverá tambem alguns dj´s amigos, exposição de fotografia por Carina Martins e um pequeno lanche.

Para melhorar o local em termos sonoros os Simbiose vai alugar um PA que seja digno de receber as duas bandas.

A banda pede a quem tenha informação(videos/fotos/entrevistas etc),que nos envie o material para simbiosecrust@gmail.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ihsahn - After

Aquando do seu lançamento o ano passado não lhe dei o seu devido destaque, mas apos ter visto o seu concerto na edição do Vagos Open Air deste ano, dedico-lhe aqui umas palavras.

Qualquer pessoa que ouça Metal já ouviu na falar nos Emperor, muitos os consideram a melhor banda de Black Metal de sempre, algo que pode estar sempre em conta quando ouvimos albuns como Anthems to the Welkin at Dusk e In the Nightside Eclipse, dois marcos absolutos da musica extrema e que colocam, não só os Emperor, mas também o próprio Ihsahn, como figuras destacáveis do mundo do Black Metal.

Desde que os Emperor se separaram em 2001, Ihsahn lançou-se a numa carreira a solo e desde então já lançou três albums, The Adversary em 2006, angL em 2008 e o ano passado lançou, o que é para mim o melhor álbum da sua carreira a solo, o magistral After, um álbum que deixou muitos puristas do Black Metal a olhar de lado quando se depararam com um registo bem mais limpo que os seus antecessores, mas o grande ponto de destaque é a introdução do saxofone que só veio abrilhantar ainda mais este registo.

Jørgen Munkeby foi o músico escolhido para empregar os seus conhecimentos de saxofone neste registo, o seu trabalho pode, e deve, ser ouvido nos Shining, não os Suecos que tocam Black Metal depressivo, falo sim da banda Norueguesa que mistura Metal Avant-garde com jazz, criando uma sonoridade interessante que também captou a atenção de muita gente o ano passando quando lançaram o bastante intricado Blackjazz.

Lars K. Nordberg e Asgeir Mickelson regressam novamente aos seus lugares de baixista e baterista, respectivamente. Além da introdução do saxofone, o trabalho de guitarra da parte de Ihsahn também está mais apurado e extensivo não fosse pela adição de uma guitarra de 8 cordas, algo que o Ihsahn usa pela primeira vez nos seus trabalhos a solo.

Qualquer pessoa que já tenha ouvido este álbum concordará comigo quando digo que uma pessoa fica desde cedo colada a este trabalho ao ouvir a primeira faixa, a “The Barren Lands”, é muito difícil ficar indiferente ao ouvir um assombroso trabalho de bateria e os riffs arrepiantes misturado com a voz de Ihsahn que aqui também usa voz limpa.

“A Grave Inversed” mais parece que Ihsahn deu a Jørgen Munkeby um momento para por neste registo um bocado do que faz nos Shining. “Undercurrent” e “On the Shores” como ultima musica, alem de serem as músicas com maior duração deste trabalho, são também as faixas que demostram melhor o grande trabalho de todos os músicos que participaram neste álbum. 9.2

The Barren Lands
A Grave Inversed
After
Frozen Lakes on Mars
Undercurrent
Austere
Heaven's Black Sea
On the Shores

Como já foi dito, Ihsahn esteve presente no Vagos Open Air deste ano ao lado de bandas como Opeth, Morbid Angel e Devin Townsend, quem quiser relembrar-se do que por la aconteceu pode seguir este link: Vagos Open Air 2011: A Viagem

domingo, 4 de dezembro de 2011

Putrefacted Xmas Fest


Mais uma vez, a Republica da Musica situada em Alvalade, abriu portas para mais uma noite de peso nacional, desta feita para acolher o Putrefacted Xmas Fest, o primeiro evento de maior envergadura feito pela Nemesis Radio, um projeto que começou em 2009 para ajudar na divulgação e promoção de bandas nacionais.

Para dar inicio a esta jornada, que se espera que dure muito tempo e com mais eventos, a Nemesis conseguiu reunir um leque de bandas, cujo reconhecimento da parte do publico metaleiro nacional já é bem elevado. Como cabeças de cartaz vieram de Oeiras os Grog com o seu Brutal Death Metal com cuspidelas de Grindcore. Do Porto vieram os Web com o seu Thrash Metal musculado.

Inicialmente estavam confirmados os Decayed, a mítica banda de Black Metal liderada por J.A. (José Afonso), mas devido a problemas a poucos dias da realização deste evento os Decayed tiveram que cancelar e foram rapidamente substituídos por uma das bandas que mais sensação tem feito a nível nacional nos últimos anos, falo dos Swichtense, a banda da Moita com o seu Thrash/Groove Metal que faz muito lembrar os lendários Pantera.

Para o início da noite vieram de Sintra os Concealment e o seu Death Metal técnico, inicio esse que ficou marcado pelos atrasos na abertura de portas que estava marcado para as 20 horas e só foram abertas quando já passam das 21 e isso levou, claro, a que os concertos começassem mais tarde, e foi ás 22 horas que os Concealment deram inicio á festa, assim que a banda subiu ao palco ninguém conseguiu desviar os olhares do baixo que Paulo Silva empunhava, Filipe Correia, vocalista/guitarrista, apelidou o instrumento de prancha de surf e para quem já viu ao vivo um baixo de 9 cordas sabe o tamanho do objeto.

A prestação dos Concealment foi bastante solida, Filipe Correia é um vocalista versátil e não é fácil ter uma performance daquelas á medida que lida com os principais riffs da banda, David Jerónimo na bateria mostrou bom serviço, mas claro, Paulo Silva com a sua prancha foi a figura da noite, ele usou o baixo como bem lhe apetecia, com a devida atenção ao som que dali saia pode-se verificar a capacidade que um instrumento daqueles tem.

Hamartia
Stridulation
Crimson Din
Orifice
Cyclothymie
Minus Eye
Empalamento Dos Sentidos
Long For Flesh
Deluge

Como ja foi dito, para substituir os Decayed, vieram os Switchtense, banda que nos últimos anos tem percorrido o pais de norte a sul a mostrar a toda a gente o bom metal que se faz a nível nacional e também a mostrar uma das bandas mais solidas a nível de concertos, quem já pode presenciar um concerto dos Switchtense sabe que eles estão sempre prontos para a festa.

Tendo pouco tempo de actuação eles aproveitaram o tempo ao máximo e tocaram quatro músicas de cada album que a banda já lançou, Confrontation Of Souls de 2009 e o homónimo que foi lançado este ano. “Concrete Walls” e “Face Off” sucedidas pela “Into The Words Of Chaos” que pôs logo toda a gente a fazer headbang, e “Unbreakable”, primeiro single do álbum homónimo, puseram desde cedo muitos dos presentes num estado de loucura.

“State Of Resignation” seguida da emblemática “Infected Blood” com uns últimos headbangs e moshs deram por encerrado mais um grande concerto desta banda que tem tudo para se tornar das melhores a nível nacional. Não há assim muito a destacar em relação ao concerto de Switchtense, eles não são de falinhas mansas, apenas quem chegar e destruir tudo com a sua música explosiva e como sempre fizeram o que melhor sabem que é dar espetáculo.

Concrete Walls
Face Off
Into The Words Of Chaos
Unbreakable
Second Life
This is Only the Beginning
State Of Resignation
Infected Blood

Já passava da 00:00 quando os Web subiram ao palco para virem apresentar a sua mais recente proposta, Deviance, e também para celebrar os seus 25 anos de carreira. O seu Thrash Metal fez muita gente dirigir-se a Alvalade nesta noite fria ao vermos muita gente a envergar tshirts de bandas como Kreator, Metallica e Exodus. Victor Matos, o único membro fundador que ainda permanece na banda foi uma das figuras da noite não fosse a sua imagem lembrar um Senhor de nome Devin Townsend antes de ter rapado o cabelo e de começar a fazer albums de rock ambiental.

Cinco das nove músicas do álbum Deviance foram ouvidas nesta noite, prestação muito solida e rápida, muitos headbangs roubados ao público, a certa altura o vocalista/baixista Fernando Martins vira-se para o público, ‘Como é que isto ta a ir? ta a ir bem?’ a qual teve a resposta vinda do publico ‘mais ou menos’, ‘ouviram, estamos mais ou menos, vamos acelerar isto’, para isso foi tocada “Beautiful Obsession”, uma das musicas mais rápidas do album deste ano. “If Only There Was Light” do album de estreia, World Wild Web de 2005, ficou reservada para o final desta banda veterana do metal nacional.

Life Agression
Last War
Strong Winds, Strong Waves
Mortal Soul
Awake
(In)Sanity
Beautiful Obsession
If Only There Was Light

Antes do concerto dos Grog, foi chamado ao palco Fernando Tina, director da Nemesis Radio, para se fazer um sorteio para oferecer dois bilhetes duplos para o festival Hardmetalfest em Mangualde que se realiza em Janeiro. Graças a um voluntario do publico (foi pedido uma menina) retirou-se de um saco números que depois de visto nos bilhetes do concerto davam direito aos bilhetes para o festival em Mangualde, durante o processo boa disposição foi algo que não faltou, aliás, foi algo que perdurou durante a noite toda.

1:20 da manha e la entraram os Grog em palco, também em ano de aniversario, neste caso 20 anos de muito gore, para celebrar isso a banda gravou o concerto para um futuro dvd. O início ficou marcado pela presença de duas ‘assistentes’ com vestimentas que cruzava o mundo gótico e o mundo Lolita, estilo popular no Japão. Para despachar a apresentação do novo álbum, Scooping The Cranial Insides, também lançado este ano, foram tocadas cinco musicas para assim deixar o resto do concerto um revisitar do resto da carreira. “Sicko”, “Stream Of Psychopathic Devourment”, “Sphincterized (Materialized In Shit)”, “Ravenous Loathing” e “Hanged By The Cojones” foram as escolhidas.

Durante a “Ravenous Loathing” o bumbo da bateria de Rolando Barros rompeu e graças a isso o concerto teve uma pausa de 5 minutos enquanto a pele foi substituída com a ajuda de Xinês, baterista dos Switchtense. Para preencher esse tempo houve uns momentos de comédia, Pedro Pedra descreveu as outras bandas da noite usando sempre as mesmas palavras ‘que puta de banda, mas a serio, que grande puta de banda’. Os Concealment ate receberam uma alcunha ‘Tem mais cordas do que dedos’.

Com tudo arranjado e apos interpretarem “Hanged By The Cojones” deram por concluído a primeira parte que serviu de promoção ao Scooping The Cranial Insides. Como regresso ao passado tocaram uma medley de varias musicas do álbum de 2001, o Odes to the Carnivorous ao qual permaneceram e tocaram “Cult Of Blood” e “Terrified”. “Rotten Grave” e “Splashterized Autopsy” do album Macabre Requiems abriam portas para mais uma medley, desta feita do mesmo álbum de onde as duas músicas anteriores foram retiradas.

Para o fim “Ass Sapiens” e “Fellowship of the Shaved Balls”, musicas que podem ser encontradas no split feito com os Australianos Roadside Burial e Portugueses Pussyvibes, “Cannibalistic Devourment” vem directamente da primeira demo da banda, a “The Bluuaaarrrgghh Rehearsal” de 1992, “Eskeletos de Kona” deu por fim a esta grande noite.

Sicko
Stream Of Psychopathic Devourment
Sphincterized (Materialized In Shit)
Ravenous Loathing
Hanged By The Cojones

Medley do album Odes to the Carnivorous
(Narcissistic Skinblade Reflection + Corpse Reanimation (The Mutants Revenge) + Necrogeek (The Doctor's Diary))

Cult Of Blood
Terrified
Rotten Grave
Splashterized Autopsy

Medley do album Macabre Requiems
(Spontaneous Gore + Cannibalistic Devourement + Monstrous Anatomic Deformation + Sado-Masoquist Butchery)

Ass Sapiens
Fellowship of the Shaved Balls
Cannibalistic Devourment
Blood In My Face
Eskeletos de Kona

È preciso dar os parabéns á Nemesis Radio, mesmo tirando os atrasos no inicio da noite, eles fizeram um grande trabalho, é raro ver no mesmo cartaz quatro bandas e cada uma com o seu estilo, isso é muito bom porque ajuda a promover ainda mais o bom que se faz a nível nacional ao juntar-se diferentes tipos de publico, é de prever que em 2012 a Nemesis irá estar ainda mais presente no circuito de concertos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Professor Fate

Muita gente pode pensar que é uma referência à icónica personagem caracterizada por Jack Lemmon no filme de 1965, o The Great Race, talvez sim, talvez não, mas só no nome, porque Professor Fate conta a história da obra literária, A Divina Comédia.

Para quem não conhece, A Divina Comédia é um poema de cariz épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 e 1321, ano em que morreu. Este trabalho possui uma visão imaginativa e alegórica sobre a vida após a morte e é dividido em três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paradiso.

Eletrónica, rock, prog, jazz, música neoclássica, musica avant-garde a rebentar pelas costuras e no meio de tudo isto ainda ouvimos momentos saídos de filmes de carater épico, um pouco de tudo pode ser ouvido neste projecto que foi criado em 2002 mas só em 2007 viu a luz do dia aquando do lançamento de The Inferno, um brilhante trabalho conceptual feito por Mick Kenney que aqui sem aventura a solo.

Mick Kenney é conhecido por ser o guitarrista, baixista, baterista, programador e produtor da banda Anaal Nathrakh. Quem conhece os Anaal Nathrakh e queira ouvir Professor Fate.. esqueçam tudo o que Mick fez nos AN, aliás, pensem no Kristoffer “Garm” Rygg e na reviravolta que ele fez na sonoridade dos Ulver ao introduzir o mais variado tipo de musica que normalmente não se encontra em musica extrema.

Neste projecto, mas só como participação, podemos ouvir Attila Chsihar dos Mayhem e Kristoffer “Garm” Rygg do Ulver. Ulver esses, que são uma clara influência neste The Inferno, onde entramos numa viagem alucinante por diversos ambientes sombrios e ao mesmo tempo belos. “Avarice And Prodigality” é uma faixa que se podia encontrar na maioria das bandas-sonoras de filmes tanto épicos como de acção, mas é com a “Limbo”, a segunda faixa e provavelmente a melhor deste trabalho que o ouvinte é logo preso neste mundo, a participação de Garm nesta musica é um culminar perfeito da combinação de duas grandes vozes.

Esta é mais uma de muitas perolas esquecidas pela sociedade, neste caso isso acontece por causa da conhecida carreira que o seu mentor tem com os Anaal Nathrakh ao que leva muitos ouvintes deste género de música a nunca vir a ter contato com este fabuloso trabalho.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amorphis + Leprous no Incrivel Almadense 22/11/2011

Devido aos concertos terem começado mais cedo que o normal, e embora tendo 3 bandas no cartaz já se poderia deduzir em antemão que tal coisa viesse a acontecer, não foi possível presenciar na totalidade o concerto dos Espanhois NahemaH, por isso não vai ser dada a opinião sobre a sua prestação.

Não se sabe se é devido á música dos Leprous ser muito técnica que ao vivo tanto podemos estar a ouvir algo bem trabalhado quando ouvimos aquele piano a funcionar bem com as guitarras ou então a técnica é demasiada e passado um bocado começa mais a parecer confusão, é mais ou menos assim que podemos caracterizar a prestação desta banda que já ca esteve no nosso pais, mais precisamente no Vagos Open Air deste ano com o Ihsahn ao ajudarem da interpretação dos temas da carreira a solo do ex. vocalista dos Emperor.

Como foi dito, a prestação dos Leprous teve muitos altos e baixos, um dos pontos negativos foi a da guitarra principal ter o volume muito baixo, os principais riffs das musicas mal se ouviram e isso estragou vários momentos do concerto desta banda que em estúdio mostra muita qualidade e ao vivo tem muita vontade de dar espetáculo mas precisam de rever melhor que musicas tocarem ao vivo. Musicas como “Waste of Air” e “Forced Entry”, quando ouvidas em álbum nota-se a clara complexidade que possuem, mas transportas para concerto parece que lhes falta algo e tem momentos de quase desastre.

Tirando os pontos mencionados a banda deu um concerto dentro do razoável, o vocalista Einar Solberg tem uma voz com um alcance que muito poucos conseguem. Tanto vai em poucos segundos do gutural ao melódico e com berros como se fosse a coisa mais fácil do mundo, os guitarristas fizeram o que podiam mesmo tendo os problemas que tiveram com o som e a bateria por diversos momentos parecia completamente ‘off’ do resto do ritmo.

Thorn
Restless
Passing
MB. Indifferentia
Waste of Air
Dare You
Forced Entry

Os Amorphis neste momento são a par com os Opeth e Orphaned Land as bandas que melhor conseguem cruzar o gutural com melodia, só que no caso dos Finlandeses a parte melódica é do mais melódico que pode haver, melodia é das maiores características das bandas dos países nórdicos. Com um início de carreira marcado por uma sonoridade só dentro do Death Metal, a banda ao longo dos anos e com a introdução do atual vocalista Tomi Joutsen, transformou a sua musica em arte pura, e foi arte o que se pode ver e ouvir no Incrivel Almadense numa noite/dia marcado pelo frio constante.

Uma rápida “Song of the Sage” e “My Enemy” retiradas do último album, o The Beginning Of Times, deram início a um concerto que desde cedo ficou marcado pelos headbangs constantes feitos a cada batida ou riff de guitarra. Com a “The Smoke” foi o regresso ao passado ate ao album Eclipse, álbum que marcou a estreia do vocalista Tomi Joutsen com os Amorphis.

Tomi Joutsen foi sempre figura de destaque. É um ‘frontman’ como poucos, a sua voz é poderosa com os seus tremendos guturais e voz melódica a acompanhar os sons sinfónicos das guitarras e pianos. O segurar do seu microfone personalizado teve vários momentos ao longo do concerto, ao cantar com voz melódica parecia que estava a agarrar um copo de vinho e quando estava a mostrar a sua voz gutural parecia ter uma marreta na mão prestes a destruir tudo o que visse á frente. A sua presença em palco com os seus ‘dreadlocks’ gigantes dão-lhe uma imagem única que pode ser vista e apreciada nos momentos em que ele começa a fazer ‘windmill’ (forma de headbang que se define por fazer movimentos circulares como o movimento de um moinho ou dos ponteiros de um relogio). E o colete cheio de tachas que usou mete respeito a um Rob Halford que popularizou aquele género de indumentária na música pesada.

“You I Need”, mais uma musica do ultimo trabalho da banda abriu portas para a musica preferida de Tomi Joutsen como o próprio disse antes de a banda a tocar, “Sampo” foi um dos melhores momentos sem noite. Antes de interpretarem “Crack in a Stone”, a ultima musica do ultimo álbum a ser tocada, a banda fez um regresso enorme ao passado, do primeiro álbum, The Karelian Isthmus de 1993 veio a intro “Karelia” e a monstruosa faixa final “Vulgar Necrolatry” que trouxe os primeiros mosh pit’s da noite, por curiosidade, “Vulgar Necrolatry” é uma cover da banda Abhorrence ao qual o guitarrista Tomi Koivusaari fez parte antes de formar os Amorphis. “Into Hiding” vem do marco do Death Metal Finlandes, o “Tales from the Thousand Lakes”.

“Sky Is Mine”, uma música que segundo Tomi soa a Iron Maiden, e com razão, juntamente com a “Black Winter Day” com a intro da “Magic and Mayhem” também dos “Tales from the Thousand Lakes”, tocada no inico, levou a banda para o merecido descanso. A intro da “Skyforger” mais a fantastica “Silver Bride” trouxe os Amorphis com vontade de fechar a noite em grande, neste momento toda a gente estava a cantar as letras das músicas que se ouviam. “My Kantele” e “House Of Sleep” fecharam mais um grande concerto de um mês recheado em concertos e que pôs muita gente a fazer contas á vida. Os Amorphis podem ca voltar que estes já sempre ter casa cheia porque concertos é algo que eles fazem com os olhos fechados se for preciso.

Song of the Sage
My Enemy
The Smoke
Against Widows
Alone
You I Need
Sampo
Karelia
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Crack in a Stone
Sky Is Mine
Magic and Mayhem (Intro) + Black Winter Day

Skyforger (Intro) + Silver Bride
My Kantele
House Of Sleep

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Opeth + Pain of Salvation no Incrível Almadense 20/11/2011

Após a vinda ao Vagos Open Air deste ano como cabeça de cartaz, os Opeth confirmaram mais uma presença no nosso país ainda este ano, algo que pôs muita gente em sentido, principalmente os que não puderam ir ao V:O:A. Com eles vieram os conterrâneos Pain Of Salvation, uma banda com uma carreira de respeito dentro do Prog Rock e que também já tem uma base de fãs bem grande, a prova destes factores todos foi o concerto ter esgotado umas quantas semanas antes da sua realização.

Antes de começar a falar na prestação dos Pain Of Salvation tenho que referir que eles deixaram muita gente de boca aberta, em 45 minutos fizeram melhor que certas bandas com concertos de 2 horas. Energia deixada em palco, comunicação banda-publico, o público respondeu o melhor que pode fosse com palmas e coro a acompanhar as músicas.

Os Pain Of Salvation trouxeram no bolso a sua mais recente proposta, Road Salt Two, a segunda parte da temática Road Salt que começou o ano passado com o Road Salt One, ambos os registos foram os que mais músicas emprestaram a este segundo concerto em terras lusitanas, sendo o primeiro e único em 2001. “Softly She Cries” e uma “Conditioned” com direito a saltos do publico com a “Ashes” do The Perfect Element, Part I lançado em 2000 a ser interpretada no meio das musicas do álbum lançado este ano, abriram o mote para um grande concerto da banda da mesma origem dos Opeth, a Suécia.

Uma bela “1979” e “To the Shoreline” cuja sonoridade parece saída de um filme de western mostraram a quem não os conhecia a sua versatilidade no que toca a compor. De um dos mais aclamados albums da banda, o Scarsick a banda foi buscar a “Kingdom of Loss”. Para o fim a banda ficou-se pelo Road Salt One com a frenética “Linoleum” e a divinal “No Way”, foi o encerramento perfeito para um concerto, mesmo tendo sido curto foi muito bom do princípio ao fim.

Apos a atuação dos Pain Of Salvation duas coisas eram certas, os Pain Of Salvation tem mais que capacidade para vir em nome próprio ao nosso pais, em palco eles tem uma atuação muito solida e nesta noite eram raras as pessoas que não os conheciam, o outro ponto é que quem pós este concerto no Incrivel Almadense certamente que não deve conhecer o estatuto que ambas as bandas tem a nível mundial, a cerca de um mês do concerto os bilhetes esgotaram e durante dias e ate mesmo á porta do recinto, varias pessoas procuraram por um bilhete mágico, se isto tivesse ido parar ao Coliseu dos Recreios certamente que iria ter uma sala bem composta na mesma.

Softly She Cries
Ashes
Conditioned
1979
To the Shoreline
Kingdom of Loss
Linoleum
No Way

Apos um curto intervalo para se retirar o material dos Pain Of Salvation eis que chega a hora da que tem sido uma das melhores bandas de metal dos últimos anos, os Opeth. Banda cuja carreira já teve muitas sonoridades, Black Metal, Death Metal, Rock, tudo isto com muito prog e folk pelo meio. Atualmente a banda anda virada para uma sonoridade mais prog dentro do rock dos anos 70’ como se pode constatar na sua ultima proposta, intitulada Heritage, um álbum que conseguiu dividir ainda mais os fãs do que o Damnation quando foi lançado em 2003.

“The Devil's Orchard”, o single de lançamento do Heritage abriu um concerto que ficou marcado pela falta de músicas com voz gutural, algo muito criticado por alguns fãs da banda, mas nem foi isso que impediu que o Incrivel Almandese esgotasse. Após uma execução eximia da “The Devil's Orchard”,Mikael Åkerfeldt, eterno líder dos Opeth mostrou o seu humor característico, “nós somos a banda do bilhete.. e se querem ver fogo de artificio vão ver um concerto dos Kiss”.

A assombrosa “I Feel The Dark” seguida da mais que obvia mas adorada “Face of Melinda” mostrou aos Opeth que já tinha o público mais que rendido. Apos uma longa salva de palmas a banda quis presenciar o publico com algumas palhetas e pelo meio vários pedidos foram feitos pelo publico para a banda tocar certas musicas, “Blackwater Park”, “Ghost Of Perdition” e “The Moor” foram algumas ouvidas a qual Mikael respondeu prontamente “please, no requests”. “Porcelain Heart” com Martin "Axe" Axenrot a ter dito a uns minutos para mostrar o que vale pôs alguns dos presentes a fazer air drums.

“Nepenthe” abriu as portas para um segmento de som acústico que se prolongou com “The Throat of Winter”, uma música feita para o jogo God of War III, neste momento tanto Mikael Åkerfeldt como Fredrik Åkesson estavam a tocar guitarras acústicas. Regresso ao passado, mais concretamente a 1998 e My Arms, Your Hearse, “Credence” foi a música escolhida seguida da “Closure” que ficou marcada pelo enorme coro feito no fim, ate a banda ficou surpreendida e parou de tocar só para comprovar que aquilo estava mesmo a acontecer, era visível na cara de Mikael Åkerfeldt, Martin Mendez e Martin "Axe" Axenrot ao olharem uns para os outros que não acreditavam que aquilo estava a acontecer, sem dúvida um momento para mais tarde recordar.

A banda toda é fã de Ronnie James Dio por isso em género de homenagem eles criaram a “Slither”, faixa incluída no Heritage, neste momento headbang era feito por toda a parte do Incrível Almadense. Assim que a música acaba temos mais um momento para mais tarde recordar, ouve-se saído do piso superior um uivo ao qual levou o publico a lançar um forte aplauso. Uma épica “A Fair Judgement” do album Deliverance seguida da atmosférica “Hex Omega” levou a banda para um merecido descanso.

Enquanto a banda não regressava o público lembrou-se de entoar novamente o coro da “Closure”. Com a banda já em palco chega a hora das apresentações da praxe, a apresentação de Martin Mendez ficou marcada pela brincadeira com Mikael em que Mikael pediu a Martin para subir para cima de uma das colunas que estava situada mesmo em frente ao palco, tal como fez Daniel Gildenlöw, vocalista dos Pain of Saltation, no início da noite, Martin recusou-se a fazer tal coisa por isso em género de dizer que aquilo era algo fácil o próprio Mikael subiu á coluna algo que fez o público todo aplaudir o gesto do líder dos Opeth. Com a apresentação de Fredrik Åkesson a brincadeira continuou onde tinha ficado, a pedido de Mikael, quando ele subisse novamente para a coluna, Fredrik faria o movimento característico de Rudolf Schenker, guitarrista dos Scorpions, mais um momento para animar a noite.

Joakim Svalberg, o novo pianista, foi muito bem recebido pelo público, também ele teve o seu momento a solo ao mostrar os cinco diferentes tipos de piano que tinha ao seu redor. Para o ‘gran finale’, Folklore, provavelmente a melhor música do Heritage, deu por encerrado um concerto que vai demorar muito tempo a sair da mente das pessoas que la estiveram. Pormenor final, são com concertos como este que os Opeth tem-se destacado individualmente do resto das bandas de Metal ao terem uma carreira recheada de qualidade e diversidade.

The Devil's Orchard
I Feel The Dark
Face of Melinda
Porcelain Heart
Nepenthe

(Set acustico)
The Throat of Winter
Credence
Closure

Slither
A Fair Judgement
Hex Omega

Folklore

Nota final: é preciso realçar os preços do merch disponível, a tshirt da tour, que tinha na frente a capa do Heritage e nas costas as datas da tour tinha duas versões, para homem e mulher, os preços foram um dos temas de conversa da noite, enquanto que a tshirt para homem custava uns míseros 10 euros, as mulheres, caso quisessem levar uma tshirt de mulher tinham que desembolsar 20 euros.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ulver no Musicbox 19/11/2011

Eis o regresso de uma das maiores bandas de culto de todos os tempos, com um percurso tanto genial como curioso os Ulver voltaram ao nosso pais para um segundo concerto apos terem ca estado o ano passado na Casa da Musica.

Num dia muito feio em que o tempo esteve muito pobre, o ambiente á porta do Musicbox não se alterou minimamente, ver caras conhecidas, fazer novas amizades, fala-se de como pode correr o concerto, o tempo passa num instante.

Um concerto dos Ulver é sem dúvida algo de único porque a banda desde que fugiu ao som inicial de carreira que ficou caracterizado por uma sonoridade dentro do Black Metal, tem vindo numa demandada surpreendente de sons de álbum para álbum, vai entre o avant-garde (Themes From William Blake's The Marriage Of Heaven And Hell), eletrónica (Perdition City), trip-hop (Svidd Neger), experimental (Blood Inside) e musica ambiente (Shadows Of The Sun e War Of The Roses), um concerto dos Ulver na sua totalidade é uma experiencia única de vários sentimentos.

O concerto apresentado no Musicbox não fugiu á regra, uma mistura de cada álbum para cada pessoa sentir o ambiente á sua própria maneira. Na bagageira trouxeram a sua mais recente proposta, o War Of The Roses, uma das melhores perolas deste ano e o início do concerto ficou logo marcado com a retirada de quatro musicas desse álbum.

“February MMX”, “Norwegian Gothic”, “England” e “September IV” tocadas tal e qual como estão no album deram o mote para uma grande noite. Com “Lost In Moments” foi o começo do uso de eletrónica, o álbum Perdition City esteve bem representado nesta noite, ora vejamos a música que se seguiu, “Porn Piece Or The Scar Of Cold Kisses”. “Island” foi a ultima retirada do último álbum e uma explosiva “Darling Didn't We Kill You?” com um final mais elétrico do que a versão que é conhecida levou a banda para um primeiro encore.

Encore esse que ficou marcado com apenas 4 dos 6 elementos terem ido para os bastidores, o baterista e um dos programadores não saíram dos seus respectivos lugares porque no início do concerto já tinha sido complicado eles irem para os seus lugares de tao compacto que estava tudo em palco, e o publico la deu-lhes uma salva de palmas para eles não se sentirem de parte.

A banda pouco ou nada comunicou com o público, umas quantas palavras, nada de mais, eles deixaram a sua musica falarem por eles, e no que toca a apresentação em palco, a escolha do Musicbox foi uma má escolha, a banda é composta por 6 elementos e o espaço que parecia pequeno deixou de o ser quando a banda conseguiu encaixar tudo, bateria, instrumentos, maquinas de programação, entre outras engenhocas para reproduzir o som dos Ulver na perfeição.

“For The Love Of God” e “Little Blue Bird” foram o mostrar que as musicas simples conseguem ser belas. “Rock Massif”, da banda sonora que os Ulver fizeram para o filme Svidd Neger deve ter surpreendido muitos dos presentes antes de uma fantástica cover da musica “654321 (I Know What You Want)” dos The Troggs. Para o fim, a sentimental “Eos” do album Shadows Of The Sun de 2007.

Mais um grande concerto para os registos deste ano, pedir melhor a esta banda é complicado devido á grande variedade que é a sua discografia, mas desde que começaram a actuar ao vivo o estatuto da banda não tem parado de subir ainda mais.

February MMX
Norwegian Gothic
England
September IV
Porn Piece Or The Scar Of Cold Kisses Piece 2
Island
Darling Didn't We Kill You?

For The Love Of God
Little Blue Bird
Rock Massif
654321 (I Know What You Want) [The Troggs' cover]

Eos

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

The Atlas Moth - An Ache For The Distance

Este ano tem sido um ano recheado de lançamentos verdadeiramente únicos dentro do universo mais pesado, ate agora um dos mais notórios lançamentos, na opinião deste escritor, foi o dos americanos Ana Kefr e a sua mistura explosiva mas perfeita de quase todos os subgéneros que existem na música pesada.

No caso deste lançamento dos The Atlas Moth, não há uma incorporação tão grande de estilos como se regista no trabalho dos Ana Kefr, mas a sua mistura de Sludge sujo, Stoner cru, muito psicadelismo e guitarradas dignas de muitos trabalhos de Heavy Metal dos anos 80, tal combinação certamente que irá suscitar a curiosidade a muita gente.

Os The Atlas Moth vem de Chicago, Illinois, e este “An Ache For The Distance” é o seu segundo trabalho desde que se fundaram em 2007, mesmo com uma curta carreira eles já tiveram a honra de fazer tour juntamente com bandas de grande prestigio dentro do Sludge/Stoner, Crowbar e Kylesa são algumas dessas bandas.

Logo nos primeiros acordes de “Coffin Varnish”, primeira faixa do album, as influencias que estes rapazes têm dentro da música psicadélica vem logo ao cima e á medida que a música avança e aquele riff delicioso entra nas nossas cabeças somos logo apanhados pelo turbilhão de originalidade desta banda que, para os últimos segundos da ainda primeira faixa, reserva um daqueles momentos que ao vivo poe toda a gente a fazer coro.

“Perpetual Generations” é uma típica música no cruzamento de Sludge e Stoner, muita sujidade mas também tem muita genialidade. “Gemini”, é uma pequena música com cerca de 3 minutos de Doom Metal que facilmente podia ter sido transformada em algo a rondar os 15 minutos sem nunca perder a sua alma.Quando se pensava que “Coffin Varnish” era a única a ter riffs de guitarra capaz de nos prender, eis que levamos com “25s And The Royal Blues” mesmo em cima, tal como a primeira faixa o seu solo de guitarra podia/devia ter sido feito ate ao fim da música, mas claro, já estamos a entrar nos campos do gosto pessoal, mas é inegável uma coisa, uma pessoa ao ouvir esta música várias vezes certamente que a partir da 3º ou 4º audição irá por o volume no máximo sempre que chegar a parte do solo de guitarra.

Para o fim foi deixado “Horse Thieves”, uma música a meio tempo puramente Doom Metal, como encerramento não encaixa muito bem após um registo bem variado e com grandes arranjos, esta música ficaria melhor a meio do álbum. Para o fim deve-se sempre deixar uma musica que nos faça voltar a carregar no botão play novamente, neste caso não será esta musica a fazer-nos mexer o dedo mas sim musicas como “Coffin Varnish” e “25s And The Royal Blues” com os, nunca demais referir, excelentes trabalhos dentro do psicadélico. 9.1

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sólstafir - Svartir Sandar

Por entre demos, eps e o álbum de estreia “Í Blóði og Anda” lançado em 2002, o início da carreira dos Islandeses Sólstafir ficou marcada por uma sonoridade dentro do Black Metal, embora em termos instrumentais a banda já vinha mostrando um pouco o querer fugir daquele som e ir pelo que tocam atualmente que é Metal/Rock Psicadélico, nota-se claramente que o álbum de estreia foi um álbum de pesquisa. Com o álbum de 2005 “Masterpiece Of Bitterness” deu-se início a essa transformação, o fugir do som cru do Black Metal e com o gigante “Köld” de 2009 foi o solidar do que são os Sólstafir neste momento da sua carreira.

Este ano foi lançado “Svartir Sandar”, um álbum duplo que segue as pisadas do seu antecessor, e só porque é duplo não pensem que isto tem uma duração enorme. Tal como o “The Guessing Game” dos Cathedral lançado o ano passado, este trabalho só é duplo por uma questão de estética porque a duração deste trabalho permite encaixar tudo num único disco, no caso do dos Cathedral, eles puseram intro, outro e algumas interludes para puderem encher espaço.

Com a sua mistura entre Post-Rock e Rock Psicadélico, este registo abre sem demoras com a sua música mais longa, “Ljós í Stormi” seguida de “Fjara”, uma faixa que parece uma música tradicional de um pais graças á sua simplicidade, ritmo e melodia. “Þín Orð” é a típica música que quando tocada ao vivo para levar toda a gente á loucura graças ao trabalho frenético de guitarra. Para o fim do primeiro disco ficaram “Æra”, que possui um grande trabalho de piano, e “Kukl”, uma música lenta, a meio tempo, talvez para servir como descanso ao ouvinte, algo do género seria interessante caso não tivéssemos que mudar de disco.

No segundo disco temos que dar destaque às faixas “Melrakkablús” com a sua grande beleza, grande porque é mesmo uma das mais longas aqui presentes e beleza porque incorpora um pouco de tudo o que a banda consegue fazer dentro do Rock, sem dúvida uma das melhores faixas deste trabalho. A embora curta mas energética “Draumfari” e extravagante faixa-titulo “Svartir Sandar” prepararam-nos para o melhor. Como se costuma dizer, para o fim fica sempre o melhor e aqui aplica-se essa célebre expressão.

A melhor comparação que se pode fazer á ultima faixa deste grande trabalho, a “Djákninn”, e isto que digo é para quem conhece os trabalhos da banda, é que esta faixa pode muito bem ser o irmão mais novo da faixa-titulo do “Köld”, para quem não conhece, ouçam ambas com os ouvidos bem abertos e em ambas vão sentir como se tivessem a serem inundados de energia e ganhassem forças para fazer seja o que for, ambas tem um nível de ‘growing’ enorme. 9.3

A ver se com este registo a banda ganha mais reputação e consigam fazer uma tour pela europa em nome próprio. Eles são uma banda com muito talento e ao vivo tem muita presença de palco, o ano passado passaram pelo nosso pais juntamente com os Swallow The Sun e os Mar De Grises e para quem não os conhecia de certeza que ganharam uns fãs nacionais naquela noite no Musicbox.