terça-feira, 13 de março de 2012

Anathema - Weather Systems



Quando se fala em música emotiva os Anathema são sempre uma das primeiras bandas a serem mencionadas graças a albums como A Natural Disaster e o brilhante We're Here Because We're Here, que já data de 2010, volvidos dois anos e duas passagens pelo nosso pais, eis que a banda Liverpool regressa com a mesma intensidade.

O We're Here Because We're Here mostrou os Anathema a irem por outros caminhos mais lentos dentro do Rock Progressivo, algo que não agradou a muitos fãs da banda, independentemente das críticas que o álbum recebeu não impediu de se tornar num dos melhores registo de Rock Progressivos dos últimos tempos ao lado da dupla Road Salt dos Pain Of Salvation, do Heritage dos Opeth e do Grace for Drowning Steven Wilson. Steven Wilson esse que chegou a produzir o We're Here Because We're Here, mas agora como anda ocupado com o seu projeto Storm Corrosion com Mikael Åkerfeldt não deu aqui o seu contributo.

Este Weather Systems mantem os Anathema na linha do Rock Progressivo. Nesta critica vou apenas falar das faixas que para mim se destacam mais, a faixa inicial “Untouchable” tem duas partes, a primeira parece que a banda foi buscar inspiração ao Post-Rock devido á sua composição ‘on growing’, na segunda parte Lee Douglas mostra a sua importância na banda. Depois de meio deste trabalho encontramos “The Storm Before the Calm” soa a algo saído de um registo dos Nine Inch Nails e “The Beginning and the End” é capaz de ser a musica mais emocional que aqui encontramos e é mais um exemplo perfeito da grande qualidade das letras dos Anathema, “And somewhere inside is the key / To everything I want to feel / But the dark summer dawns of my memory / Are lost in a place that can never be.”.

No geral é um grande registo e mais versátil que o We're Here Because We're Here, gostava de falar um pouco mais do álbum mas vou deixa-lo falar por si mesmo, vai sem duvida para a lista de melhores do ano como já é habitual a cada lançamento dos Anathema. 9.1

Untouchable, Part 1
Untouchable, Part 2
The Gathering of the Clouds
Lightning Song
Sunlight
The Storm Before the Calm
The Beginning and the End
The Lost Child
Internal Landscapes

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dream Theater + Periphery no Coliseu dos Recreios 27/02/2012



Os Periphery foram chamados para serem a banda de abertura, a sua sonoridade é interessante, em termos instrumentais misturam a técnica extrema de uns Meshuggah e de uns Gorod com o virtuosismo de uns Animals As Leaders e claro dos senhores da noite, Dream Theater. O ponto fraco da prestação dos Periphery acabou por ser a voz, o vocalista Spencer Sotelo usa diferentes registos de voz e em praticamente todas as músicas mal se ouviu a sua voz quando ele cantava num registo limpo, e ate mesmo os seus growls não combinavam bem com o tempo das musicas, o concerto dos Periphery foi só mesmo para fãs.

New Groove
Letter Experiment
Jetpacks Was Yes
Buttersnips
Icarus Lives
Racecar

A amizade entre os Dream Theater e Portugal é algo que todos os fãs da banda conseguem reconhecer, aliás, eles são das poucas bandas de renome mundial que quando vão em tour nunca se esquecem de vir ao nosso pais, uma das provas disso foi que o concerto o ano passado no Coliseu do Porto foi dos poucos que a banda deu num recinto numa tour em que estava previsto só tocarem em festivais.

O álbum A Dramatic Turn of Events lançado o ano passado recebeu críticas muito divergentes de todas as partes do mundo, mas esta tour tem vindo a provar que o este primeiro trabalho lançado desde a saída de Mike Portnoy é um álbum bem solido e quando transposto para cima de um palco consegue igualar com o resto da grandiosa discografia da banda Norte-America.

Tal como o ano passado no Porto este ano a musica “Dream Is Collapsing” que Hans Zimmer fez para o filme Inception fez as honras de abertura á medida que foi projetado uma pequena animação que figurava a banda no momento atual da carreira com o seu novo baterista Mike Mangini. A noite era de promoção ao novo trabalho por isso “Bridges in the Sky” e “Build Me Up, Break Me Down” deram início a um concerto de mais de duas horas, algo simples para uma banda que já teve momentos da carreira em que fazia concertos acima das três horas.

“The Root of All Evil”, uma música retirada do que é considerado por muitos fãs o ultimo grande álbum da parte dos Dream Theater serviu como entrada para um dos momentos da noite, o provar de que Mike Mangini não é um mero substituto mas sim um musico excecional, com um solo de bateria a percorrer a sua gigantesca bateria fez o publico vibrar por diversos momentos. A ponte temporal criada pelas músicas “A Fortune in Lies” “Outcry” (para quem não sabe são musicas do primeiro e do ultimo registo da banda respetivamente) serviu como um encerrar da primeira parte do concerto.

“The Silent Man” do Awake e “Beneath the Surface” do último trabalho foram tocadas num pequeno momento acústico só com LaBrie e Petrucci. “War Inside My Head” e “The Test that Stumped Them All” representaram o Six Degrees of Inner Turbulence, as musicas são a 3º e 4º parte da enorme faixa-titulo da que é a maior musica já gravada pela banda que tem cerca de 42 minutos de duração. A noite já vai longa mas a banda ainda tem uns trunfos na manga, diretamente do Metropolis Pt. 2 - Scenes from a Memory, para muitos, o melhor álbum da banda e ate mesmo do panorama Metal Progressivo, veio “The Spirit Carries On” com direito a coro da parte do público que compôs bem a sala lisboeta.

Com um solo de abertura dividido entre Petrucci e Ruddess, “Breaking All Illusions” (do ultimo álbum é a musica preferida deste critico) mostrou na sua totalidade o que muita gente já o sabe, os Dream Theater são uma máquina bem oleada, a sua música pode não agradar a toda a gente mas ninguém consegue ficar indiferente á qualidade destes músicos. John Petrucci é o mestre que é, o sempre tímido John Myung continua a mostrar qualidade de ano para ano, James LaBrie é um dos pontos que faz muita gente não gostar de Dream Theater mas a sua voz resulta bem com a musica virtuosa dos DT, Jordan Rudess é o brincalhão de serviço e Mike Mangini foi o mais aplaudido da noite. Já passava da 00:00 quando a banda tocou o que é considerado o seu grande clássico, “Pull Me Under”. Fecho em beleza, Dream Theater não sabem o que é falhar.

Bridges in the Sky
6:00
Build Me Up, Break Me Down
Surrounded
The Root of All Evil
(solo de bateria)
A Fortune in Lies
Outcry

Set acustico:
The Silent Man
Beneath the Surface

On the Backs of Angels
War Inside My Head
The Test that Stumped Them All
The Spirit Carries On
(Petrucci / Ruddess Solo Intro)
Breaking All Illusions

Encore:
Pull Me Under

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Alcest + Les Discrets + Sorror Dolorosa no Hard Club 14/02/2012



Muita gente faz todos os anos viagens para irem a concertos espalhados pelo pais, mas quando se fala em bandas com nome ainda algo que desconhecido da população em geral, são poucas as que tem capacidade de levar uma pessoa a percorrer longas distâncias, os Alcest fazem parte desse lote talvez pelo facto de serem os criadores de um género musical ou por simplesmente fazerem música bela digna de ser ouvida.

Soror Dolorosa com a sua música New Wave/Gothic Rock a fazer lembrar uns Joy Division ou uns Bauhaus, mas numa onda mais progressiva, abriram e bem a noite, foram retiradas musicas tanto do seu EP de 2009 Severance e do álbum lançado o ano passado Blind Scenes. Concerto sem falhas do início ao fim que teve como espectador Neige, líder dos Alcest e baixista dos Les Discrets. Os Les Discrets e Alcest partilham diversos membros, Neige nos Alcest é um faz tudo, nos Les Discrets é o baixista, Winterhalter é o baterista oficial de ambas as bandas e Zero é o guitarrista e back-vocals de serviço quando as bandas se lançam á estrada. Com Fursy Teyssier a liderar, a banda mostrou-se competente ao interpretar musicas do Septembre et Ses Dernières Pensées de 2010.

Setlist de Les Discrets:

L'échappée
Les Feuilles de l'olivier
La Nuit muette
Le Mouvement perpétuel
La Traversée
Gas In Veins (Amesoeurs)
Song For Mountains

Eis que chega a hora do nome forte do género intitulado de ‘black-gaze’. Bandas cuja musica tem momentos de distorção normalmente chegam a ter bastantes problemas quando levam a musica para o palco, bandas como Kylesa, Mastodon e muitas de Black Metal enfrentam sempre o problema de não conseguirem reproduzir bem o que criam em estúdio, no caso dos Alcest também acontece o mesmo problema, mas quis o destino que neste concerto as falhas fossem mínimas, fosse em voz limpa ou ‘black metal vocals’, foram raros os momentos em que houvesse problemas de som, só a bateria soou mais alto que o resto dos instrumentos, mas isso só ajudou a levar o publico a prestar atenção ao excelente trabalho feito por Winterhalter ao longo da noite.

Como a tour é em promoção ao álbum lançado este ano, LesVoyages de l'Âme, “Autre Temps”, single avançado ainda em 2011 e a eximia “Là où Naissent les Couleurs Nouvelles”, tiveram as honras de iniciar o que veio a ser um concerto cheio de emoções. “Les Iris” e “Printemps Éeraude”, do clássico álbum Souvenirs d'un Autre Monde de 2007, fizeram as delícias de muitos presentes. A faixa-titulo do último registo abriu as portas para a primeira parte de “Écailles de Lune”

Ao longo do concerto Neige fez sempre questão de agradecer e sublinhou que as vindas dos Alcest a Portugal são sempre marcadas por salas cheias. Outra nota a destacar é a humildade e timidez de Neige quando ouvimos uma mulher a chama-lo e ele olhou com olhar tímido e esboçou um pequeno sorriso. A bela “Sur l'océan couleur de fer” pôs alguns presentes a chorar, literalmente. Tal como foi apontado e notado no concerto, o som das vozes esteve no ponto, “Là où Naissent les Couleurs Nouvelles” ja tinha mostrado isso, mas “Percées de Lumière” confirmou-o. Para o encore, “Souvenirs d'un Autre Monde” “Summer's Glory”. Concerto perfeito do início ao fim, sem grandes falhas de registo, é concertos assim que se quer mais no nosso pais.

Autre temps
Là où naissent les couleurs nouvelles
Les Iris
Les Voyages de l'âme
Printemps émeraude
Écailles de lune (Part I)
Sur l'océan couleur de fer
Ciel errant
Percées de lumière

Souvenirs d'un autre monde
Summer's Glory

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Swallow The Sun - Emerald Forest And The Blackbird

Após terem lançado, o que é provavelmente, o melhor registo da carreira, eis que, passados 3 anos do lançamento de New Moon, os Swallow The Sun regressam com novas ideias.

Emerald Forest And The Blackbird (MFATB) foge um bocado do que a banda vinha a fazer, New Moon era numa onda mais obscura, MFATB é mais melódico e um bocado distorcido e em algumas músicas podemos ouvir com maior clareza a qualidade vocal de Mikko Kotamäki que vai ter um ano de 2012 muito cheio, quando não estiver com os Swallow The Sun vai andar certamente com os Barren Earth, um projecto que ele tem juntamente ex. membros de bandas como Amorphis, Moonsorrow e Kreator. Para Março está previsto o lançamento de The Devil's Resolve, o sucessor do brilhante Curse of the Red River que já data de 2010.

Este trabalho abre logo com a faixa-titulo e desde logo nota-se diferenças na composição, com a sua uma intro relaxante e diferentes momentos de explosão entrelaçados com passagens de puro Doom, não haveria melhor maneira de começar esta viagem. Em “This Cut is the Deepest” e “Silent Towers” vemos a qualidade de Mikko Kotamäki ao ouvirmos ele cantar num registo limpo. “Hate, Lead the Way!” roça os campos do Black Metal com as suas guitarras distorcidas e na “Cathedral Walls” podemos escutar a actual vocalista dos Nightwish, Anette Olzon, a dar uma singela contribuição.           

A música dos Swallow The Sun tem muitas semelhanças com a música dos Opeth, e a voz de Mikko Kotamäki consegue ser facilmente confundida com a de Mikael Åkerfeldt, em “Hearts Wide Shut” temos isso mesmo, o bom do acústico que a banda Sueca tem vindo a por muita gente interessada, misturado com guturais poderosos e sentimentais. Ao colaborar nos Barren Earth vê-se que Mikko Kotamäki trouxe um bocado da maneira de compor para os Swallow The Sun, as guitarras a porem melodia no meio de tanta destruição é uma combinação perfeita tal como podemos comprovar na “Of Death and Corruption”.

“Labyrinth of London (Horror pt. IV)” é de longe a melhor musica deste registo porque incorpora tudo o que os Swallow The Sun já fizeram na sua carreira. Esta música dá continuação á incorporação nos albums de musicas inspiradas em filmes B, “Swallow”, “Don't Fall Asleep” e “Lights on the Lake” retiradas dos albums The Morning Never Came, Hope e New Moon respectivamente são as musicas ‘Horror’ que neste registo chegou á 4º parte. “April 14th” e “Night Will Forgive Us”, com toda a calma do mundo, encerram um trabalho que não é fácil de digerir mas que com o tempo pode vir a ganhar o seu estatuto. 8.7

Emerald Forest and the Blackbird
This Cut is the Deepest         
Hate, Lead the Way!            
Cathedral Walls         
Hearts Wide Shut 
Silent Towers 
Labyrinth of London (Horror pt. IV)           
Of Death and Corruption     
April 14th
Night Will Forgive Us

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mastodon + Red Fang no Coliseu dos Recreios 22/01/2012



Com apenas 45 minutos para actuar os Red Fang conseguiram impressionar muitos dos presentes, no bolso trouxeram a sua mais recente proposta que foi lançada o ano passado, Murder the Mountains. “Throw Up”, “Number Thirteen”, “Into the Eye” e “Malverde” foram algumas das musicas interpretadas pela banda e cantadas pelo publico que já as conhecia, mas claro, o concerto dos Red Fang teve o seu grande momento quando tocaram a sua musica mais conhecida, “Wires”.

Hank is Dead
Throw Up
Malverde
Wires
Into the Eye
Good to Die
Number 13
Humans Remain Human Remains
Sharks
Prehistoric Dog

Apos um concerto bastante fraco por diversas razoes na edição de 2009 do festival Optimus Alive, eis que os Mastodon regressaram ao nosso pais e num recinto fechado, um lugar onde podemos escutar na perfeição toda a qualidade que estes rednecks impregnam nas suas musicas, algo que passou despercebido a muita gente aquando da ultima passagem da banda Norte Americana ao nosso pais.

23 musicas, sim leram bem, foram escolhidas 23 musicas, 23 musicas que puseram um Coliseu dos Recreios num estado de pura loucura, os Mastodon são sem duvida das melhores bandas que podemos encontrar no Metal actualmente, por isso seria mais que obvia uma recepção calorosa da parte do publico nacional. As músicas do novo registo The Hunter, um álbum que figurou em praticamente todos os tops de melhores de ano feitos pelo mundo fora (ficou no 8º lugar para o Confronto de Almas), foram muito bem recebidas.

Uma coisa que marcou o antes do início do concerto foi quando tiraram o pano de frente da bateria do Brann Dailor, no bumbo figurava uma imagem de Randy Rhoads com a sua guitarra Karl Sandoval-V preta com os pontos brancos, a pintura do resto da bateria de Brann foi inspirado na guitarra de Randy.

Hora de destruir o Coliseu, “Dry Bone Valley” e o primeiro single do The Hunter, a “Black Tongue” mostraram cedo que muitas das músicas iriam ser cantas pelo público, quando os Red Fang actuaram ainda se via muitos fossos no público, neste momento eram poucos os centímetros de espaço disponíveis. “Capillarian Crest” deu origem a um desfile de air guitars e “Colony of Birchmen” foi um dos muitos momentos em que o público nacional teve que puxar da voz.

“Megalodon” para o caos, “Thickening” para cantar e apreciar e “Blasteroid” novamente para o caos demostram que esta banda sabe escolher bem a ordem das suas músicas. A “Sleeping Giant” ficou estranhamente marcada pela quantidade de crowd surfs que foram feitos, digo que foi estranho porque a musica é das mais calmas do repertorio da banda e foi a musica onde foi feito mais crowd surf, foram vistas quase umas 20 pessoas a fazer crowd surf, houve momentos em que os seguranças não sabiam para que lado se virarem porque as pessoas vinham todas de seguida e de vários lados.

Muita gente no final do concerto deve ter ficado de certeza com a garganta a arder, tantas vezes se ouviu coro e as “All the Heavy Lifting”, “Curl of the Burl” e “Bedazzled Fingernails” não foram exceção. A banda pouco ou nada comunicou, apenas deixaram que a sua música fala-se por eles, por isso sem descanso “Spectrelight” fez estremecer o Coliseu. “Circle of Cysquatch” e “Aqua Dementia” foi o duo perfeito para podermos apreciar a capacidade técnica da banda. “Crack the Skye” foi uma das duas que representaram o album de 2009, a outra foi a “Ghost of Karelia”.

Antes do ‘grand finale’ veio a explosiva “Blood and Thunder”, quando se pensava que na “Spectrelight” a loucura tinha sido muita então neste momento o Coliseu mais parecia um campo de guerra, o pit era gigantesco, praticamente todas as pessoas na plateia estavam num estado frenético, a força dos empurrões era tanta que as grades vergaram uns quantos graus e claro, mais uns momentos de susto para os seguranças quando os crowd surfs la voltaram.

Para o fim, a já esperada “Creature Lives”, que foi interpretada com os Red Fang em palco e cantada a plenos pulmões pelo publico que encheu por completo o Coliseu dos Recreios. É com concertos assim que as bandas cimentam a sua posição no mundo da musica. O ano ainda agora começou e há muitos concertos por realizar, mas este concerto arrisca-se, tal como o ultimo álbum da banda, a figurar em muitas listas de melhores de ano, som perfeito, setlist perfeita a passar por todos os albums da banda, ambiente infernal, esteve tudo no ponto, para o fim a banda prometeu regresso ao nooso pais no verão.

Dry Bone Valley
Black Tongue
Crystal Skull
I Am Ahab
Capillarian Crest
Colony of Birchmen
Megalodon
Thickening
Blasteroid
Sleeping Giant
Ghost of Karelia
All the Heavy Lifting
Spectrelight
Curl of the Burl
Bedazzled Fingernails
Circle of Cysquatch
Aqua Dementia
Crack the Skye
Where Strides the Behemoth
Iron Tusk
March of the Fire Ants
Blood and Thunder
Creature Lives