domingo, 11 de dezembro de 2011

20º aniversário dos SIMBIOSE e GROG

Em celebração dos 20 anos da banda, os Simbiose vão fazer uma festa/concerto/convívio para amigos e fãs já no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h(abre as portas) na CASA DE LAFÕES Rua da Madalena, 199 - 1° andar, 1100-319 Lisboa. A entrada custa 8€.

Esta festa de celebração consiste não só num concerto da banda, mas em juntar vários videos, fotos, cartazes, tudo o que tiver relacionado com a mesma, que ao longo deste tempo marcaram a vida dos fãs. A esta festa vão-se juntar os amigos de longa data GROG , os miticos reis do death/grind que igualmente aos Simbiose iniciaram-se em 1991. Haverá tambem alguns dj´s amigos, exposição de fotografia por Carina Martins e um pequeno lanche.

Para melhorar o local em termos sonoros os Simbiose vai alugar um PA que seja digno de receber as duas bandas.

A banda pede a quem tenha informação(videos/fotos/entrevistas etc),que nos envie o material para simbiosecrust@gmail.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ihsahn - After

Aquando do seu lançamento o ano passado não lhe dei o seu devido destaque, mas apos ter visto o seu concerto na edição do Vagos Open Air deste ano, dedico-lhe aqui umas palavras.

Qualquer pessoa que ouça Metal já ouviu na falar nos Emperor, muitos os consideram a melhor banda de Black Metal de sempre, algo que pode estar sempre em conta quando ouvimos albuns como Anthems to the Welkin at Dusk e In the Nightside Eclipse, dois marcos absolutos da musica extrema e que colocam, não só os Emperor, mas também o próprio Ihsahn, como figuras destacáveis do mundo do Black Metal.

Desde que os Emperor se separaram em 2001, Ihsahn lançou-se a numa carreira a solo e desde então já lançou três albums, The Adversary em 2006, angL em 2008 e o ano passado lançou, o que é para mim o melhor álbum da sua carreira a solo, o magistral After, um álbum que deixou muitos puristas do Black Metal a olhar de lado quando se depararam com um registo bem mais limpo que os seus antecessores, mas o grande ponto de destaque é a introdução do saxofone que só veio abrilhantar ainda mais este registo.

Jørgen Munkeby foi o músico escolhido para empregar os seus conhecimentos de saxofone neste registo, o seu trabalho pode, e deve, ser ouvido nos Shining, não os Suecos que tocam Black Metal depressivo, falo sim da banda Norueguesa que mistura Metal Avant-garde com jazz, criando uma sonoridade interessante que também captou a atenção de muita gente o ano passando quando lançaram o bastante intricado Blackjazz.

Lars K. Nordberg e Asgeir Mickelson regressam novamente aos seus lugares de baixista e baterista, respectivamente. Além da introdução do saxofone, o trabalho de guitarra da parte de Ihsahn também está mais apurado e extensivo não fosse pela adição de uma guitarra de 8 cordas, algo que o Ihsahn usa pela primeira vez nos seus trabalhos a solo.

Qualquer pessoa que já tenha ouvido este álbum concordará comigo quando digo que uma pessoa fica desde cedo colada a este trabalho ao ouvir a primeira faixa, a “The Barren Lands”, é muito difícil ficar indiferente ao ouvir um assombroso trabalho de bateria e os riffs arrepiantes misturado com a voz de Ihsahn que aqui também usa voz limpa.

“A Grave Inversed” mais parece que Ihsahn deu a Jørgen Munkeby um momento para por neste registo um bocado do que faz nos Shining. “Undercurrent” e “On the Shores” como ultima musica, alem de serem as músicas com maior duração deste trabalho, são também as faixas que demostram melhor o grande trabalho de todos os músicos que participaram neste álbum. 9.2

The Barren Lands
A Grave Inversed
After
Frozen Lakes on Mars
Undercurrent
Austere
Heaven's Black Sea
On the Shores

Como já foi dito, Ihsahn esteve presente no Vagos Open Air deste ano ao lado de bandas como Opeth, Morbid Angel e Devin Townsend, quem quiser relembrar-se do que por la aconteceu pode seguir este link: Vagos Open Air 2011: A Viagem

domingo, 4 de dezembro de 2011

Putrefacted Xmas Fest


Mais uma vez, a Republica da Musica situada em Alvalade, abriu portas para mais uma noite de peso nacional, desta feita para acolher o Putrefacted Xmas Fest, o primeiro evento de maior envergadura feito pela Nemesis Radio, um projeto que começou em 2009 para ajudar na divulgação e promoção de bandas nacionais.

Para dar inicio a esta jornada, que se espera que dure muito tempo e com mais eventos, a Nemesis conseguiu reunir um leque de bandas, cujo reconhecimento da parte do publico metaleiro nacional já é bem elevado. Como cabeças de cartaz vieram de Oeiras os Grog com o seu Brutal Death Metal com cuspidelas de Grindcore. Do Porto vieram os Web com o seu Thrash Metal musculado.

Inicialmente estavam confirmados os Decayed, a mítica banda de Black Metal liderada por J.A. (José Afonso), mas devido a problemas a poucos dias da realização deste evento os Decayed tiveram que cancelar e foram rapidamente substituídos por uma das bandas que mais sensação tem feito a nível nacional nos últimos anos, falo dos Swichtense, a banda da Moita com o seu Thrash/Groove Metal que faz muito lembrar os lendários Pantera.

Para o início da noite vieram de Sintra os Concealment e o seu Death Metal técnico, inicio esse que ficou marcado pelos atrasos na abertura de portas que estava marcado para as 20 horas e só foram abertas quando já passam das 21 e isso levou, claro, a que os concertos começassem mais tarde, e foi ás 22 horas que os Concealment deram inicio á festa, assim que a banda subiu ao palco ninguém conseguiu desviar os olhares do baixo que Paulo Silva empunhava, Filipe Correia, vocalista/guitarrista, apelidou o instrumento de prancha de surf e para quem já viu ao vivo um baixo de 9 cordas sabe o tamanho do objeto.

A prestação dos Concealment foi bastante solida, Filipe Correia é um vocalista versátil e não é fácil ter uma performance daquelas á medida que lida com os principais riffs da banda, David Jerónimo na bateria mostrou bom serviço, mas claro, Paulo Silva com a sua prancha foi a figura da noite, ele usou o baixo como bem lhe apetecia, com a devida atenção ao som que dali saia pode-se verificar a capacidade que um instrumento daqueles tem.

Hamartia
Stridulation
Crimson Din
Orifice
Cyclothymie
Minus Eye
Empalamento Dos Sentidos
Long For Flesh
Deluge

Como ja foi dito, para substituir os Decayed, vieram os Switchtense, banda que nos últimos anos tem percorrido o pais de norte a sul a mostrar a toda a gente o bom metal que se faz a nível nacional e também a mostrar uma das bandas mais solidas a nível de concertos, quem já pode presenciar um concerto dos Switchtense sabe que eles estão sempre prontos para a festa.

Tendo pouco tempo de actuação eles aproveitaram o tempo ao máximo e tocaram quatro músicas de cada album que a banda já lançou, Confrontation Of Souls de 2009 e o homónimo que foi lançado este ano. “Concrete Walls” e “Face Off” sucedidas pela “Into The Words Of Chaos” que pôs logo toda a gente a fazer headbang, e “Unbreakable”, primeiro single do álbum homónimo, puseram desde cedo muitos dos presentes num estado de loucura.

“State Of Resignation” seguida da emblemática “Infected Blood” com uns últimos headbangs e moshs deram por encerrado mais um grande concerto desta banda que tem tudo para se tornar das melhores a nível nacional. Não há assim muito a destacar em relação ao concerto de Switchtense, eles não são de falinhas mansas, apenas quem chegar e destruir tudo com a sua música explosiva e como sempre fizeram o que melhor sabem que é dar espetáculo.

Concrete Walls
Face Off
Into The Words Of Chaos
Unbreakable
Second Life
This is Only the Beginning
State Of Resignation
Infected Blood

Já passava da 00:00 quando os Web subiram ao palco para virem apresentar a sua mais recente proposta, Deviance, e também para celebrar os seus 25 anos de carreira. O seu Thrash Metal fez muita gente dirigir-se a Alvalade nesta noite fria ao vermos muita gente a envergar tshirts de bandas como Kreator, Metallica e Exodus. Victor Matos, o único membro fundador que ainda permanece na banda foi uma das figuras da noite não fosse a sua imagem lembrar um Senhor de nome Devin Townsend antes de ter rapado o cabelo e de começar a fazer albums de rock ambiental.

Cinco das nove músicas do álbum Deviance foram ouvidas nesta noite, prestação muito solida e rápida, muitos headbangs roubados ao público, a certa altura o vocalista/baixista Fernando Martins vira-se para o público, ‘Como é que isto ta a ir? ta a ir bem?’ a qual teve a resposta vinda do publico ‘mais ou menos’, ‘ouviram, estamos mais ou menos, vamos acelerar isto’, para isso foi tocada “Beautiful Obsession”, uma das musicas mais rápidas do album deste ano. “If Only There Was Light” do album de estreia, World Wild Web de 2005, ficou reservada para o final desta banda veterana do metal nacional.

Life Agression
Last War
Strong Winds, Strong Waves
Mortal Soul
Awake
(In)Sanity
Beautiful Obsession
If Only There Was Light

Antes do concerto dos Grog, foi chamado ao palco Fernando Tina, director da Nemesis Radio, para se fazer um sorteio para oferecer dois bilhetes duplos para o festival Hardmetalfest em Mangualde que se realiza em Janeiro. Graças a um voluntario do publico (foi pedido uma menina) retirou-se de um saco números que depois de visto nos bilhetes do concerto davam direito aos bilhetes para o festival em Mangualde, durante o processo boa disposição foi algo que não faltou, aliás, foi algo que perdurou durante a noite toda.

1:20 da manha e la entraram os Grog em palco, também em ano de aniversario, neste caso 20 anos de muito gore, para celebrar isso a banda gravou o concerto para um futuro dvd. O início ficou marcado pela presença de duas ‘assistentes’ com vestimentas que cruzava o mundo gótico e o mundo Lolita, estilo popular no Japão. Para despachar a apresentação do novo álbum, Scooping The Cranial Insides, também lançado este ano, foram tocadas cinco musicas para assim deixar o resto do concerto um revisitar do resto da carreira. “Sicko”, “Stream Of Psychopathic Devourment”, “Sphincterized (Materialized In Shit)”, “Ravenous Loathing” e “Hanged By The Cojones” foram as escolhidas.

Durante a “Ravenous Loathing” o bumbo da bateria de Rolando Barros rompeu e graças a isso o concerto teve uma pausa de 5 minutos enquanto a pele foi substituída com a ajuda de Xinês, baterista dos Switchtense. Para preencher esse tempo houve uns momentos de comédia, Pedro Pedra descreveu as outras bandas da noite usando sempre as mesmas palavras ‘que puta de banda, mas a serio, que grande puta de banda’. Os Concealment ate receberam uma alcunha ‘Tem mais cordas do que dedos’.

Com tudo arranjado e apos interpretarem “Hanged By The Cojones” deram por concluído a primeira parte que serviu de promoção ao Scooping The Cranial Insides. Como regresso ao passado tocaram uma medley de varias musicas do álbum de 2001, o Odes to the Carnivorous ao qual permaneceram e tocaram “Cult Of Blood” e “Terrified”. “Rotten Grave” e “Splashterized Autopsy” do album Macabre Requiems abriam portas para mais uma medley, desta feita do mesmo álbum de onde as duas músicas anteriores foram retiradas.

Para o fim “Ass Sapiens” e “Fellowship of the Shaved Balls”, musicas que podem ser encontradas no split feito com os Australianos Roadside Burial e Portugueses Pussyvibes, “Cannibalistic Devourment” vem directamente da primeira demo da banda, a “The Bluuaaarrrgghh Rehearsal” de 1992, “Eskeletos de Kona” deu por fim a esta grande noite.

Sicko
Stream Of Psychopathic Devourment
Sphincterized (Materialized In Shit)
Ravenous Loathing
Hanged By The Cojones

Medley do album Odes to the Carnivorous
(Narcissistic Skinblade Reflection + Corpse Reanimation (The Mutants Revenge) + Necrogeek (The Doctor's Diary))

Cult Of Blood
Terrified
Rotten Grave
Splashterized Autopsy

Medley do album Macabre Requiems
(Spontaneous Gore + Cannibalistic Devourement + Monstrous Anatomic Deformation + Sado-Masoquist Butchery)

Ass Sapiens
Fellowship of the Shaved Balls
Cannibalistic Devourment
Blood In My Face
Eskeletos de Kona

È preciso dar os parabéns á Nemesis Radio, mesmo tirando os atrasos no inicio da noite, eles fizeram um grande trabalho, é raro ver no mesmo cartaz quatro bandas e cada uma com o seu estilo, isso é muito bom porque ajuda a promover ainda mais o bom que se faz a nível nacional ao juntar-se diferentes tipos de publico, é de prever que em 2012 a Nemesis irá estar ainda mais presente no circuito de concertos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Professor Fate

Muita gente pode pensar que é uma referência à icónica personagem caracterizada por Jack Lemmon no filme de 1965, o The Great Race, talvez sim, talvez não, mas só no nome, porque Professor Fate conta a história da obra literária, A Divina Comédia.

Para quem não conhece, A Divina Comédia é um poema de cariz épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 e 1321, ano em que morreu. Este trabalho possui uma visão imaginativa e alegórica sobre a vida após a morte e é dividido em três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paradiso.

Eletrónica, rock, prog, jazz, música neoclássica, musica avant-garde a rebentar pelas costuras e no meio de tudo isto ainda ouvimos momentos saídos de filmes de carater épico, um pouco de tudo pode ser ouvido neste projecto que foi criado em 2002 mas só em 2007 viu a luz do dia aquando do lançamento de The Inferno, um brilhante trabalho conceptual feito por Mick Kenney que aqui sem aventura a solo.

Mick Kenney é conhecido por ser o guitarrista, baixista, baterista, programador e produtor da banda Anaal Nathrakh. Quem conhece os Anaal Nathrakh e queira ouvir Professor Fate.. esqueçam tudo o que Mick fez nos AN, aliás, pensem no Kristoffer “Garm” Rygg e na reviravolta que ele fez na sonoridade dos Ulver ao introduzir o mais variado tipo de musica que normalmente não se encontra em musica extrema.

Neste projecto, mas só como participação, podemos ouvir Attila Chsihar dos Mayhem e Kristoffer “Garm” Rygg do Ulver. Ulver esses, que são uma clara influência neste The Inferno, onde entramos numa viagem alucinante por diversos ambientes sombrios e ao mesmo tempo belos. “Avarice And Prodigality” é uma faixa que se podia encontrar na maioria das bandas-sonoras de filmes tanto épicos como de acção, mas é com a “Limbo”, a segunda faixa e provavelmente a melhor deste trabalho que o ouvinte é logo preso neste mundo, a participação de Garm nesta musica é um culminar perfeito da combinação de duas grandes vozes.

Esta é mais uma de muitas perolas esquecidas pela sociedade, neste caso isso acontece por causa da conhecida carreira que o seu mentor tem com os Anaal Nathrakh ao que leva muitos ouvintes deste género de música a nunca vir a ter contato com este fabuloso trabalho.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amorphis + Leprous no Incrivel Almadense 22/11/2011

Devido aos concertos terem começado mais cedo que o normal, e embora tendo 3 bandas no cartaz já se poderia deduzir em antemão que tal coisa viesse a acontecer, não foi possível presenciar na totalidade o concerto dos Espanhois NahemaH, por isso não vai ser dada a opinião sobre a sua prestação.

Não se sabe se é devido á música dos Leprous ser muito técnica que ao vivo tanto podemos estar a ouvir algo bem trabalhado quando ouvimos aquele piano a funcionar bem com as guitarras ou então a técnica é demasiada e passado um bocado começa mais a parecer confusão, é mais ou menos assim que podemos caracterizar a prestação desta banda que já ca esteve no nosso pais, mais precisamente no Vagos Open Air deste ano com o Ihsahn ao ajudarem da interpretação dos temas da carreira a solo do ex. vocalista dos Emperor.

Como foi dito, a prestação dos Leprous teve muitos altos e baixos, um dos pontos negativos foi a da guitarra principal ter o volume muito baixo, os principais riffs das musicas mal se ouviram e isso estragou vários momentos do concerto desta banda que em estúdio mostra muita qualidade e ao vivo tem muita vontade de dar espetáculo mas precisam de rever melhor que musicas tocarem ao vivo. Musicas como “Waste of Air” e “Forced Entry”, quando ouvidas em álbum nota-se a clara complexidade que possuem, mas transportas para concerto parece que lhes falta algo e tem momentos de quase desastre.

Tirando os pontos mencionados a banda deu um concerto dentro do razoável, o vocalista Einar Solberg tem uma voz com um alcance que muito poucos conseguem. Tanto vai em poucos segundos do gutural ao melódico e com berros como se fosse a coisa mais fácil do mundo, os guitarristas fizeram o que podiam mesmo tendo os problemas que tiveram com o som e a bateria por diversos momentos parecia completamente ‘off’ do resto do ritmo.

Thorn
Restless
Passing
MB. Indifferentia
Waste of Air
Dare You
Forced Entry

Os Amorphis neste momento são a par com os Opeth e Orphaned Land as bandas que melhor conseguem cruzar o gutural com melodia, só que no caso dos Finlandeses a parte melódica é do mais melódico que pode haver, melodia é das maiores características das bandas dos países nórdicos. Com um início de carreira marcado por uma sonoridade só dentro do Death Metal, a banda ao longo dos anos e com a introdução do atual vocalista Tomi Joutsen, transformou a sua musica em arte pura, e foi arte o que se pode ver e ouvir no Incrivel Almadense numa noite/dia marcado pelo frio constante.

Uma rápida “Song of the Sage” e “My Enemy” retiradas do último album, o The Beginning Of Times, deram início a um concerto que desde cedo ficou marcado pelos headbangs constantes feitos a cada batida ou riff de guitarra. Com a “The Smoke” foi o regresso ao passado ate ao album Eclipse, álbum que marcou a estreia do vocalista Tomi Joutsen com os Amorphis.

Tomi Joutsen foi sempre figura de destaque. É um ‘frontman’ como poucos, a sua voz é poderosa com os seus tremendos guturais e voz melódica a acompanhar os sons sinfónicos das guitarras e pianos. O segurar do seu microfone personalizado teve vários momentos ao longo do concerto, ao cantar com voz melódica parecia que estava a agarrar um copo de vinho e quando estava a mostrar a sua voz gutural parecia ter uma marreta na mão prestes a destruir tudo o que visse á frente. A sua presença em palco com os seus ‘dreadlocks’ gigantes dão-lhe uma imagem única que pode ser vista e apreciada nos momentos em que ele começa a fazer ‘windmill’ (forma de headbang que se define por fazer movimentos circulares como o movimento de um moinho ou dos ponteiros de um relogio). E o colete cheio de tachas que usou mete respeito a um Rob Halford que popularizou aquele género de indumentária na música pesada.

“You I Need”, mais uma musica do ultimo trabalho da banda abriu portas para a musica preferida de Tomi Joutsen como o próprio disse antes de a banda a tocar, “Sampo” foi um dos melhores momentos sem noite. Antes de interpretarem “Crack in a Stone”, a ultima musica do ultimo álbum a ser tocada, a banda fez um regresso enorme ao passado, do primeiro álbum, The Karelian Isthmus de 1993 veio a intro “Karelia” e a monstruosa faixa final “Vulgar Necrolatry” que trouxe os primeiros mosh pit’s da noite, por curiosidade, “Vulgar Necrolatry” é uma cover da banda Abhorrence ao qual o guitarrista Tomi Koivusaari fez parte antes de formar os Amorphis. “Into Hiding” vem do marco do Death Metal Finlandes, o “Tales from the Thousand Lakes”.

“Sky Is Mine”, uma música que segundo Tomi soa a Iron Maiden, e com razão, juntamente com a “Black Winter Day” com a intro da “Magic and Mayhem” também dos “Tales from the Thousand Lakes”, tocada no inico, levou a banda para o merecido descanso. A intro da “Skyforger” mais a fantastica “Silver Bride” trouxe os Amorphis com vontade de fechar a noite em grande, neste momento toda a gente estava a cantar as letras das músicas que se ouviam. “My Kantele” e “House Of Sleep” fecharam mais um grande concerto de um mês recheado em concertos e que pôs muita gente a fazer contas á vida. Os Amorphis podem ca voltar que estes já sempre ter casa cheia porque concertos é algo que eles fazem com os olhos fechados se for preciso.

Song of the Sage
My Enemy
The Smoke
Against Widows
Alone
You I Need
Sampo
Karelia
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Crack in a Stone
Sky Is Mine
Magic and Mayhem (Intro) + Black Winter Day

Skyforger (Intro) + Silver Bride
My Kantele
House Of Sleep