quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

The Sign Of Hell Tour - Gorgoroth + Vader em Corroios 14/12/2011 (reportagem + fotos)

A passagem desta tour conjunta por Portugal ficou marcada pelo cancelamento da data que se iria realizar no Hard Club, no Porto, no dia anterior ao concerto em Corroios, a fraca venda de bilhetes foi o motivo apresentado pela organizadora que assim deixou só a data de Corroios.

Até a abertura das portas, nem chegou a duas dezenas as pessoas que andaram a circular durante o dia á volta do recinto, levando a que os Amassado, primeira banda da noite, terem começado a atuar com pouco mais de dez pessoas presentes dentro do Ginásio de Corroios. Não foi isso que os levou a baixo e através de uma atuação solida mostraram algumas músicas do álbum Coração Enterrado, lançado o ano passado e ate agora o único registo da banda.

A banda é Italiana, mas composta tanto por elementos de Itália e do Brasil, por isso a comunicação com o (pouco) público foi fácil. Com pouco tempo disponível, apenas 30 mins, a banda fez o melhor que pode e durante a sua atuação ainda puderam ver uma sala mais bem composta e ao tocarem músicas como “Puta”, “Amazonia” e “Fobia” com a sua mistura de Thrash e Death Metal, conseguiram por, o ainda pouco publico a fazer headbang.

(setlist indisponivel)

Vindos também de Itália vieram os Adimiron e com um novo álbum lançado á poucos dias banda focou-se só nele. K2 com o seu Death Metal Progressivo apresenta um bom leque de músicas de quando transpostas para um concerto conseguem por muita gente em sentido. Não há muito a dizer da prestação dos Adimiron, tal como os conterrâneos Amassado tiveram quase o mesmo tempo de atuação e ambas as bandas aqueceram bem a noite para o que ai vinha.

Oriens
Vertical Limit
The Red Condition
The Whisperer
To Whom It May Concern
Servant's Poem

20:40, chega a altura de uma das bandas principais desta tour, com apenas uma hora para tocar, os Vader, um dos pilares do género, conseguiram encaixar 17 músicas na sua atuação que levou ao rubro muita gente que envergava tshirts da banda Polaca. “Return to the Morbid Reich”, primeira faixa do album lançado este ano, Welcome to the Morbid Reich, deu inicio a uma atuação explosiva a todos os níveis.


Em “Come and See My Sacrifice” e “Black Velvet And Skulls Of Steel” já se via muita gente a querer se libertar, ou como se diz na gíria do mundo extremo, fazer mosh, algo que na combinação explosiva “Carnal” de 1997 seguida de “I Am Who Feasts Upon Your Soul” do último álbum e “The Wrath” de um dos primeiros Eps da banda ainda nos anos 80’, fizeram as delícias de muita gente.


Até ao final do concerto o mosh esteve presente em todas as músicas. “Decapitated Saints”, “Silent Empire” e “Cold Demons” tendo todas pouca duração, foram tocadas sem pausas. “Helleluyah!!! (God Is Dead)”, um dos hinos da banda, foi o momento perfeito para se fazer coro e claro, muito mosh. Quando se pensava que a banda tinha acabado o seu concerto eis que regressam para uma viagem ao EP de 2005 The Art of War, para interpretarem “Para Bellum” e “This Is the War”.


Para o fim ficou reservado uma pequena surpresa, uma música que foi pedida a noite toda enquanto os Vader atuaram, pelo ambiente vivido uma pessoa ate pode deduzir que a música neste momento pertence aos Vader e não á banda que a cirou, porque vejamos, esta música quando é tocada pela banda que a criou já não tem o mesmo impacto que tinha á bem poucos anos atras, falo pois da Raining Blood, um dos hinos da banda Americana Slayer. Ainda estava a batida de bateria inicial a tocar e já metade do recinto estava a salivar para o que ai vinha, a loucura foi total, o centro do ginásio foi o ponto de encontro para o mais variado tipo de pessoas que queriam celebrizar aquele momento, e quem não esteve no mosh esteve a fazer headbang, foi de certeza o melhor momento de toda a noite.


Return to the Morbid Reich
Sothis
Devilizer
Never Say My Name
Come and See My Sacrifice
Black Velvet And Skulls Of Steel
Wings
Carnal
I Am Who Feasts Upon Your Soul
The Wrath
Decapitated Saints
Kingdom
Silent Empire
Cold Demons
Helleluyah!!! (God Is Dead)

Encore:
Para Bellum/This Is the War
Lead Us
Raining Blood

A troca de instrumentos para os Gorgoroth puderem atuar foi feita ao som da ‘Marcha Imperial’, musica imortalizada pela saga de ficção científica, Star Wars. Depois de terem atuado no antigo Hard Club em 2005, os noruegueses Gorgoroth, uma das instituições do Black Metal norueguês criado nos anos 90, voltaram finalmente a Portugal embora com uma formação muito diferente da vista em 2005. Já passava das 23:00 quando os Gorgoroth subiram ao palco para mais uma prestação solida.


Um início demolidor com “Bergtrollets Hevn”, “Aneuthanasia” e “Prayer” foram autênticas injeções de puro Black Metal para alimentar muitos apaixonados por esta sonoridade mais crua do mundo extremo. “Katharinas Bortgang” veio diretamente de 1994 e do primeiro trabalho dos Gorgoroth, Pentagram de seu nome. A presença de várias pessoas com 'corpse paint' foi algo notado por toda a gente.


Do álbum de 1996, Under the Sign of Hell, que foi regravado este ano, vieram “Revelation Of Doom”, “Ødeleggelse og undergang” e “Blood Stains the Circle”, tendo as duas ultimas sido tocas sem descanso. A diabólica “Satan-Prometheus” do álbum Quantos Possunt ad Satanitatem Trahunt fez o vocalista Pest mostrar ao público o porquê de ter regressado á banda para substituir Gaahl.


Antes de a banda interpretar eximiamente as musicas “Destroyer” e “Incipit Satan” ouviu-se do público mais um momento de humor, característico dos concertos de metal: ‘Isto é melhor que um orgasmo’. “Krig”, que em português significa guerra, ambas do álbum regravado este ano, deram caminho a “Unchain My Heart!!!”, que sem direito a encore, fechou em grande um concerto que acabou por ser muito curto, durou apenas 50 mins, algo que muitos dos presentes reparou nisso e questionaram-se á medida que iam saindo do recinto de regresso a casa.


Bergtrollets Hevn
Aneuthanasia
Prayer
Katharinas bortgang
Revelation Of Doom
Forces of Satan Storms
The Rite of Infernal Invocation
Ødeleggelse og undergang / Blood Stains the Circle
Satan-Prometheus
Destroyer / Incipit Satan
Krig
Unchain My Heart!!!

Fotos cedidas por Pedro Almeida

domingo, 11 de dezembro de 2011

20º aniversário dos SIMBIOSE e GROG

Em celebração dos 20 anos da banda, os Simbiose vão fazer uma festa/concerto/convívio para amigos e fãs já no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h(abre as portas) na CASA DE LAFÕES Rua da Madalena, 199 - 1° andar, 1100-319 Lisboa. A entrada custa 8€.

Esta festa de celebração consiste não só num concerto da banda, mas em juntar vários videos, fotos, cartazes, tudo o que tiver relacionado com a mesma, que ao longo deste tempo marcaram a vida dos fãs. A esta festa vão-se juntar os amigos de longa data GROG , os miticos reis do death/grind que igualmente aos Simbiose iniciaram-se em 1991. Haverá tambem alguns dj´s amigos, exposição de fotografia por Carina Martins e um pequeno lanche.

Para melhorar o local em termos sonoros os Simbiose vai alugar um PA que seja digno de receber as duas bandas.

A banda pede a quem tenha informação(videos/fotos/entrevistas etc),que nos envie o material para simbiosecrust@gmail.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ihsahn - After

Aquando do seu lançamento o ano passado não lhe dei o seu devido destaque, mas apos ter visto o seu concerto na edição do Vagos Open Air deste ano, dedico-lhe aqui umas palavras.

Qualquer pessoa que ouça Metal já ouviu na falar nos Emperor, muitos os consideram a melhor banda de Black Metal de sempre, algo que pode estar sempre em conta quando ouvimos albuns como Anthems to the Welkin at Dusk e In the Nightside Eclipse, dois marcos absolutos da musica extrema e que colocam, não só os Emperor, mas também o próprio Ihsahn, como figuras destacáveis do mundo do Black Metal.

Desde que os Emperor se separaram em 2001, Ihsahn lançou-se a numa carreira a solo e desde então já lançou três albums, The Adversary em 2006, angL em 2008 e o ano passado lançou, o que é para mim o melhor álbum da sua carreira a solo, o magistral After, um álbum que deixou muitos puristas do Black Metal a olhar de lado quando se depararam com um registo bem mais limpo que os seus antecessores, mas o grande ponto de destaque é a introdução do saxofone que só veio abrilhantar ainda mais este registo.

Jørgen Munkeby foi o músico escolhido para empregar os seus conhecimentos de saxofone neste registo, o seu trabalho pode, e deve, ser ouvido nos Shining, não os Suecos que tocam Black Metal depressivo, falo sim da banda Norueguesa que mistura Metal Avant-garde com jazz, criando uma sonoridade interessante que também captou a atenção de muita gente o ano passando quando lançaram o bastante intricado Blackjazz.

Lars K. Nordberg e Asgeir Mickelson regressam novamente aos seus lugares de baixista e baterista, respectivamente. Além da introdução do saxofone, o trabalho de guitarra da parte de Ihsahn também está mais apurado e extensivo não fosse pela adição de uma guitarra de 8 cordas, algo que o Ihsahn usa pela primeira vez nos seus trabalhos a solo.

Qualquer pessoa que já tenha ouvido este álbum concordará comigo quando digo que uma pessoa fica desde cedo colada a este trabalho ao ouvir a primeira faixa, a “The Barren Lands”, é muito difícil ficar indiferente ao ouvir um assombroso trabalho de bateria e os riffs arrepiantes misturado com a voz de Ihsahn que aqui também usa voz limpa.

“A Grave Inversed” mais parece que Ihsahn deu a Jørgen Munkeby um momento para por neste registo um bocado do que faz nos Shining. “Undercurrent” e “On the Shores” como ultima musica, alem de serem as músicas com maior duração deste trabalho, são também as faixas que demostram melhor o grande trabalho de todos os músicos que participaram neste álbum. 9.2

The Barren Lands
A Grave Inversed
After
Frozen Lakes on Mars
Undercurrent
Austere
Heaven's Black Sea
On the Shores

Como já foi dito, Ihsahn esteve presente no Vagos Open Air deste ano ao lado de bandas como Opeth, Morbid Angel e Devin Townsend, quem quiser relembrar-se do que por la aconteceu pode seguir este link: Vagos Open Air 2011: A Viagem

domingo, 4 de dezembro de 2011

Putrefacted Xmas Fest


Mais uma vez, a Republica da Musica situada em Alvalade, abriu portas para mais uma noite de peso nacional, desta feita para acolher o Putrefacted Xmas Fest, o primeiro evento de maior envergadura feito pela Nemesis Radio, um projeto que começou em 2009 para ajudar na divulgação e promoção de bandas nacionais.

Para dar inicio a esta jornada, que se espera que dure muito tempo e com mais eventos, a Nemesis conseguiu reunir um leque de bandas, cujo reconhecimento da parte do publico metaleiro nacional já é bem elevado. Como cabeças de cartaz vieram de Oeiras os Grog com o seu Brutal Death Metal com cuspidelas de Grindcore. Do Porto vieram os Web com o seu Thrash Metal musculado.

Inicialmente estavam confirmados os Decayed, a mítica banda de Black Metal liderada por J.A. (José Afonso), mas devido a problemas a poucos dias da realização deste evento os Decayed tiveram que cancelar e foram rapidamente substituídos por uma das bandas que mais sensação tem feito a nível nacional nos últimos anos, falo dos Swichtense, a banda da Moita com o seu Thrash/Groove Metal que faz muito lembrar os lendários Pantera.

Para o início da noite vieram de Sintra os Concealment e o seu Death Metal técnico, inicio esse que ficou marcado pelos atrasos na abertura de portas que estava marcado para as 20 horas e só foram abertas quando já passam das 21 e isso levou, claro, a que os concertos começassem mais tarde, e foi ás 22 horas que os Concealment deram inicio á festa, assim que a banda subiu ao palco ninguém conseguiu desviar os olhares do baixo que Paulo Silva empunhava, Filipe Correia, vocalista/guitarrista, apelidou o instrumento de prancha de surf e para quem já viu ao vivo um baixo de 9 cordas sabe o tamanho do objeto.

A prestação dos Concealment foi bastante solida, Filipe Correia é um vocalista versátil e não é fácil ter uma performance daquelas á medida que lida com os principais riffs da banda, David Jerónimo na bateria mostrou bom serviço, mas claro, Paulo Silva com a sua prancha foi a figura da noite, ele usou o baixo como bem lhe apetecia, com a devida atenção ao som que dali saia pode-se verificar a capacidade que um instrumento daqueles tem.

Hamartia
Stridulation
Crimson Din
Orifice
Cyclothymie
Minus Eye
Empalamento Dos Sentidos
Long For Flesh
Deluge

Como ja foi dito, para substituir os Decayed, vieram os Switchtense, banda que nos últimos anos tem percorrido o pais de norte a sul a mostrar a toda a gente o bom metal que se faz a nível nacional e também a mostrar uma das bandas mais solidas a nível de concertos, quem já pode presenciar um concerto dos Switchtense sabe que eles estão sempre prontos para a festa.

Tendo pouco tempo de actuação eles aproveitaram o tempo ao máximo e tocaram quatro músicas de cada album que a banda já lançou, Confrontation Of Souls de 2009 e o homónimo que foi lançado este ano. “Concrete Walls” e “Face Off” sucedidas pela “Into The Words Of Chaos” que pôs logo toda a gente a fazer headbang, e “Unbreakable”, primeiro single do álbum homónimo, puseram desde cedo muitos dos presentes num estado de loucura.

“State Of Resignation” seguida da emblemática “Infected Blood” com uns últimos headbangs e moshs deram por encerrado mais um grande concerto desta banda que tem tudo para se tornar das melhores a nível nacional. Não há assim muito a destacar em relação ao concerto de Switchtense, eles não são de falinhas mansas, apenas quem chegar e destruir tudo com a sua música explosiva e como sempre fizeram o que melhor sabem que é dar espetáculo.

Concrete Walls
Face Off
Into The Words Of Chaos
Unbreakable
Second Life
This is Only the Beginning
State Of Resignation
Infected Blood

Já passava da 00:00 quando os Web subiram ao palco para virem apresentar a sua mais recente proposta, Deviance, e também para celebrar os seus 25 anos de carreira. O seu Thrash Metal fez muita gente dirigir-se a Alvalade nesta noite fria ao vermos muita gente a envergar tshirts de bandas como Kreator, Metallica e Exodus. Victor Matos, o único membro fundador que ainda permanece na banda foi uma das figuras da noite não fosse a sua imagem lembrar um Senhor de nome Devin Townsend antes de ter rapado o cabelo e de começar a fazer albums de rock ambiental.

Cinco das nove músicas do álbum Deviance foram ouvidas nesta noite, prestação muito solida e rápida, muitos headbangs roubados ao público, a certa altura o vocalista/baixista Fernando Martins vira-se para o público, ‘Como é que isto ta a ir? ta a ir bem?’ a qual teve a resposta vinda do publico ‘mais ou menos’, ‘ouviram, estamos mais ou menos, vamos acelerar isto’, para isso foi tocada “Beautiful Obsession”, uma das musicas mais rápidas do album deste ano. “If Only There Was Light” do album de estreia, World Wild Web de 2005, ficou reservada para o final desta banda veterana do metal nacional.

Life Agression
Last War
Strong Winds, Strong Waves
Mortal Soul
Awake
(In)Sanity
Beautiful Obsession
If Only There Was Light

Antes do concerto dos Grog, foi chamado ao palco Fernando Tina, director da Nemesis Radio, para se fazer um sorteio para oferecer dois bilhetes duplos para o festival Hardmetalfest em Mangualde que se realiza em Janeiro. Graças a um voluntario do publico (foi pedido uma menina) retirou-se de um saco números que depois de visto nos bilhetes do concerto davam direito aos bilhetes para o festival em Mangualde, durante o processo boa disposição foi algo que não faltou, aliás, foi algo que perdurou durante a noite toda.

1:20 da manha e la entraram os Grog em palco, também em ano de aniversario, neste caso 20 anos de muito gore, para celebrar isso a banda gravou o concerto para um futuro dvd. O início ficou marcado pela presença de duas ‘assistentes’ com vestimentas que cruzava o mundo gótico e o mundo Lolita, estilo popular no Japão. Para despachar a apresentação do novo álbum, Scooping The Cranial Insides, também lançado este ano, foram tocadas cinco musicas para assim deixar o resto do concerto um revisitar do resto da carreira. “Sicko”, “Stream Of Psychopathic Devourment”, “Sphincterized (Materialized In Shit)”, “Ravenous Loathing” e “Hanged By The Cojones” foram as escolhidas.

Durante a “Ravenous Loathing” o bumbo da bateria de Rolando Barros rompeu e graças a isso o concerto teve uma pausa de 5 minutos enquanto a pele foi substituída com a ajuda de Xinês, baterista dos Switchtense. Para preencher esse tempo houve uns momentos de comédia, Pedro Pedra descreveu as outras bandas da noite usando sempre as mesmas palavras ‘que puta de banda, mas a serio, que grande puta de banda’. Os Concealment ate receberam uma alcunha ‘Tem mais cordas do que dedos’.

Com tudo arranjado e apos interpretarem “Hanged By The Cojones” deram por concluído a primeira parte que serviu de promoção ao Scooping The Cranial Insides. Como regresso ao passado tocaram uma medley de varias musicas do álbum de 2001, o Odes to the Carnivorous ao qual permaneceram e tocaram “Cult Of Blood” e “Terrified”. “Rotten Grave” e “Splashterized Autopsy” do album Macabre Requiems abriam portas para mais uma medley, desta feita do mesmo álbum de onde as duas músicas anteriores foram retiradas.

Para o fim “Ass Sapiens” e “Fellowship of the Shaved Balls”, musicas que podem ser encontradas no split feito com os Australianos Roadside Burial e Portugueses Pussyvibes, “Cannibalistic Devourment” vem directamente da primeira demo da banda, a “The Bluuaaarrrgghh Rehearsal” de 1992, “Eskeletos de Kona” deu por fim a esta grande noite.

Sicko
Stream Of Psychopathic Devourment
Sphincterized (Materialized In Shit)
Ravenous Loathing
Hanged By The Cojones

Medley do album Odes to the Carnivorous
(Narcissistic Skinblade Reflection + Corpse Reanimation (The Mutants Revenge) + Necrogeek (The Doctor's Diary))

Cult Of Blood
Terrified
Rotten Grave
Splashterized Autopsy

Medley do album Macabre Requiems
(Spontaneous Gore + Cannibalistic Devourement + Monstrous Anatomic Deformation + Sado-Masoquist Butchery)

Ass Sapiens
Fellowship of the Shaved Balls
Cannibalistic Devourment
Blood In My Face
Eskeletos de Kona

È preciso dar os parabéns á Nemesis Radio, mesmo tirando os atrasos no inicio da noite, eles fizeram um grande trabalho, é raro ver no mesmo cartaz quatro bandas e cada uma com o seu estilo, isso é muito bom porque ajuda a promover ainda mais o bom que se faz a nível nacional ao juntar-se diferentes tipos de publico, é de prever que em 2012 a Nemesis irá estar ainda mais presente no circuito de concertos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Professor Fate

Muita gente pode pensar que é uma referência à icónica personagem caracterizada por Jack Lemmon no filme de 1965, o The Great Race, talvez sim, talvez não, mas só no nome, porque Professor Fate conta a história da obra literária, A Divina Comédia.

Para quem não conhece, A Divina Comédia é um poema de cariz épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 e 1321, ano em que morreu. Este trabalho possui uma visão imaginativa e alegórica sobre a vida após a morte e é dividido em três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paradiso.

Eletrónica, rock, prog, jazz, música neoclássica, musica avant-garde a rebentar pelas costuras e no meio de tudo isto ainda ouvimos momentos saídos de filmes de carater épico, um pouco de tudo pode ser ouvido neste projecto que foi criado em 2002 mas só em 2007 viu a luz do dia aquando do lançamento de The Inferno, um brilhante trabalho conceptual feito por Mick Kenney que aqui sem aventura a solo.

Mick Kenney é conhecido por ser o guitarrista, baixista, baterista, programador e produtor da banda Anaal Nathrakh. Quem conhece os Anaal Nathrakh e queira ouvir Professor Fate.. esqueçam tudo o que Mick fez nos AN, aliás, pensem no Kristoffer “Garm” Rygg e na reviravolta que ele fez na sonoridade dos Ulver ao introduzir o mais variado tipo de musica que normalmente não se encontra em musica extrema.

Neste projecto, mas só como participação, podemos ouvir Attila Chsihar dos Mayhem e Kristoffer “Garm” Rygg do Ulver. Ulver esses, que são uma clara influência neste The Inferno, onde entramos numa viagem alucinante por diversos ambientes sombrios e ao mesmo tempo belos. “Avarice And Prodigality” é uma faixa que se podia encontrar na maioria das bandas-sonoras de filmes tanto épicos como de acção, mas é com a “Limbo”, a segunda faixa e provavelmente a melhor deste trabalho que o ouvinte é logo preso neste mundo, a participação de Garm nesta musica é um culminar perfeito da combinação de duas grandes vozes.

Esta é mais uma de muitas perolas esquecidas pela sociedade, neste caso isso acontece por causa da conhecida carreira que o seu mentor tem com os Anaal Nathrakh ao que leva muitos ouvintes deste género de música a nunca vir a ter contato com este fabuloso trabalho.