Após terem lançado, o que é provavelmente, o melhor registo
da carreira, eis que, passados 3 anos do lançamento de New Moon, os Swallow The
Sun regressam com novas ideias.
Emerald Forest And The Blackbird (MFATB) foge um bocado do
que a banda vinha a fazer, New Moon era numa onda mais obscura, MFATB é mais melódico
e um bocado distorcido e em algumas músicas podemos ouvir com maior clareza a
qualidade vocal de Mikko Kotamäki que vai ter um ano de 2012 muito cheio,
quando não estiver com os Swallow The Sun vai andar certamente com os Barren
Earth, um projecto que ele tem juntamente ex. membros de bandas como Amorphis,
Moonsorrow e Kreator. Para Março está previsto o lançamento de The Devil's
Resolve, o sucessor do brilhante Curse of the Red River que já data de 2010.
Este trabalho abre logo com a faixa-titulo e desde logo
nota-se diferenças na composição, com a sua uma intro relaxante e diferentes
momentos de explosão entrelaçados com passagens de puro Doom, não haveria
melhor maneira de começar esta viagem. Em “This Cut is the Deepest” e “Silent
Towers” vemos a qualidade de Mikko Kotamäki ao ouvirmos ele cantar num registo
limpo. “Hate, Lead the Way!” roça os campos do Black Metal com as suas
guitarras distorcidas e na “Cathedral Walls” podemos escutar a actual vocalista
dos Nightwish, Anette Olzon, a dar uma singela contribuição.
A música dos Swallow The Sun tem muitas semelhanças com a música
dos Opeth, e a voz de Mikko Kotamäki consegue ser facilmente confundida com a
de Mikael Åkerfeldt, em “Hearts Wide Shut” temos isso mesmo, o bom do acústico que
a banda Sueca tem vindo a por muita gente interessada, misturado com guturais poderosos
e sentimentais. Ao colaborar nos Barren Earth vê-se que Mikko Kotamäki trouxe
um bocado da maneira de compor para os Swallow The Sun, as guitarras a porem
melodia no meio de tanta destruição é uma combinação perfeita tal como podemos
comprovar na “Of Death and Corruption”.
“Labyrinth
of London (Horror pt. IV)” é de longe a melhor musica deste registo
porque incorpora tudo o que os Swallow The Sun já fizeram na sua carreira. Esta
música dá continuação á incorporação nos albums de musicas inspiradas em filmes
B, “Swallow”, “Don't Fall Asleep” e “Lights on the Lake” retiradas dos albums The
Morning Never Came, Hope e New Moon respectivamente são as musicas ‘Horror’ que
neste registo chegou á 4º parte. “April 14th” e “Night Will Forgive Us”, com toda
a calma do mundo, encerram um trabalho que não é fácil de digerir mas que com o
tempo pode vir a ganhar o seu estatuto. 8.7
Com apenas 45 minutos para actuar os Red Fang conseguiram
impressionar muitos dos presentes, no bolso trouxeram a sua mais recente proposta
que foi lançada o ano passado, Murder the Mountains. “Throw Up”, “Number Thirteen”, “Into the Eye” e “Malverde” foram algumas das
musicas interpretadas pela banda e cantadas pelo publico que já as conhecia, mas
claro, o concerto dos Red Fang teve o seu grande momento quando tocaram a sua
musica mais conhecida, “Wires”.
Hank is Dead
Throw Up
Malverde
Wires
Into the Eye
Good to Die
Number 13
Humans Remain Human Remains
Sharks
Prehistoric Dog
Apos um concerto bastante fraco por diversas razoes na
edição de 2009 do festival Optimus Alive, eis que os Mastodon regressaram ao
nosso pais e num recinto fechado, um lugar onde podemos escutar na perfeição
toda a qualidade que estes rednecks impregnam nas suas musicas, algo que passou
despercebido a muita gente aquando da ultima passagem da banda Norte Americana
ao nosso pais.
23 musicas, sim leram bem, foram escolhidas 23 musicas, 23
musicas que puseram um Coliseu dos Recreios num estado de pura loucura, os
Mastodon são sem duvida das melhores bandas que podemos encontrar no Metal
actualmente, por isso seria mais que obvia uma recepção calorosa da parte do
publico nacional. As músicas do novo registo The Hunter, um álbum que figurou
em praticamente todos os tops de melhores de ano feitos pelo mundo fora (ficou no 8º lugar para o Confronto de Almas), foram muito bem recebidas.
Uma coisa que marcou o antes do início do concerto foi quando
tiraram o pano de frente da bateria do Brann Dailor, no bumbo figurava uma
imagem de Randy Rhoads com a sua guitarra Karl Sandoval-V preta com os pontos
brancos, a pintura do resto da bateria de Brann foi inspirado na guitarra de
Randy.
Hora de destruir o Coliseu, “Dry Bone Valley” e o primeiro single
do The Hunter, a “Black Tongue” mostraram cedo que muitas das músicas iriam ser
cantas pelo público, quando os Red Fang actuaram ainda se via muitos fossos no público,
neste momento eram poucos os centímetros de espaço disponíveis. “Capillarian Crest”
deu origem a um desfile de air guitars e “Colony of Birchmen” foi um dos muitos
momentos em que o público nacional teve que puxar da voz.
“Megalodon” para o caos, “Thickening” para cantar e apreciar
e “Blasteroid” novamente para o caos demostram que esta banda sabe escolher bem
a ordem das suas músicas. A “Sleeping Giant” ficou estranhamente marcada pela
quantidade de crowd surfs que foram feitos, digo que foi estranho porque a
musica é das mais calmas do repertorio da banda e foi a musica onde foi feito
mais crowd surf, foram vistas quase umas 20 pessoas a fazer crowd surf, houve
momentos em que os seguranças não sabiam para que lado se virarem porque as pessoas
vinham todas de seguida e de vários lados.
Muita gente no final do concerto deve ter ficado de certeza
com a garganta a arder, tantas vezes se ouviu coro e as “All the Heavy Lifting”,
“Curl of the Burl” e “Bedazzled Fingernails” não foram exceção. A banda pouco
ou nada comunicou, apenas deixaram que a sua música fala-se por eles, por isso
sem descanso “Spectrelight” fez estremecer o Coliseu. “Circle of Cysquatch” e “Aqua Dementia” foi o duo perfeito para podermos apreciar a capacidade técnica da banda. “Crack the Skye” foi uma das duas que representaram o album de 2009, a outra foi a “Ghost of Karelia”.
Antes do ‘grand finale’ veio a explosiva “Blood and Thunder”,
quando se pensava que na “Spectrelight” a loucura tinha sido muita então neste
momento o Coliseu mais parecia um campo de guerra, o pit era gigantesco, praticamente
todas as pessoas na plateia estavam num estado frenético, a força dos empurrões
era tanta que as grades vergaram uns quantos graus e claro, mais uns momentos
de susto para os seguranças quando os crowd surfs la voltaram.
Para o fim, a já esperada “Creature Lives”, que foi
interpretada com os Red Fang em palco e cantada a plenos pulmões pelo publico
que encheu por completo o Coliseu dos Recreios. É com concertos assim que as
bandas cimentam a sua posição no mundo da musica. O ano ainda agora começou e há
muitos concertos por realizar, mas este concerto arrisca-se, tal como o ultimo álbum
da banda, a figurar em muitas listas de melhores de ano, som perfeito, setlist
perfeita a passar por todos os albums da banda, ambiente infernal, esteve tudo
no ponto, para o fim a banda prometeu regresso ao nooso pais no verão.
A poucos dias de Portugal receber na mesma noite o nome
forte e a banda sensação do Sludge Metal, o Santiago Alquimista encheu para uma
noite de Sludge Metal/Hardcore.
Os KEN Mode (Kill Everyone Now Mode) mostraram uma energia
fantástica em palco graças á sua mistura explosiva de Sludge Metal com Post-Hardcore.
Com apenas umas dezenas de pessoas dentro do Santiago Alquimista, 40 minutos disponíveis
para atuar e tendo como base o registo de 2011 Venerable, a banda mostrou uma
prestação solida e de encher o olho. “Flight Of The Echo Hawk” e “Never Was”
foram algumas das musicas escolhidas para mostrar ao povo português do que esta
banda Canadiense é capaz.
Obeying The Iron Will
Book Of Muscle
Seul
Frye
Flight Of The Echo Hawk
Never Was
Para quem ainda não conhecia os Circle Takes The Square, de
certeza que ao verem a figura franzina da baixista e vocalista Kathy “Coppola”
Stubelek, ninguém esperaria o que ai viria, a distribuição perfeita de vozes
entre ela e Drew Speziale (voz e guitarra) deixou muita gente espantada ao ouvirem
aquela pessoa a cuspir todo o tipo de vocalização extrema.
Screamo, Hardcore Punk e Post-Hardcore, são o que podemos
encontrar nas músicas dos Circle Takes The Square. “Same Shade As Concrete”, “In
The Nervous Light Of Sunday” e “Our Need To Bleed” foram autênticos murros no
estomago. O ano passado lançaram o EP Vol. I Chapter 1. Rites Of Initiation, do qual foram retiradas as musicas “Enter
By The Narrow Gates”, “Spirit Narrative” e “Way Of Ever-Branching Paths”.
Same Shade
As Concrete
Crowquill
Enter By
The Narrow Gates
Spirit
Narrative
Way Of
Ever-Branching Paths
In The
Nervous Light Of Sunday
Prefaced By
The Signal Fires
Our Need To
Bleed
Já íamos pelas 23 horas e finalmente já se avistava um
Santiago Alquimista bem composto. O concerto dos Kylesa ficou marcado pelo
volume exagerado das guitarras e do baixo, algo que tapou completamente as
vozes de Phillip Cope e Laura Pleasants, foram raros os momentos em que se pode
ouvir a voz de algum dos vocalistas. Talvez foi isto que levou muita gente a
ficar aborrecida durante o concerto ao vermos muita gente quieta e quando as músicas
acabavam com o passar do tempo eram menos e menos pessoas a aplaudir.
“Said and Done” e “Only One” (uma das poucas musicas em que
se ouviu com clareza a voz de Phillip Cope) abriram um concerto que se esperava
de grande festa mas que acabou por ser caótico embora energético. O Spiral
Shadow, ultimo álbum da banda que já data de 2010, foi o álbum com maior
destaque, “Tired Climb”, “To Forget” e “Forsaken” com direito a uma pequena jam
entre os dois bateristas Carl McGinley e Tyler Newberry, como são músicas mais calmas em relação ao que a
banda já fez no resto da carreira, foram músicas que deu para dar descanso a
muitos ouvidos.
“Unknown Awareness” foi uma das músicas mais esperadas da
noite mas os problemas de som foram constantes. Com a já mítica Scapegoat com a
sua grande intro levou alguns dos presentes á loucura. “Running Red” e a explosiva
“Where the Horizon Unfolds”, do album Time Will Fuse Its Worth, e com direito a
um pouco de mosh, deu por encerrado um concerto onde vimos a banda a tocar tudo
na perfeição tal como está nos albums, mas os problemas de som fizeram muitos
estragos. Banda da noite: KEN mode, som perfeito e prestação exímia.
Anneke Van Giersbergen é daquelas pessoas onde não encontramos algo de mal a dizer, ela tem uma carreira musical brilhante a todos os
níveis, já foi a vocalista dos The Gathering no qual lançou albums como Souvenirs
e o fabuloso álbum duplo How To Measure A Planet?. A nível de participações já
deu uma ajuda a diversas bandas e artistas dos mais variados estilos, Ayreon,
Napalm Death, Novembers Doom, Moonspell, Devin Townsend, Anathema e Within
Temptation são alguns desses nomes.
A juntar a isto tudo ainda podemos aliar a sua grande beleza
e voz única, é impossível ficar indiferente ao que esta mulher faz. Desde que
saiu dos The Gathering ela já lançou diversos albums tanto a solo como a sua
banda Agua de Annique e ate um album a meias com Danny Cavanagh, um dos
fundadores da banda Anathema.
Everything Is Changing é um misto de emoções e sonoridades,
rock, pop, folk e ate mesmo electrónica e tem como produtor o nosso Daniel Cardoso, que aqui também toca piano, guitarra e baixo. Este registo começa pelo single que foi
avançado no passado mês de Setembro, “Feel Alive” passando por “You Want To Be
Free”, uma musica com um riff de guitarra delicioso. A faixa título é uma das várias musicas a meio tempo aqui
presentes em que o que se destaca é precisamente a grande voz de Anneke.
As músicas “Take Me Home”, “I Wake Up” e “My Boy” fazem lembrar
os primeiros registos dos Muse, parece mesmo que Anneke pegou em algumas
musicas da banda Inglesa e meteu o seu cunho pessoal. Quando o piano começa na
faixa “Circles”, somos logo levados no tempo até á musica “Wonder” do álbum de 2009 In Your Room dos Agua de Annique, mais uma vez Anneke mostra como simples mas bela a música
pode ser.
“Hope, Pray, Dance, Play” e “Slow Me Down” roçam o Goth Metal,
até arrisco a dizer que parece algo saído dos dois últimos anos da principal
banda do estilo, falo dos Finlandeses Nightwish, aqui a voz da Anneke está num
registo muito próximo de Anette Olzon, vocalista que em 2007 ocupou o lugar que
dantes era da Tarja Turunen. Para o fim, “Too Late” e “1000 Miles Away From You”
mostram a versatilidade desta grande cantora que ainda não teve o reconhecimento
que devidamente merece. 9.1
Os Ana Kefr, banda cujo álbum The Burial Tree (II), figurou no
primeiro lugar do Top 10 de 2011, concedeu ao Confronto de Almas uma pequena
entrevista, tendo Rhiis D. Lopez (vocalista/teclista) sido o elemento escolhido
para nos esclarecer umas duvidas.
Confronto de Almas: Ana Kefr é uma palavra Árabe, que em Português
significa "Eu sou Infiel", de onde surgiu a ideia para o nome?
Rhiis D. Lopez: Eu vivi durante cerca de três anos no Egito,
cerca de metade do tempo em Alexandria, um quarto do tempo no Cairo e no resto
do tempo andei viajando por todo o país e na Jordânia, Israel e Palestina.
Quando voltei para os Estados Unidos em 2008, para visitar amigos e família,
encontrei Kyle Coughran (guitarra/voz) e logo depois me apercebi que eu queria
ficar e colocar todo o meu foco e energia na música. O Kyle tinha escrito a música
“Takeover”, que pode ser ouvida no nosso primeiro álbum Volume I. O Kyle costumava
mexer varias vezes com letras e ideias para as mesmas, e assim, quando ele me
mostrou a “Takeover”, eu modifiquei-a um bocado ao meu estilo e pus algumas palavras
minhas. Numa seção da música, eu decidi por o cântico "Ana Kefr" que,
como você mencionou, é Arabe para "Eu sou Infiel / Descrente / Ateu."
Isto foi claramente inspirado pelo tempo que passei no Egito e a viajar pelo Médio
Oriente. Nós passamos algum tempo tentando encontrar um bom nome para a banda,
e um amigo nosso indicou a parte "Ana Kefr" que constava na canção, ele
disse que seria perfeito. Bem, ele estava certo!
Confronto de Almas:A música dos Ana Kefr é vasta e mistura vários estilos,
quais são as principais influências?
Rhiis D. Lopez: Todos os elementos da banda têm gostos bem vastos e muito
diversificados, ao ponto de nós raramente concordamos sobre o que é ‘boa’
música. Podemos concordar em generalidades, como a música progressiva em geral
ou música clássica. Mas quando chegamos a algo mais específico, nós não ligamos,
nem chegamos mesmo a desgostar, dos gostos uns dos outros, e acho que é isso que
faz a nossa música sair do jeito que sai. Acho que a principal influência é na
verdade a música clássica. Nós não nos sentamos com um género em mente, mas
tendemos é a encontrar uma atmosfera ou um motivo para escrever sobre isso.
Death e Black Metal são importantes para nós, assim como o Rock, Jazz e a música
experimental. Tentamos não pensar em termos de gêneros e influências quando
escrevemos.
Confronto de Almas: Todos os membros da banda apresentam ideias na hora de
compor ou existe alguém que se encarrega disso e depois a banda trabalha à volta disso?
Rhiis D. Lopez: No Volume I, o Kyle escreveu a maioria das letras. Eu
era o segundo principal contribuidor mas ainda estava encontrando o meu
equilíbrio com a escrita de música para ser executada por uma banda de Metal.
No entanto, o The Burial Tree (II) foi escrito principalmente num período em
que os únicos membros da banda eram Kyle e eu e estávamos no processo de
encontrar os membros que temos hoje. Foi ai que eu basicamente me cheguei á
frente e trouxe muito mais para o processo de escrita. Embora o Kyle e eu tenhamos
escrito muito material, o Brendan (guitarra, saxofone e voz), Alphonso (baixo)
e Shane (bateria), que se juntaram depois á banda, ajudaram a dissecar e a escrever
novas peças para fortalecer a composições – e às vezes chegávamos mesmo a
remover uma seção, ou reescrever uma ideia inteira. Todos os elementos da banda
trazem sempre ideias, mas o método mais comum de completar a música no passado
tem sido baseado no material que o Kyle e eu escrevemos juntos, que depois em
seguida, juntamos as ideias do resto da banda. No entanto, esta não é uma regra
e no nosso próximo álbum não ficarei surpreso se houver uma contribuição mais igual de
todos.
Confronto de Almas: Vendo que o álbum The Burial Tree recebeu muitas
críticas positivas por todo o mundo, quais são os vossos planos para 2012, mais
digressões?
Rhiis D. Lopez: Eu acho que poderemos entrar em modo de escrita muito
brevemente, algo que poderá ocorrer durante outros acontecimentos ao longo do
ano. A nossa primeira digressão nacional foi á apenas alguns meses atrás, e foi
uma verdadeira inspiração para todos nós. Mas acredito que iremos fazer outra digressão
antes de nos focarmos sobre um terceiro álbum. A ideia geral de momento é tocar
alguns espetáculos de maior grandeza para assim expandirmos a nossa audiência, já
temos alguns concertos marcados como banda de suporte para bandas como Possessed, Sabaton
e My Ruin. O The Burial Tree (II) foi lançado á apenas 7 meses por isso
sentimos que queremos gastar mais tempo a tentar que a sua musica chegue a mais
ouvidos.
Confronto de Almas:Em 2010 lançaram o single “Tonight We Watch the Children F*cking Burn” (musica que está no fim do artigo) para celebrar um ano do
Volume I, para 2012 irá haver repetição mas em relação ao The Burial Tree?
Rhiis D. Lopez: Já houve definitivamente conversa sobre isso. Nós já temos
algumas ideias diferentes, mas não há garantias que algo possa vir a acontecer
para este aniversário. Acho que a banda gostaria, sempre nos daria material
novo para tocar ao vivo e satisfaria parcialmente aqueles que agora estão esperando
impacientemente por mais música nossa.
Confronto de Almas:Hoje em dia as redes sociais são uma grande ajuda para
as bandas puderem comunicar com os seus fãs, algo que os Ana Kefr fazem
constantemente, como te sentes ao ver tanto apoio vindo de varias partes do
mundo, sabendo que os Ana Kefr ainda são uma banda jovem?
Rhiis D. Lopez: É uma sensação incrível, é uma das coisas que eu
aguardo ansiosamente todos os dias. É realmente gratificante e encorajador ver pessoas
virem ter connosco por causa da nossa música. Para ser honesto, não posso
sequer imaginar o que a música seria agora sem meios de comunicação social. Eu
acho que a internet fez coisas realmente incríveis para uma banda independente
como nós, abriu muitas portas e fez a nossa música acessível a pessoas que de
outra forma não iriam ouvir falar de nós. A internet lança a luz do dia para a
música underground.
Estas três perguntas finais foram respondidas por todos os
membros:
Confronto de Almas: Quais as bandas que gostaria de fazer uma digressão
conjunta?
Alphonso Jimenez: Mastodon e Gojira.
Brendan Moore: Eu
vou pensar em grande e dizer Metallica, Tool, Opeth, Between the Buried and Me
e Mastodon.
Kyle Coughran: Gostaria de dizer Lamb of God, por causa da
experiencia que eles já tem de tantos anos de estrada. Fazer uma digressão com
eles seria algo para durar uns dois anos, mas seria muito bom.
Rhiis D. Lopez: My Ruin, Nekrogoblikon e Jahmbi, porque são bandas
amigas nossas e garantidamente iria ser uma grande experiência ao longo da digressão.
Shane Dawson: Between the Buried and Me e Nekrogoblikon.
Confronto de Almas:Com que músicos gostaria de fazer um álbum?
Alphonso Jimenez: Nekrogoblikon.
Brendan Moore: Nekrogoblikon, Maynard James Keenan dos Tool.
Kyle Coughran: Opeth, ou então músicos do mesmo calibre, ou seja, uma
grande coleção de bons executantes.
Rhiis D. Lopez: David Gilmour (Pink Floyd) para que fizesse um dos
seus grandes solos numa música, Tom Waits para fazer ‘spoken word’ numa parte,
mas preferencialmente eu não iria gostar de fazer um álbum de colaborações. Parece
que é raro sair um bom produto no final.
Shane Dawson: Zappa Plays Zappa, Mike Portnoy, John Pettrucci, Nekrogoblikon, Jahmbi, Paul
Gilbert, Billy Sheehan.
Confronto de Almas:Faça um top 3 de albums de 2011: