domingo, 4 de dezembro de 2011

Putrefacted Xmas Fest


Mais uma vez, a Republica da Musica situada em Alvalade, abriu portas para mais uma noite de peso nacional, desta feita para acolher o Putrefacted Xmas Fest, o primeiro evento de maior envergadura feito pela Nemesis Radio, um projeto que começou em 2009 para ajudar na divulgação e promoção de bandas nacionais.

Para dar inicio a esta jornada, que se espera que dure muito tempo e com mais eventos, a Nemesis conseguiu reunir um leque de bandas, cujo reconhecimento da parte do publico metaleiro nacional já é bem elevado. Como cabeças de cartaz vieram de Oeiras os Grog com o seu Brutal Death Metal com cuspidelas de Grindcore. Do Porto vieram os Web com o seu Thrash Metal musculado.

Inicialmente estavam confirmados os Decayed, a mítica banda de Black Metal liderada por J.A. (José Afonso), mas devido a problemas a poucos dias da realização deste evento os Decayed tiveram que cancelar e foram rapidamente substituídos por uma das bandas que mais sensação tem feito a nível nacional nos últimos anos, falo dos Swichtense, a banda da Moita com o seu Thrash/Groove Metal que faz muito lembrar os lendários Pantera.

Para o início da noite vieram de Sintra os Concealment e o seu Death Metal técnico, inicio esse que ficou marcado pelos atrasos na abertura de portas que estava marcado para as 20 horas e só foram abertas quando já passam das 21 e isso levou, claro, a que os concertos começassem mais tarde, e foi ás 22 horas que os Concealment deram inicio á festa, assim que a banda subiu ao palco ninguém conseguiu desviar os olhares do baixo que Paulo Silva empunhava, Filipe Correia, vocalista/guitarrista, apelidou o instrumento de prancha de surf e para quem já viu ao vivo um baixo de 9 cordas sabe o tamanho do objeto.

A prestação dos Concealment foi bastante solida, Filipe Correia é um vocalista versátil e não é fácil ter uma performance daquelas á medida que lida com os principais riffs da banda, David Jerónimo na bateria mostrou bom serviço, mas claro, Paulo Silva com a sua prancha foi a figura da noite, ele usou o baixo como bem lhe apetecia, com a devida atenção ao som que dali saia pode-se verificar a capacidade que um instrumento daqueles tem.

Hamartia
Stridulation
Crimson Din
Orifice
Cyclothymie
Minus Eye
Empalamento Dos Sentidos
Long For Flesh
Deluge

Como ja foi dito, para substituir os Decayed, vieram os Switchtense, banda que nos últimos anos tem percorrido o pais de norte a sul a mostrar a toda a gente o bom metal que se faz a nível nacional e também a mostrar uma das bandas mais solidas a nível de concertos, quem já pode presenciar um concerto dos Switchtense sabe que eles estão sempre prontos para a festa.

Tendo pouco tempo de actuação eles aproveitaram o tempo ao máximo e tocaram quatro músicas de cada album que a banda já lançou, Confrontation Of Souls de 2009 e o homónimo que foi lançado este ano. “Concrete Walls” e “Face Off” sucedidas pela “Into The Words Of Chaos” que pôs logo toda a gente a fazer headbang, e “Unbreakable”, primeiro single do álbum homónimo, puseram desde cedo muitos dos presentes num estado de loucura.

“State Of Resignation” seguida da emblemática “Infected Blood” com uns últimos headbangs e moshs deram por encerrado mais um grande concerto desta banda que tem tudo para se tornar das melhores a nível nacional. Não há assim muito a destacar em relação ao concerto de Switchtense, eles não são de falinhas mansas, apenas quem chegar e destruir tudo com a sua música explosiva e como sempre fizeram o que melhor sabem que é dar espetáculo.

Concrete Walls
Face Off
Into The Words Of Chaos
Unbreakable
Second Life
This is Only the Beginning
State Of Resignation
Infected Blood

Já passava da 00:00 quando os Web subiram ao palco para virem apresentar a sua mais recente proposta, Deviance, e também para celebrar os seus 25 anos de carreira. O seu Thrash Metal fez muita gente dirigir-se a Alvalade nesta noite fria ao vermos muita gente a envergar tshirts de bandas como Kreator, Metallica e Exodus. Victor Matos, o único membro fundador que ainda permanece na banda foi uma das figuras da noite não fosse a sua imagem lembrar um Senhor de nome Devin Townsend antes de ter rapado o cabelo e de começar a fazer albums de rock ambiental.

Cinco das nove músicas do álbum Deviance foram ouvidas nesta noite, prestação muito solida e rápida, muitos headbangs roubados ao público, a certa altura o vocalista/baixista Fernando Martins vira-se para o público, ‘Como é que isto ta a ir? ta a ir bem?’ a qual teve a resposta vinda do publico ‘mais ou menos’, ‘ouviram, estamos mais ou menos, vamos acelerar isto’, para isso foi tocada “Beautiful Obsession”, uma das musicas mais rápidas do album deste ano. “If Only There Was Light” do album de estreia, World Wild Web de 2005, ficou reservada para o final desta banda veterana do metal nacional.

Life Agression
Last War
Strong Winds, Strong Waves
Mortal Soul
Awake
(In)Sanity
Beautiful Obsession
If Only There Was Light

Antes do concerto dos Grog, foi chamado ao palco Fernando Tina, director da Nemesis Radio, para se fazer um sorteio para oferecer dois bilhetes duplos para o festival Hardmetalfest em Mangualde que se realiza em Janeiro. Graças a um voluntario do publico (foi pedido uma menina) retirou-se de um saco números que depois de visto nos bilhetes do concerto davam direito aos bilhetes para o festival em Mangualde, durante o processo boa disposição foi algo que não faltou, aliás, foi algo que perdurou durante a noite toda.

1:20 da manha e la entraram os Grog em palco, também em ano de aniversario, neste caso 20 anos de muito gore, para celebrar isso a banda gravou o concerto para um futuro dvd. O início ficou marcado pela presença de duas ‘assistentes’ com vestimentas que cruzava o mundo gótico e o mundo Lolita, estilo popular no Japão. Para despachar a apresentação do novo álbum, Scooping The Cranial Insides, também lançado este ano, foram tocadas cinco musicas para assim deixar o resto do concerto um revisitar do resto da carreira. “Sicko”, “Stream Of Psychopathic Devourment”, “Sphincterized (Materialized In Shit)”, “Ravenous Loathing” e “Hanged By The Cojones” foram as escolhidas.

Durante a “Ravenous Loathing” o bumbo da bateria de Rolando Barros rompeu e graças a isso o concerto teve uma pausa de 5 minutos enquanto a pele foi substituída com a ajuda de Xinês, baterista dos Switchtense. Para preencher esse tempo houve uns momentos de comédia, Pedro Pedra descreveu as outras bandas da noite usando sempre as mesmas palavras ‘que puta de banda, mas a serio, que grande puta de banda’. Os Concealment ate receberam uma alcunha ‘Tem mais cordas do que dedos’.

Com tudo arranjado e apos interpretarem “Hanged By The Cojones” deram por concluído a primeira parte que serviu de promoção ao Scooping The Cranial Insides. Como regresso ao passado tocaram uma medley de varias musicas do álbum de 2001, o Odes to the Carnivorous ao qual permaneceram e tocaram “Cult Of Blood” e “Terrified”. “Rotten Grave” e “Splashterized Autopsy” do album Macabre Requiems abriam portas para mais uma medley, desta feita do mesmo álbum de onde as duas músicas anteriores foram retiradas.

Para o fim “Ass Sapiens” e “Fellowship of the Shaved Balls”, musicas que podem ser encontradas no split feito com os Australianos Roadside Burial e Portugueses Pussyvibes, “Cannibalistic Devourment” vem directamente da primeira demo da banda, a “The Bluuaaarrrgghh Rehearsal” de 1992, “Eskeletos de Kona” deu por fim a esta grande noite.

Sicko
Stream Of Psychopathic Devourment
Sphincterized (Materialized In Shit)
Ravenous Loathing
Hanged By The Cojones

Medley do album Odes to the Carnivorous
(Narcissistic Skinblade Reflection + Corpse Reanimation (The Mutants Revenge) + Necrogeek (The Doctor's Diary))

Cult Of Blood
Terrified
Rotten Grave
Splashterized Autopsy

Medley do album Macabre Requiems
(Spontaneous Gore + Cannibalistic Devourement + Monstrous Anatomic Deformation + Sado-Masoquist Butchery)

Ass Sapiens
Fellowship of the Shaved Balls
Cannibalistic Devourment
Blood In My Face
Eskeletos de Kona

È preciso dar os parabéns á Nemesis Radio, mesmo tirando os atrasos no inicio da noite, eles fizeram um grande trabalho, é raro ver no mesmo cartaz quatro bandas e cada uma com o seu estilo, isso é muito bom porque ajuda a promover ainda mais o bom que se faz a nível nacional ao juntar-se diferentes tipos de publico, é de prever que em 2012 a Nemesis irá estar ainda mais presente no circuito de concertos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Professor Fate

Muita gente pode pensar que é uma referência à icónica personagem caracterizada por Jack Lemmon no filme de 1965, o The Great Race, talvez sim, talvez não, mas só no nome, porque Professor Fate conta a história da obra literária, A Divina Comédia.

Para quem não conhece, A Divina Comédia é um poema de cariz épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 e 1321, ano em que morreu. Este trabalho possui uma visão imaginativa e alegórica sobre a vida após a morte e é dividido em três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paradiso.

Eletrónica, rock, prog, jazz, música neoclássica, musica avant-garde a rebentar pelas costuras e no meio de tudo isto ainda ouvimos momentos saídos de filmes de carater épico, um pouco de tudo pode ser ouvido neste projecto que foi criado em 2002 mas só em 2007 viu a luz do dia aquando do lançamento de The Inferno, um brilhante trabalho conceptual feito por Mick Kenney que aqui sem aventura a solo.

Mick Kenney é conhecido por ser o guitarrista, baixista, baterista, programador e produtor da banda Anaal Nathrakh. Quem conhece os Anaal Nathrakh e queira ouvir Professor Fate.. esqueçam tudo o que Mick fez nos AN, aliás, pensem no Kristoffer “Garm” Rygg e na reviravolta que ele fez na sonoridade dos Ulver ao introduzir o mais variado tipo de musica que normalmente não se encontra em musica extrema.

Neste projecto, mas só como participação, podemos ouvir Attila Chsihar dos Mayhem e Kristoffer “Garm” Rygg do Ulver. Ulver esses, que são uma clara influência neste The Inferno, onde entramos numa viagem alucinante por diversos ambientes sombrios e ao mesmo tempo belos. “Avarice And Prodigality” é uma faixa que se podia encontrar na maioria das bandas-sonoras de filmes tanto épicos como de acção, mas é com a “Limbo”, a segunda faixa e provavelmente a melhor deste trabalho que o ouvinte é logo preso neste mundo, a participação de Garm nesta musica é um culminar perfeito da combinação de duas grandes vozes.

Esta é mais uma de muitas perolas esquecidas pela sociedade, neste caso isso acontece por causa da conhecida carreira que o seu mentor tem com os Anaal Nathrakh ao que leva muitos ouvintes deste género de música a nunca vir a ter contato com este fabuloso trabalho.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amorphis + Leprous no Incrivel Almadense 22/11/2011

Devido aos concertos terem começado mais cedo que o normal, e embora tendo 3 bandas no cartaz já se poderia deduzir em antemão que tal coisa viesse a acontecer, não foi possível presenciar na totalidade o concerto dos Espanhois NahemaH, por isso não vai ser dada a opinião sobre a sua prestação.

Não se sabe se é devido á música dos Leprous ser muito técnica que ao vivo tanto podemos estar a ouvir algo bem trabalhado quando ouvimos aquele piano a funcionar bem com as guitarras ou então a técnica é demasiada e passado um bocado começa mais a parecer confusão, é mais ou menos assim que podemos caracterizar a prestação desta banda que já ca esteve no nosso pais, mais precisamente no Vagos Open Air deste ano com o Ihsahn ao ajudarem da interpretação dos temas da carreira a solo do ex. vocalista dos Emperor.

Como foi dito, a prestação dos Leprous teve muitos altos e baixos, um dos pontos negativos foi a da guitarra principal ter o volume muito baixo, os principais riffs das musicas mal se ouviram e isso estragou vários momentos do concerto desta banda que em estúdio mostra muita qualidade e ao vivo tem muita vontade de dar espetáculo mas precisam de rever melhor que musicas tocarem ao vivo. Musicas como “Waste of Air” e “Forced Entry”, quando ouvidas em álbum nota-se a clara complexidade que possuem, mas transportas para concerto parece que lhes falta algo e tem momentos de quase desastre.

Tirando os pontos mencionados a banda deu um concerto dentro do razoável, o vocalista Einar Solberg tem uma voz com um alcance que muito poucos conseguem. Tanto vai em poucos segundos do gutural ao melódico e com berros como se fosse a coisa mais fácil do mundo, os guitarristas fizeram o que podiam mesmo tendo os problemas que tiveram com o som e a bateria por diversos momentos parecia completamente ‘off’ do resto do ritmo.

Thorn
Restless
Passing
MB. Indifferentia
Waste of Air
Dare You
Forced Entry

Os Amorphis neste momento são a par com os Opeth e Orphaned Land as bandas que melhor conseguem cruzar o gutural com melodia, só que no caso dos Finlandeses a parte melódica é do mais melódico que pode haver, melodia é das maiores características das bandas dos países nórdicos. Com um início de carreira marcado por uma sonoridade só dentro do Death Metal, a banda ao longo dos anos e com a introdução do atual vocalista Tomi Joutsen, transformou a sua musica em arte pura, e foi arte o que se pode ver e ouvir no Incrivel Almadense numa noite/dia marcado pelo frio constante.

Uma rápida “Song of the Sage” e “My Enemy” retiradas do último album, o The Beginning Of Times, deram início a um concerto que desde cedo ficou marcado pelos headbangs constantes feitos a cada batida ou riff de guitarra. Com a “The Smoke” foi o regresso ao passado ate ao album Eclipse, álbum que marcou a estreia do vocalista Tomi Joutsen com os Amorphis.

Tomi Joutsen foi sempre figura de destaque. É um ‘frontman’ como poucos, a sua voz é poderosa com os seus tremendos guturais e voz melódica a acompanhar os sons sinfónicos das guitarras e pianos. O segurar do seu microfone personalizado teve vários momentos ao longo do concerto, ao cantar com voz melódica parecia que estava a agarrar um copo de vinho e quando estava a mostrar a sua voz gutural parecia ter uma marreta na mão prestes a destruir tudo o que visse á frente. A sua presença em palco com os seus ‘dreadlocks’ gigantes dão-lhe uma imagem única que pode ser vista e apreciada nos momentos em que ele começa a fazer ‘windmill’ (forma de headbang que se define por fazer movimentos circulares como o movimento de um moinho ou dos ponteiros de um relogio). E o colete cheio de tachas que usou mete respeito a um Rob Halford que popularizou aquele género de indumentária na música pesada.

“You I Need”, mais uma musica do ultimo trabalho da banda abriu portas para a musica preferida de Tomi Joutsen como o próprio disse antes de a banda a tocar, “Sampo” foi um dos melhores momentos sem noite. Antes de interpretarem “Crack in a Stone”, a ultima musica do ultimo álbum a ser tocada, a banda fez um regresso enorme ao passado, do primeiro álbum, The Karelian Isthmus de 1993 veio a intro “Karelia” e a monstruosa faixa final “Vulgar Necrolatry” que trouxe os primeiros mosh pit’s da noite, por curiosidade, “Vulgar Necrolatry” é uma cover da banda Abhorrence ao qual o guitarrista Tomi Koivusaari fez parte antes de formar os Amorphis. “Into Hiding” vem do marco do Death Metal Finlandes, o “Tales from the Thousand Lakes”.

“Sky Is Mine”, uma música que segundo Tomi soa a Iron Maiden, e com razão, juntamente com a “Black Winter Day” com a intro da “Magic and Mayhem” também dos “Tales from the Thousand Lakes”, tocada no inico, levou a banda para o merecido descanso. A intro da “Skyforger” mais a fantastica “Silver Bride” trouxe os Amorphis com vontade de fechar a noite em grande, neste momento toda a gente estava a cantar as letras das músicas que se ouviam. “My Kantele” e “House Of Sleep” fecharam mais um grande concerto de um mês recheado em concertos e que pôs muita gente a fazer contas á vida. Os Amorphis podem ca voltar que estes já sempre ter casa cheia porque concertos é algo que eles fazem com os olhos fechados se for preciso.

Song of the Sage
My Enemy
The Smoke
Against Widows
Alone
You I Need
Sampo
Karelia
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Crack in a Stone
Sky Is Mine
Magic and Mayhem (Intro) + Black Winter Day

Skyforger (Intro) + Silver Bride
My Kantele
House Of Sleep

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Opeth + Pain of Salvation no Incrível Almadense 20/11/2011

Após a vinda ao Vagos Open Air deste ano como cabeça de cartaz, os Opeth confirmaram mais uma presença no nosso país ainda este ano, algo que pôs muita gente em sentido, principalmente os que não puderam ir ao V:O:A. Com eles vieram os conterrâneos Pain Of Salvation, uma banda com uma carreira de respeito dentro do Prog Rock e que também já tem uma base de fãs bem grande, a prova destes factores todos foi o concerto ter esgotado umas quantas semanas antes da sua realização.

Antes de começar a falar na prestação dos Pain Of Salvation tenho que referir que eles deixaram muita gente de boca aberta, em 45 minutos fizeram melhor que certas bandas com concertos de 2 horas. Energia deixada em palco, comunicação banda-publico, o público respondeu o melhor que pode fosse com palmas e coro a acompanhar as músicas.

Os Pain Of Salvation trouxeram no bolso a sua mais recente proposta, Road Salt Two, a segunda parte da temática Road Salt que começou o ano passado com o Road Salt One, ambos os registos foram os que mais músicas emprestaram a este segundo concerto em terras lusitanas, sendo o primeiro e único em 2001. “Softly She Cries” e uma “Conditioned” com direito a saltos do publico com a “Ashes” do The Perfect Element, Part I lançado em 2000 a ser interpretada no meio das musicas do álbum lançado este ano, abriram o mote para um grande concerto da banda da mesma origem dos Opeth, a Suécia.

Uma bela “1979” e “To the Shoreline” cuja sonoridade parece saída de um filme de western mostraram a quem não os conhecia a sua versatilidade no que toca a compor. De um dos mais aclamados albums da banda, o Scarsick a banda foi buscar a “Kingdom of Loss”. Para o fim a banda ficou-se pelo Road Salt One com a frenética “Linoleum” e a divinal “No Way”, foi o encerramento perfeito para um concerto, mesmo tendo sido curto foi muito bom do princípio ao fim.

Apos a atuação dos Pain Of Salvation duas coisas eram certas, os Pain Of Salvation tem mais que capacidade para vir em nome próprio ao nosso pais, em palco eles tem uma atuação muito solida e nesta noite eram raras as pessoas que não os conheciam, o outro ponto é que quem pós este concerto no Incrivel Almadense certamente que não deve conhecer o estatuto que ambas as bandas tem a nível mundial, a cerca de um mês do concerto os bilhetes esgotaram e durante dias e ate mesmo á porta do recinto, varias pessoas procuraram por um bilhete mágico, se isto tivesse ido parar ao Coliseu dos Recreios certamente que iria ter uma sala bem composta na mesma.

Softly She Cries
Ashes
Conditioned
1979
To the Shoreline
Kingdom of Loss
Linoleum
No Way

Apos um curto intervalo para se retirar o material dos Pain Of Salvation eis que chega a hora da que tem sido uma das melhores bandas de metal dos últimos anos, os Opeth. Banda cuja carreira já teve muitas sonoridades, Black Metal, Death Metal, Rock, tudo isto com muito prog e folk pelo meio. Atualmente a banda anda virada para uma sonoridade mais prog dentro do rock dos anos 70’ como se pode constatar na sua ultima proposta, intitulada Heritage, um álbum que conseguiu dividir ainda mais os fãs do que o Damnation quando foi lançado em 2003.

“The Devil's Orchard”, o single de lançamento do Heritage abriu um concerto que ficou marcado pela falta de músicas com voz gutural, algo muito criticado por alguns fãs da banda, mas nem foi isso que impediu que o Incrivel Almandese esgotasse. Após uma execução eximia da “The Devil's Orchard”,Mikael Åkerfeldt, eterno líder dos Opeth mostrou o seu humor característico, “nós somos a banda do bilhete.. e se querem ver fogo de artificio vão ver um concerto dos Kiss”.

A assombrosa “I Feel The Dark” seguida da mais que obvia mas adorada “Face of Melinda” mostrou aos Opeth que já tinha o público mais que rendido. Apos uma longa salva de palmas a banda quis presenciar o publico com algumas palhetas e pelo meio vários pedidos foram feitos pelo publico para a banda tocar certas musicas, “Blackwater Park”, “Ghost Of Perdition” e “The Moor” foram algumas ouvidas a qual Mikael respondeu prontamente “please, no requests”. “Porcelain Heart” com Martin "Axe" Axenrot a ter dito a uns minutos para mostrar o que vale pôs alguns dos presentes a fazer air drums.

“Nepenthe” abriu as portas para um segmento de som acústico que se prolongou com “The Throat of Winter”, uma música feita para o jogo God of War III, neste momento tanto Mikael Åkerfeldt como Fredrik Åkesson estavam a tocar guitarras acústicas. Regresso ao passado, mais concretamente a 1998 e My Arms, Your Hearse, “Credence” foi a música escolhida seguida da “Closure” que ficou marcada pelo enorme coro feito no fim, ate a banda ficou surpreendida e parou de tocar só para comprovar que aquilo estava mesmo a acontecer, era visível na cara de Mikael Åkerfeldt, Martin Mendez e Martin "Axe" Axenrot ao olharem uns para os outros que não acreditavam que aquilo estava a acontecer, sem dúvida um momento para mais tarde recordar.

A banda toda é fã de Ronnie James Dio por isso em género de homenagem eles criaram a “Slither”, faixa incluída no Heritage, neste momento headbang era feito por toda a parte do Incrível Almadense. Assim que a música acaba temos mais um momento para mais tarde recordar, ouve-se saído do piso superior um uivo ao qual levou o publico a lançar um forte aplauso. Uma épica “A Fair Judgement” do album Deliverance seguida da atmosférica “Hex Omega” levou a banda para um merecido descanso.

Enquanto a banda não regressava o público lembrou-se de entoar novamente o coro da “Closure”. Com a banda já em palco chega a hora das apresentações da praxe, a apresentação de Martin Mendez ficou marcada pela brincadeira com Mikael em que Mikael pediu a Martin para subir para cima de uma das colunas que estava situada mesmo em frente ao palco, tal como fez Daniel Gildenlöw, vocalista dos Pain of Saltation, no início da noite, Martin recusou-se a fazer tal coisa por isso em género de dizer que aquilo era algo fácil o próprio Mikael subiu á coluna algo que fez o público todo aplaudir o gesto do líder dos Opeth. Com a apresentação de Fredrik Åkesson a brincadeira continuou onde tinha ficado, a pedido de Mikael, quando ele subisse novamente para a coluna, Fredrik faria o movimento característico de Rudolf Schenker, guitarrista dos Scorpions, mais um momento para animar a noite.

Joakim Svalberg, o novo pianista, foi muito bem recebido pelo público, também ele teve o seu momento a solo ao mostrar os cinco diferentes tipos de piano que tinha ao seu redor. Para o ‘gran finale’, Folklore, provavelmente a melhor música do Heritage, deu por encerrado um concerto que vai demorar muito tempo a sair da mente das pessoas que la estiveram. Pormenor final, são com concertos como este que os Opeth tem-se destacado individualmente do resto das bandas de Metal ao terem uma carreira recheada de qualidade e diversidade.

The Devil's Orchard
I Feel The Dark
Face of Melinda
Porcelain Heart
Nepenthe

(Set acustico)
The Throat of Winter
Credence
Closure

Slither
A Fair Judgement
Hex Omega

Folklore

Nota final: é preciso realçar os preços do merch disponível, a tshirt da tour, que tinha na frente a capa do Heritage e nas costas as datas da tour tinha duas versões, para homem e mulher, os preços foram um dos temas de conversa da noite, enquanto que a tshirt para homem custava uns míseros 10 euros, as mulheres, caso quisessem levar uma tshirt de mulher tinham que desembolsar 20 euros.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ulver no Musicbox 19/11/2011

Eis o regresso de uma das maiores bandas de culto de todos os tempos, com um percurso tanto genial como curioso os Ulver voltaram ao nosso pais para um segundo concerto apos terem ca estado o ano passado na Casa da Musica.

Num dia muito feio em que o tempo esteve muito pobre, o ambiente á porta do Musicbox não se alterou minimamente, ver caras conhecidas, fazer novas amizades, fala-se de como pode correr o concerto, o tempo passa num instante.

Um concerto dos Ulver é sem dúvida algo de único porque a banda desde que fugiu ao som inicial de carreira que ficou caracterizado por uma sonoridade dentro do Black Metal, tem vindo numa demandada surpreendente de sons de álbum para álbum, vai entre o avant-garde (Themes From William Blake's The Marriage Of Heaven And Hell), eletrónica (Perdition City), trip-hop (Svidd Neger), experimental (Blood Inside) e musica ambiente (Shadows Of The Sun e War Of The Roses), um concerto dos Ulver na sua totalidade é uma experiencia única de vários sentimentos.

O concerto apresentado no Musicbox não fugiu á regra, uma mistura de cada álbum para cada pessoa sentir o ambiente á sua própria maneira. Na bagageira trouxeram a sua mais recente proposta, o War Of The Roses, uma das melhores perolas deste ano e o início do concerto ficou logo marcado com a retirada de quatro musicas desse álbum.

“February MMX”, “Norwegian Gothic”, “England” e “September IV” tocadas tal e qual como estão no album deram o mote para uma grande noite. Com “Lost In Moments” foi o começo do uso de eletrónica, o álbum Perdition City esteve bem representado nesta noite, ora vejamos a música que se seguiu, “Porn Piece Or The Scar Of Cold Kisses”. “Island” foi a ultima retirada do último álbum e uma explosiva “Darling Didn't We Kill You?” com um final mais elétrico do que a versão que é conhecida levou a banda para um primeiro encore.

Encore esse que ficou marcado com apenas 4 dos 6 elementos terem ido para os bastidores, o baterista e um dos programadores não saíram dos seus respectivos lugares porque no início do concerto já tinha sido complicado eles irem para os seus lugares de tao compacto que estava tudo em palco, e o publico la deu-lhes uma salva de palmas para eles não se sentirem de parte.

A banda pouco ou nada comunicou com o público, umas quantas palavras, nada de mais, eles deixaram a sua musica falarem por eles, e no que toca a apresentação em palco, a escolha do Musicbox foi uma má escolha, a banda é composta por 6 elementos e o espaço que parecia pequeno deixou de o ser quando a banda conseguiu encaixar tudo, bateria, instrumentos, maquinas de programação, entre outras engenhocas para reproduzir o som dos Ulver na perfeição.

“For The Love Of God” e “Little Blue Bird” foram o mostrar que as musicas simples conseguem ser belas. “Rock Massif”, da banda sonora que os Ulver fizeram para o filme Svidd Neger deve ter surpreendido muitos dos presentes antes de uma fantástica cover da musica “654321 (I Know What You Want)” dos The Troggs. Para o fim, a sentimental “Eos” do album Shadows Of The Sun de 2007.

Mais um grande concerto para os registos deste ano, pedir melhor a esta banda é complicado devido á grande variedade que é a sua discografia, mas desde que começaram a actuar ao vivo o estatuto da banda não tem parado de subir ainda mais.

February MMX
Norwegian Gothic
England
September IV
Porn Piece Or The Scar Of Cold Kisses Piece 2
Island
Darling Didn't We Kill You?

For The Love Of God
Little Blue Bird
Rock Massif
654321 (I Know What You Want) [The Troggs' cover]

Eos