quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Amon Amarth + Septic Flesh no Incrivel Almadense 01/11/11

Pela segunda noite consecutiva o Incrivel Almandense pintou-se de negro, desta para receber os vikings Amon Amarth com o seu Death Metal tanto melódico como musculado e os Septic Flesh com o seu Death Metal que tem vindo a receber mais melodia principalmente no último registo da banda que grandes momentos sinfónicos.

Tal como é habitual num concerto de Metal o ambiente á porta do recinto é sempre de muita camaradagem e um ponto de encontro para ver amigos que normalmente só se vem nos concertos devido a morarem longe. Os maiores adereços visto foram sem duvida tshirts de Amon Amarth, não fossem eles a banda da noite, e claro, muitas tshirts das varias edições já realizadas do festival Vagos Open Air onde os Amon Amarth já la passaram na primeira edição realizada em 2009.

Antes do inicio dos concertos e á medida que se ia entrando no Incrivel Almadense, o Vagos Open Air foi tema de conversa já que durante a noite de ontem confirmou para a sua edição de 2012 dois nomes de peso, Enslaved, banda que nos últimos anos tem vindo a destacar-se como força prominente da cena Black Metal e não só graças às várias experimentações que podem ser ouvidas no excelente Axioma Ethica Odini lançado o ano passado. E os Overkill, a mítica banda de Thrash Metal que já leva uma carreira com mais de 30 anos e que o ano passado também lançou um grande registo intitulado de Ironbound.

A atuação dos Septic Flesh ficou marcada pela fraca qualidade de som, as partes melódicas das guitarras e as vozes limpas que se destacam nas músicas do último álbum mal se ouviam. Tendo a banda pouco tempo disponível eles não alargaram muito o tempo de antena da sua discografia e ficaram-se só pelos dois últimos albums, o Communion de 2008 e o The Great Mass lançado este ano.

Tirando os problemas de som a prestação da banda foi boa dentro dos possíveis, sempre a puxar pelo público e esse claro respondeu como melhor sabe, com diversos moshes. Musicas recentes como a “The Vampire from Nazareth” e “A Great Mass of Death” foram intercaladas com a faixa-titulo e a “We the Gods” do último álbum. Spiros "Seth" Antoniou foi sempre figura de destaque com os seus ‘are you ready motherfuckers?’. No final ficou reservada “Persepolis”, que a pedido da banda teve direito a uma wall of death.

The Vampire from Nazareth
Communion
A Great Mass of Death
We the Gods
Pyramid God
Five-Pointed Star
Anubis
Persepolis

Sala a abarrotar pelas costuras, cervejas em punho, bandeiras a esvoaçar, toda a gente está pronta, hora de Amon Amarth, “War of the Gods”, primeira faixa do álbum Surtur Rising lançado este ano, seguida da “Runes to My Memory”, mostram desde cedo a banda a querer dar espetáculo graças á sua grande boa disposição e o publico, como é normal nestes acontecimentos, responde com mosh a cada batida e riff. Quando se pensava que os movimentos entre o publico já tinham sido algo puxados eis que a banda toca a destrutiva “Destroyer of the Universe” e é aqui que vai tudo á loucura ao vermos os efeitos do mosh chegarem ate às partes laterais da plateia onde normalmente nunca há confusão e muita gente vai para essa zona mesmo para não levar com ninguém em cima.

Durante todo concerto a figura imponente que é Johan Hegg foi sempre o centro das atenções e os seus conhecimentos geográficos deixavam sempre muita gente a rir. Outro ponto a focar é a sua capacidade vocal, ele consegue ter o seu destaque na cena Death Metal porque ele é dos poucos cujas palavras se percebem tanto em estúdio como ao vivo. “Varyags of Miklagaard” com o seu ritmo a soar a hino de guerra pós não só a banda mas tanto o publico a fazerem headbang sincronizado. “Slaves of Fear” e “A Beast Am I” do album mais recente abriram portas para “Ride For Vengeance”, a primeira faixa do primeiro álbum da banda, o Once Sent from the Golden Hall de 1998.

A apoteótica “Free Will Sacrifice” foi seguida da “Death in Fire”, sendo o derradeiro hino da banda foi normal o ambiente vivido na sala, mosh a rebentar por todo o lado, já nem existiam pit’s, cabelos a esvoaçar, suor a escorrer de tanto mosh, o calor aumentou, viu-se o que esta música é para os fãs da banda. Para o encore ficou duas músicas do Twilight Of The Thunder God, a faixa-titulo para uns últimos headbangs e “Guardians of Asgaard” cujo refrão foi entoado a pulmões cheios pelo público.

Mais um grande concerto destes senhores que já ca tinham vindo em 2007 quando abriram para Dimmu Borgir em 2007 e também em 2009 na 1º edição do Vagos open Air, mas agora com um concerto em nome próprio mostraram o seu grande valor e qualidade e também o porquê de estarem no top do universo pesado.

War of the Gods
Runes to My Memory
Destroyer of the Universe
Live Without Regrets
The Pursuit of Vikings
For Victory or Death
Varyags of Miklagaard
Slaves of Fear
A Beast Am I
Ride For Vengeance
Embrace of the Endless Ocean
Free Will Sacrifice
Asator
Death in Fire
Twilight of the Thunder God
Guardians of Asgaard

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Moonspell - Concerto Wolfheart - Incrivel Halloween 2011

Devem ser dezenas, centenas, senão mesmo milhares as razões de muita gente considerar os Moonspell o expoente máximo do Metal nacional, a partir da noite de ontem consigo referir duas dessas razoes.

O Wolfheart, o álbum celebrado nesta noite de Halloween, alem de ser o representante máximo do metal nacional em terras estrangeiras como na Alemanha, onde a banda tem uma legião de fãs quase ao mesmo nível da nacional, é também considerado pelo industria musical portuguesa um dos melhores albums já feitos por artistas portugueses e tem lugar de destaque ao lado de albums de Rui Veloso, Amália, Carlos Paredes e Ornatos Violeta.

A outra é que eles são uma banda que qualquer pessoa que ouça Metal já os viu ao vivo pelo menos uma vez, mas mesmo assim conseguiram esgotar uma sala estando a comunidade metaleira prestes a entrar num dos meses com mais concertos de sempre no nosso pais, vou só referir os mais importantes, Amon Amarth+Septic Flesh, Opeth+Pain Of Salvation, Amorphis+Leprous, Ulver, Turisas+Gwydion e Machine Head+Bring Me The Horizon+Devil Driver+Darkest Hour.

O início do espetáculo ficou marcado por uma projeção em tela de imagens promocionais e fotos de concertos de diferentes pontos da carreira da banda e também de diferentes imagens alusivas ao álbum da noite, fotos de lobos foram intercaladas com as diferentes capas a que o álbum já teve direito.

Após uns longos 45 minutos de espera eis que chega a hora de imortalizar o registo Wolfheart ao ser tocado na sua íntegra. Do início ao fim o pessoal não arredou pé e em todas as músicas ouviram-se palmas a acompanhar as batidas, coro, grande parte dos presentes cantaram as músicas, melhor ambiente era impossível. Uma frenética “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)” foi sinonimo de headbang e “Love Crimes” trouxe os primeiros coros da noite. “...Of Dreams and Drama (Midnight Ride)”, “Lua d'Inverno” seguida do hino “Trebaruna”, foi tudo interpretado na perfeição. Antes do clássico “Vampira” foi tocada a “Ataegina”, a entrada desta música no set pode ter sido estranha por não figurar no alinhamento original do álbum porque foi inserida como faixa bónus numa das edições mais recentes, mas foi sem dúvida um grande bónus para este noite de festa, com a seu veia de folk pôs muitos presentes a dançar.

Para dar como encerrada a primeira parte do espetáculo só falta duas músicas, a mítica “An Erotic Alchemy” seguida “Alma Mater” a que o Fernando Ribeiro deixou o público cantar grande parte da letra. Ver um Incrível Almadense esgotado com os três pisos pintados de pretos a cantarem a “Alma Mater” é daqueles momentos únicos na vida de alguém que gosta de Moonspell.

Para a segunda parte do concerto a banda só visitou dois registos, um foi a compilação de 2007 dos seus demos de início da carreira, o Under Satanæ, ao qual foram buscar “Tenebrarium”, “Opus Diabolicum”, “Goat On Fire”. Não sendo músicas bastantes conhecidas do universo de fãs da banda, a reação a estas músicas não foi muita, mas mesmo assim notou-se que havia varias pessoas a quem estas musicas pertenceram á sua adolescência nos anos 90. Durante a interpretação destas músicas estiveram em palco três dançarinas a fazer dança do ventre

Para o fim a banda ficou-se pelo seu segundo álbum, o Irreligious ao qual retiraram as suas melhores faixas. “Opium” tal como tinha sido a “Alma Mater” foi entoada pela maioria dos presentes. “Raven Claws” foi precedida sem descanso pela mística “Mephisto” e a habitual “Fullmoon Madness” deu por encerrada mais uma grande noite de um evento que já é habitual da banda quando chega a noite de Halloween. Uma última coisa a registar é podermos esperar por um novo álbum dos Moonspell já na Primavera de 2012.

Wolfshade (A Werewolf Masquerade)
Love Crimes
...Of Dreams and Drama (Midnight Ride)
Lua d'Inverno
Trebaruna
Ataegina
Vampiria
An Erotic Alchemy
Alma Mater
Tenebrarium
Opus Diabolicum
Goat On Fire
Opium
Awake!
Raven Claws/Mephisto
Fullmoon Madness

sábado, 29 de outubro de 2011

Black Sun Aeon - Blacklight Deliverance

Nos últimos anos o multi-instrumentista Finlandês Tuomas Saukkonen tem sido um homem bastante ocupado devido aos seus projetos Black Sun Aeon e Before the Dawn, com os Before The Dawn lançou em 2007 o “Deadlight”, em 2008 o “Soundscape of Silence” e no início deste ano lançou o excelente “Deathstar Rising” com as suas misturas perfeitas entre voz gutural e voz limpa.




Com os “Black Sun Aeon” lançou em 2009 o “Darkness Walks Beside Me”, o ano passado o álbum duplo intitulado de “Routa” que trouxe mais reconhecimento a este projeto. Este ano, pela primeira vez, Tuomas lança um álbum de cada projeto no mesmo ano, “Blacklight Deliverance”, mostra um álbum bem mais pesado que o “Deathstar Rising” dos Before the Dawn.

“Routa”, sendo um álbum duplo, certamente que fez muita gente a pensar que não seria muito cedo que iriam voltar a ouvir falar nos Black Sun Aeon, o álbum está cheio de ideias e pormenores curiosos e misturava tudo o que há de bom dentro do Doom Metal em termos de melodia. Com este inesperado “Blacklight Deliverance”, Tuomas mostra que tem um baú cheio de ideias e não interessa qual o projeto escolhido para mostrar tudo o que tem. Ele torna novamente a tocar todos os instrumentos e as vozes limpas ficaram ao cargo de Janica Lönn (Lunar Path) que mostra ter uma voz perfeita dentro da música folk, e Mikko Heikkilä (Sinamore, RoutaSielu) que já provinha dos outros albums continua a mostrar bom serviço, vejam o trabalho dele na “Oblivion”. Na música “Solitude” podemos ouvir ambas as vozes na mesma música.

O intro da “Wasteland” ao som de um piano e que em certos momentos ouve-se um pequeno raspar como se tivéssemos a ouvir um antigo vinil poe-nos em atenção a pensar que pode vir dai uma bela melodia, mas logo de rompante levamos com mais um pouco de brutalidade, no solo de guitarra podemos ouvir um bocado da veia virtuosa da mente deste projeto.

Tuomas tem uma voz gutural de meter respeito, ouça-se “Sheol” e “Horizon”. Mas é mais uma vez o grande trabalho de guitarra, que é bem provável ser o seu ponto forte, que leva os maiores créditos ao mostrar na perfeição as enormes influencias dentro do metal Finlandês com a sua melodia no meio de tanto peso, mais uma vez faço referência á musica “Sheol”. Qualquer fã de metal Nórdico vai gostar deste trabalho, tal como todo o trabalho que Tuomas Saukkonen já fez em toda a sua carreira. 8.7

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Myrath - Tales of the Sand

O Metal com sonoridade Oriental tem vindo a receber mais atenção nos últimos anos graças a bandas Melechesh, Arkan e claro Orphaned Land que tem sido os capitães de um estilo que tem vindo a trazer uma lufada de ar fresco, e os Tunisinos Myrath também se incluem nesse lote, tem uma sonoridade mais limpa, a roçar o Power Metal, mas as influências estão mais que vincadas e mesmo tendo uma carreira curta já são uma banda com respeito dentro do metal progressivo.

Os Myrath (cujo significado é Legado) foram formados em 2001 pelo guitarrista Malek Ben Arbia, que na altura só tinha 13, juntamente com uns amigos de infância, com o passar dos anos a banda só tocava covers e teve varias formações, ate que chegado ao ano de 2006 a banda começou a compor e foram lançados “Hope” e “Desert Call”, lançados em 2007 e 2010 respetivamente, com estes albums a banda mostrou ao mundo uma banda a querer crescer o mais rápido possível, com “Tales of the Sand” é o culminar dessa travessia.

“Tales of the Sand” não é um trabalho complexo como os últimos trabalhos dos Orphaned Land ou dos Melechesh por exemplo, não mostra nenhum rasgo de genialidade, mas tem tudo no lugar, soa bem e que tem a sua própria característica e é isso que interessa, um álbum para agradar a tudo e todos, nenhuma musica consegue ter o seu destaque porque tudo flui perfeitamente, é daqueles trabalhos que uma pessoa poe a tocar e assim que presta a devida atenção á medida que vai ouvindo as vozes ou os instrumentos de influencia Oriental o tempo passa num instante tamanho prazer e diversão que se sente a ouvir este novo trabalho dos Myrath.

Para o final do ano os Myrath vão andar na estrada juntamente com os Arkan e os Orphaned Land a encabeçar este pequena tour de sons Orientais, e musicas como “Under Siege”,“Braving the Seas” e “Beyond the Stars” irão, certamente, figurar na setlists da banda porque, tal como praticamente todas as musicas deste registo, conseguem por toda a gente num estado grande de festa, é pena que esta tour não passe por Portugal e que Espanha vá receber 2 datas e França 5.

Nota final: 8.8


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vagos Open Air 2011: A Viagem

Assim que se soube da confirmação final do cartaz do Vagos Open Air deste ano notou-se logo que em apenas três edições este evento atingiu um patamar incrível, neste momento é bem capaz de ser o maior festival de Metal a nível nacional, não digo melhor porque isso fica ao critério de cada espectador, mas se formos a ver, em termos de grandeza, o VOA tem trazido todos os anos nomes de respeito a nível internacional.

Na primeiríssima edição tivemos por cá The Gathering, Katatonia e Epica no primeiro dia, e para o segundo tivemos a honra de receber Amon Amarth, Dark Tranquillity e Cynic e a juntar a estes grandes nomes mundiais também se ouviu boa musica nacional a cargo dos Process Of Guilt e dos Echidna, ou seja, foi uma edição de luxo a que marcou a estreia deste festival que desde cedo mostrou que tem todas as condições para se afirmar ate mesmo a nível mundial.

O ano passado foi um marco importante porque o festival conseguiu trazer bandas que raramente ou nunca passam por cá, falo pois de Meshuggah, My Dying Bride, Ensiferum e Kamelot e a grande confirmação foram mesmo os Carcass que em 2008 confirmaram o seu regresso após 13 anos de pausa e o VOA aproveitou isso mesmo para fazer todos os possíveis para os trazerem cá e ainda bem que o fizeram, segundo relatos de pessoas amigas, Carcass deu o melhor concerto da última edição do VOA.

Para este ano também foi uma de aproveitar mais regressos, falo pois de David Vincent e dos seus Morbid Angel, banda que encerrou a edição deste ano. Estreias em solo nacional também houve, Kalmah, Ihsahn e Devin Townsend Project puderam ver pela primeira vez o bom público português, e os dois últimos deram juntamente com Opeth, na minha opinião, os melhores concertos da edição deste ano.

Durante meses e meses fiquei na expectativa do ir ou não ir devido ao que vem a afectar o nosso país nos últimos anos, o desemprego é algo constante na nossa sociedade, mas lá arranjei algo que fazer mas depois devido a horários seria difícil de gerir tanta coisa. Com um pouco de matemática e muita paciência consegui marcar transportes que coincidissem com o meu horário de trabalho e tratei de verificar tudo o que iria precisar para puder acampar. A confirmação de que iria mesmo á edição do Vagos Open Air 2011 chegou mesmo no inicio da semana do evento e nesses dias todos que antecederam o que ai vinha tratei de tudo, de quinta para sexta a ansiedade era tanta que pouco ou nada dormi, no primeiro dia do festival tive que trabalhar de manhã mas com Opeth e companhia em mente o dia no serviço passou numa questão de minutos.

15:30 lá estava eu na Rede de Expresso, ficou muito mais barato do que se fosse pela CP. Lugar junto á porta, mochila com tudo na bagagem, assim que a ignição do autocarro é ligada o meu coração começa a bater com força, estou prestes a ir a caminho do que veio a ser o meu primeiro festival do que espero que seja o primeiro de muitos fora de Lisboa.

Na viagem ate Aveiro, como vinha sozinho, não havia muito a fazer por isso nada melhor que preparar os ouvidos graças ao mp3. Das músicas que ouvi muitas eram das bandas que foram actuar no festival e também me passaram pelos ouvidos músicas de bandas que, á medida que ia ouvindo as suas musicas, me apercebi que podiam muito bem figurar em futuras edições do evento caso a organização decidisse entrar em campos fora do Death Metal e afiliais. Bandas como Immortal, Enslaved, Alcest, Agalloch, Ulver e Primordial por exemplo. Qualquer uma destas bandas poderia figurar na perfeição no VOA, e qualquer entendido em Metal sabe que estas bandas tem estado em grande forma nos últimos anos com lançamentos e também concertos muito bons pelo mundo fora.

19:00, olá Aveiro. Como já sabia que antes das 20:00 não iria estar no recinto, já sabia que não poderia ver os concertos de Essence, Crushing Sun e Revolution Within, sendo bandas completamente desconhecidas para a minha pessoa, não fiquei aborrecido por perder os seus concertos. Após me dirigir á paragem para apanhar o autocarro ate ao recinto eis que ele veio demorado, em vez das 19:30 previstas só chegou ás 20:10 e ao recinto só chegou por volta das 20:50, ou seja, de Anathema não vi quase nada, só consegui ouvir as ultimas musicas, e foi ao som de uma “A Simple Mistake” em alto e bom som que montei o que veio a ser o meu abrigo durante duas noites. Após trocar o meu bilhete por uma pulseira preta, que garantia a minha estadia para os dois dias do festival la entrei para presenciar os minutos finais de Anathema.

Thin Air
Summernight Horizon
Dreaming Light
Everything
Closer
A Natural Disaster
Deep
A Simple Mistake
Empty
Flying
Universal
Fragile Dreams

Após um longo intervalo de 40 minutos devido a nova falha de energia, eis que finalmente se começa a fazer a troca de instrumentos para os Tiamat puderem entrar em palco, durante esse tempo decidi tratar de achar alguém conhecido, viu-se muitas caras conhecidas e finalmente deu para conhecer outras que só conhecia através do maravilhoso mundo da internet. Com estes meetings fiquei a par de que durante a actuação de Anathema a energia falhou no mínimo quatro vezes, coisa que, obviamente, arruinou a actuação da banda Inglesa, mas o publico este em grande cantando durante esses momentos em que houve os cortes, um viva aos presentes nesse momento.

Hora de Tiamat, banda de culto a nível mundial graças a importância que tiveram no boom do Doom e Gothic Metal que se viu nos anos 90 ao lado de bandas como Anthema, Type O Negative, Paradise Lost e até mesmo os nossos Moonspell. Não vou entrar em pormenores porque ao contrário das bandas que mencionei, os Tiamat não são uma banda que conheço a fundo, embora conheça bem os trabalhos Wildhoney (é obrigatório) e A Deeper Kind of Slumber. De ambos foram retiradas algumas músicas, “Gaia” então teve a honra de encerrar um concerto bem sólido de uma banda que já não tem nada a provar ao comprovarmos o publico que se viu na parte lateral do palco, Mikael Åkerfeldt, Fredrik Åkesson, Martin Mendez e Martin Axenrot dos Opeth, cada um na sua vez foram durante breves minutos admirar de perto a excelência dos Tiamat.

Fireflower
Children Of The Underworld
Cain
Whatever That Hurts
Divided
Vote For Love
Brighter Than The Sun
Until The Hellhounds Sleep Again
Phantasma De Luxe
Cold Seed
Wings Of Heaven
The Sleeping Beauty
Gaia

Após uma prestação bem sólida provinda dos Tiamat eis que chega o tão esperado momento, nesta altura estou num estado em que só estive uma vez, foi em 2005 quando vi pela primeira vez Iron Maiden. Com um pouco de sorte acabei por ficar bem perto do palco, quem diria que mesmo sendo das ultimas pessoas a chegar iria conseguir um lugar tão bom mesmo no centro onde normalmente costuma ficar Mikael Åkerfeldt.

Minutos antes do concerto ouço um gajo que estava ao meu lado perguntar a uma pessoa que estava atrás de mim “Como se chama o vocalista dos Opeth?”, “Mikael Akerfeldt, vieste ver que bandas?”, “esse gajo”, como é óbvio fiquei a pensar que raio é que aquele gajo estava ali a fazer, que resposta á imbecil, peço desculpa pelo termo mas o que ele disse é mesmo resposta de gente que costuma frequentar os concerto de Metal das bandas mainstream, não preciso indicar quais são.

Hora do prato principal, a banda que me fez gastar cerca de 160 euros ao todo pelos dois dias do festival está a entrar em palco.“The Grand Conjuration” retirada do Ghost Reveries abriu as portas para o que viria a ser um concerto mítico que deixou muita gente a pedir que eles cá voltem em nome próprio. Outras escolhas para inicio de concerto talvez deveriam ser reconsideradas, ate do próprio álbum, a “Ghost Of Perdition”, creio que punha logo toda a gente em sentido, são preferências pessoais. Como toda a gente que gosta e Opeth sabe que eles não são uma banda de Death Metal Progressivo, a única categoria em que se pode pô-los é só mesmo no Progressivo, e depois é que o Death Metal, o Metal clássico e o Rock são encaixados. E é neste ultimo género que se insere a angelical “Face of Melinda”. Com a filha de Mikael a assistir de lado no palco, a música ao qual é dedicada á mesma, trouxe muita emoção aos presentes.

O inicio do concerto ficou marcado pela alternância de peso entre as musicas, começou-se com uma pesada, depois para uma melódica e depois voltou a uma pesada e que é uma das minhas preferidas, “The Lotus Eater”, a única coisa que se pode dizer é que muitos pescoços devem ter sido partidos, em estúdio a musica alcança um nível absoluto de genialidade, mas quando se transporta para um concerto.. não há palavras para descrever, é como ouvir uma “Hallowed Be Thy Name” ou uma “Comfortably Numb” ao vivo, o pior foi que uma da cordas da guitarra do Mikael quebrou-se logo no momento em que a musica passa para a parte mais melódica, mas com um pouco de humor pelo meio não foi essa pequeno momento que estragou a prestação da banda. Para seguir o ritmo de alternância de peso a banda toca “In My Time Of Need”, musica que trouxe os primeiros coros.

Durante o concerto, o Mikael esteve o tempo todo a tecer elogios aos Morbid Angel e a David Vincent, a maneira amaricada como conheceu pela primeira vez David Vincent, por isso, se calhar em jeito de homenagem, eles tocaram o que o próprio Mikael diz ser uma música inspirada nos Morbid Angel, pelo menos o inicio devastador, a “Master's Apprentices”, a cerca de meio a chuva começou as primeiras visitas da noite.

Eis que chega a hora de visitar um dos melhores albums de sempre, o Blackwater Park, “The Drapery Falls” tocada na perfeição mostrou a quem ainda não sabe o porquê de os Opeth serem considerados uma das melhores bandas Prog, não só da actualidade, mas tambem de sempre. De volta ao que ainda é o último cd banda, Watershed de 2008, “Hex Omega”, não é das minhas preferidas mas ao ouvir ao vivo a minha opinião sobre ela mudou ligeiramente.

Falsa despedida e regresso da banda ao palco para o encore, música escolhida, “Deliverance”, é preciso aproveitar para dar uns últimos headbangs e uns quantos moshs. No inicio da musica foram abertos dois circles pit’s. O resto da música foi uma viagem emotiva ao som de pura excelência progressiva e o quase deitar de umas lágrimas, acabo de assistir ao concerto da minha banda preferida, a par dos Iron Maiden e já vai acabar. The End. Ainda não acredito no que acabei de presenciar. Á medida que aplaudo e berro com todas as forças que ainda me restam no corpo cansado após um dia bastante longo, na minha cabeça só peço para eles voltarem rapidamente para mais concertos.

The Grand Conjuration
Face of Melinda
The Lotus Eater
In My Time Of Need
Master's Apprentices
The Drapery Falls
Hex Omega
Deliverance

O sono neste momento é uma coisa que não me assiste por isso hora de juntar o pessoal e conhecer gente que ainda só se conhece através da internet. Mais umas cervejas bebidas, souberam ainda melhor porque foram oferecidas e rápidas despedidas foram feitas porque havia gente que teve que trabalhar no dia a seguir.

2º Dia

O dia de sábado ficou marcado pela intensa chuva que já vinha do dia anterior aquando do concerto dos Opeth, mas não foi isso que manteve toda a gente nas suas tendas, muita gente foi tomar banho nos duches, houve quem aproveitasse a chuva para tomar banho junto á tenda, o snack bar na entrada do recinto foi um ponto de passagem obrigatório da parte da manha para se beber um café, tomar o pequeno almoço e formarem-se novas amizades cujos temas centraram-se na edição passado do VOA, o estado do tempo, entre outros temas que foram aparecendo. Durante a manha ouviu-se diversas vezes a frase ‘30 Caralho’ que se tornou célebre pela ‘internet sensationSamuel Massas, boa disposição era o que não faltava nesta altura do dia em que o tempo não estava em condições para se realizar um festival.

O ter chovido a manha toda esteve no centro de muitas conversas entre os campistas sobre de como iria ser o resto do dia, se iria haver concertos, se iria ser cancelado por não haver condições, foi tudo uma enorme incógnita ate por volta das 13:00 em que parou de chover e o primeiro aparecimento do sol do dia ajudou a por tudo a caminho para uma tarde/noite de grande música.

Quase 16 horas, abrem as portas do recinto, começam a entrar os ouvintes que querem ficar na primeira fila para verem as suas bandas favoritas, no meu caso aproveitei e fui á zona de merch e fiz umas compras. Quando se vai a um festival não há nada melhor que trazer uma tshirt do próprio para depois se puder usar com orgulho ate a próxima edição, e sendo a 12 euros é impossível não se comprar tal memoria, durante os dois dias foi do que mais se viu no recinto. Do Porto veio a loja independente de discos Lost Underground, muitos albums que queria passaram pelas minhas mãos mas como o orçamento já estava no limite fiquei-me só pelo At the Heart of Winter dos Immortal que vi a nove euros.

Antes dos concertos nada melhor para encher o tempo do que ir ter com mais pessoal que não se viu no dia anterior e claro, refrescar a garganta, o dia estava fresco mas não podia sair dali sem provar hidromel, como já tinha alguém a querer pagar-me uma bebida foi de aproveitar o momento e calhou mesmo, percebi logo o porquê de tal bebida estar a concorrer com a cerveja para a bebida mais vendida do festival.

Music time. Tal como é costume num festival, há sempre algum “intruso”, e os We Are The Damned são pois a banda que falo, a sua mistura de Hardcore com Crust não foi muito bem recebido pelos presentes. A figura franzina mas poderosa em palco da ex vocalista dos WATD, a Sofia Magalhães, era das poucas coisas que conseguiam por a banda num patamar diferente das outras bandas do género, a energia em palco e a química entre os seus executantes era de facto notável, mas agora com a alteração da formação, os WATD passaram a ser, a meu ver, mais uma banda normal como todas as outras, em estúdio ainda mantiveram a mesma qualidade mas ao vivo pecam em alguns pontos.

Malevolence, banda Portuguesa com 17 anos de carreira e que nunca tinha ouvido falhar, sendo uma pessoa que gosta de andar sempre a explorar é um grave erro meu nunca me ter deparado com esta banda com uma vasta experiencia dentro do Death Metal. O concerto em si foi muito poderoso, tive a ver o concerto na bancada ao lado de pessoas amigas e por diversas vezes fiquei bastante impressionado com o que estava a ouvir naqueles momentos, sem duvida uma banda para por na lista para futuras audições.

Sendo os Kalmah uma bandas que queria ver sai da bancada e fui juntar ao resto dos headbangers que figuravam em frente ao palco para ouvir bem de perto as poderosas guitarras que a banda finlandesa demonstra em estúdio e ao vivo foi a confirmação, Kalmah é banda para se ouvir e curtir o melhor possível ao vivo. Como o tempo era pouco a banda foi buscar o melhor que tinha e graças a uma frenética “The Black Waltz” e com uma “Heroes To Us” devastante e a imperial “Hades” a fechar, o primeiro concerto da banda Finlandesa acabou em grande festa tamanha foi a loucura nos mosh pit’s durante quase todo o concerto. A recepção não podia ser mais calorosa, a ver vamos se é a partir de agora que os Kalmah começam a incluir algumas passagens no nosso país em futuras Tours.

Durante a actuação dos Kalmah veio-me á memoria uma piada que existe num vídeo do Youtube da “Death In Fire” dos Amon Amarth que é que Headbang sincronizado devia ser considerado um desporto olímpico, por diversas vezes via-se o pianista, o baixista e o guitarrista a fazer headbang circular com o mesmo tempo de circulação, é de facto algo notável tal sincronização.

Hook the Monster
They Will Return
Swamphell
Dance of the Water
For the Revolution
The Groan of Wind
Rust Never Sleeps
Wings of Blackening
The Black Waltz
Heroes to Us
Hades

Dentro do Black Metal, Emperor sempre foi uma banda respeitada e Ihsahn, ex vocalista da banda, tornou-se ao longo dos anos uma figura de sempre trouxe inovação graças a lançamentos como angL de 2008 e After, este último, é para muitos, um dos melhores registos do ano passado.

O que dizer sobre a prestação de Ihsahn e banda que o acompanha ao vivo.. apenas que são como uma equipa de futebol bem oleada em que todos os jogadores conhecem de cor e salteado a maneira de jogar dos colegas sabendo assim como se devem posicionar e como jogar, é basicamente isso que se viu no concerto de Ihsahn. Houve troca de solos de guitarra entre Ihsahn e os outros guitarristas da banda, as vozes eram alternadas entre o pianista que ficava com as vozes limpas, um dos guitarristas ficou a cargo das vozes guturais e Ihsahn, obviamente, tratou das vozes rasgadas que se usam no Black Metal. Os sons de saxofone que se ouve nas músicas retiradas no álbum After, desta foram reproduzidos pelo piano, as diferenças foram mínimas.

Como abertura nada melhor do que começar como começa o último álbum gravado, uma devastante “The Barren Lands” e uma “A Grave Inversed” apoteótica pôs logo desde cedo todos os presentes em sentido, melhor inicio era impossível. A discografia a solo de Ihsahn resume-se a três registos por isso era mais que obvio haver passagens por todos os trabalhos. Foi tudo tocado na perfeição, ninguém ficou indiferente ao poderio deste conjunto, Ihsahn soube escolher muito bem os músicos que o acompanham.

Um concerto de Ihsahn so com musicas da sua fase a solo chegam e sobram para deixar qualquer pessoa num estado de loucura enorme, mas, tal como previsto, Ihsahn deu uma visita aos seus trabalhos com os Emperor, “The Tongue Of Fire” e “Thus Spake The Nightspirit” deixaram muita gente a salivar na esperança de que com isto possa ser um sinal de uma possível reunião.

O encerrar do concerto foi tal como o inicio, mais duas musicas saídas do trabalho do ano passado. Uma diabólica “Frozen Lakes On Mars” para uns últimos headbangs e uma épica, sim épica, só esta palavra consegue descrever o que esta música é tanto em estúdio como ao vivo, “On The Shores”, deram por encerrado o que foi sem duvida um dos concertos a figurar nos melhores concertos ano. Após ver tal grandeza aproveitei a sessão de autógrafos e fui arranjar os da banda toda e pedir-lhes para voltarem rapidamente para mais um concerto enormíssimo.

Scarab
Emancipation
Invocation
Called By The Fire
The Tongue Of Fire (Emperor)
Unhealer
Misanthrope
Citizen
Thus Spake The Nightspirit (Emperor)
Frozen Lakes On Mars
On The Shores

Inicialmente eram para tocar os Nevermore, mas devido a problemas dentro da banda tanto o concerto no VOA como no resto do mundo foi tudo cancelado, no lugar deles o festival conseguiu ir buscar nada mais que Devin Townsend, e foi uma aposta mais que ganha, vi muitas criticas na Internet sobre o que aconteceu com os Nevermore e vi gente a dizer que ja nao iriam ao VOA, quem nao foi apenas digo que perderam um dos melhores concertos de sempre a nivel nacional, é impossivel a meu ver os Nevermore conseguirem fazer tamanho concerto e conseguirem atingir tamanha genialidade pertencente a Devin Townsend.

Durante o soudcheck que antecedeu a actuação de Devin Townsend Project ouviu-se umas musicas que normalmente não se houve neste tipo de eventos, certamente que foi tudo a pedido da mente depravada que é Devin Townsend, as musicas “Single Lady’s” da Beyonce e “Bad Romance” da Lady Gaga foram algumas das escolhidas, muita gente deve ter ficado a pensar se estariam no VOA ou no Sudoeste. Juntamente com as musicas também foram projectadas imagens feitas em Photoshop da cara de Devin em diferentes imagens, Mona Lisa, diversos animais e também muitos desenhos animados como os Teletubbies, Pokemon, entre outros, foram profanados com a imagem extrovertida de Devin que deu para muitas gargalhadas em vez de se ter mais uma meia hora da imagem habitual de ver os membros do festival a retirar e a por instrumentos em palco.

Addicted!” e “Supercrush!” tiradas do cd Addicted de 2009 tiveram as honras da noite e desde cedo viu-se toda a gente a fazer headbang. Com “By Your Command”, “Color Your World” e “The Greys” o extraterrestre Ziltoid The Omniscient fez uma visita ao VOA graças a diversos clips do alienígena que veio ao nosso planeta á procura da derradeira chávena de café.

Durante todo o concerto humor foi coisa que não faltou, Devin foi um senhor, sempre a dirigir-se ao publico e ele em palco é um monstro sempre pronto a espantar qualquer pessoa seja de que maneira for, como por exemplo quando nos mostrou uma ‘dança’ típica do Canada ou então quando fez varias questões retóricas do género ‘qual a raiz quadrada da hipotenusa’, coisa que qualquer pessoa sabe de cor e salteado como se pode constatar nas respostas a vir do publico.

Momentos para valentes headbangs, momentos para acompanhar com palmas, momentos para fazer coro, ate mesmo para moshar, aqui houve de tudo, Devin Townsend é um homem que explora diversos universos e quando se vai ver um concerto deles é impossível ficarmo-nos por um só estilo. Durante o concerto imagens do universo e também imagens que vemos em documentários de como se formou o planeta Terra alternaram com imagens em directo do concerto, os melhores momentos projectados foram mesmo quando Ziltoid fazia as suas aparições.

Este ano, os The Devin Townsend Project lançaram Deconstruction, um registo que conta com diversas participações de vários vocalista de bandas como Opeth, The Dillinger Escape Plan, Cynic, Gojira, entre outras, tudo bandas conceituadas, mas há uma participação que fez muita gente salivar quando se soube que a banda de Devin Townsend vinha substituir os Nevermore. Ihsahn, músico que tocou minutos antes também participa neste álbum, por isso muita gente começou logo a sonhar em ver dois dos músicos mais interessantes dos últimos anos juntos em palco. Dentro do próprio recinto ouviu-se muito isso a sair das bocas das pessoas e para gáudio de muita gente ambos fizeram a vontade a toda a gente presente, “Juular” foi um dos melhores momentos tanto do concerto de The Devin Townsend Project como também do próprio festival, só faltava Devin ter falado com Mikael Åkerfeldt para interpretarem a “Stand”, musica a qual Mikael empresta a voz no álbum.

Para encerrar um concerto que já estava num nível de grandeza enorme, a banda toca “Deep Peace”, uma balada retirada do cd Terria de 2001, após um concerto cheio de brutalidade, genialidade, loucura, rapidez, entre outros adjectivos que existam, de um certo modo percebe-se o porquê de fecharem com esta música, mas sendo a criatura malévola que é Devin Townsend eu estava na esperança de se ouvir a “Bend it like Bender!”, seria a musica perfeita para Devin e companhia porem vários metaleiros durões cheios de cerveja no sistema a dançar.

Addicted!
Supercrush!
Kingdom
Deadhead Truth/OM
By Your Command
Pixillate
Bad Devil
Juular
Stand
Encore:
Color Your World
The Greys
Deep Peace

Após o concerto de Devin sai da zona onde me estava localizado e fui assistir Morbid Angel das bancadas pelo simples facto de eles não serem uma banda que me diga muita coisa de momento embora eu tenho o Altar Of Madness e já o ter devorado imenso. Enquanto o concerto não começava mais conversa em dia foi posto e mais umas cervejinhas foram digeridas.

Apesar das duras criticas que o novo album tem vindo a receber não só da imprensa especializada mas também dos próprios fãs, os Morbid Angel puseram isso tudo de parte e mostraram do que são capazes e também do porque de serem uma das mais importantes bandas de Death Metal de sempre.

Immortal Rites” como abertura, “Pain Divine”, uma “Maze of Torment” assombrosa, uma “I Am Morbid” enormíssima, “Dawn of the Angry”, foi tudo interpretado na perfeição mas mesmo assim eu pelo menos não destaco nenhum momento em particular, pareceu um simples concertos já programado para ser como deveria ser, que me lembre só a “I Am Morbid”, que por acaso é retirada do último álbum da banda, foi a música onde houve mais comunicação banda/público.

Immortal Rites
Fall From Grace
Rapture
Pain Divine
Maze of Torment
Sworn to the Black
Existo Vulgoré
Nevermore
I Am Morbid
Angel of Disease
Lord of All Fevers and Plague
Chapel of Ghouls
(Extensive Trey Azaghoth solo)
Dawn of the Angry
Where the Slime Live
Bil Ur-Sag
God of Emptiness
World of Shit (The Promised Land)

Após um longo e cansativo dia nada melhor que tentar ir dormir um bocado na tenda, mas tal como na noite anterior as horas de sono nem chegaram às duas horas, por volta das seis da manha já me encontrava a pé, ate às sete andei a dar uma volta pela zona de campismo, mas como não havia muito que fazer lá fui arrumar as coisas e fui para a entrada do recinto onde o autocarro vinha apanhar o pessoal para ir para Aveiro, durante as quase três que ali tive ao frio peguei no livro Metamorfose do Kafka e em menos de uma hora foi lido. O resto do tempo foi uma luta contra o frio e o sono. Á medida que o tempo passava muitos eram os que iam saindo do recinto para rumar as suas vidas do quotidiano e para mostrar a boa disposição que esteve sempre presente durante o festival todo, ouviu-se a sair de muitos carros ‘Ate pró ano’, coisa que certamente muita gente espera com ansiedade.

Na vinda para cá, quem veio para Aveiro no autocarro das 10:00 foi recebido pela hospitalidade local e as pessoas presentes no autocarro ate ajudaram os bombeiros locais na parte financeira, o condutor do autocarro é bombeiro voluntario e perguntou às pessoas que se podia parar o autocarro para pudermos darmos uma pequena contribuição, ‘nem que seja um cêntimo’ disse ele, duas mulheres fardadas lá entraram no veículo e pelo que notei creio que ninguém recusou a dar alguma coisa, é sempre bom ajudar e são estes pequenos actos que ajudam a mudar a imagem das pessoas perante os ouvintes do tipo de música que se ouviu no VOA.

De volta a Aveiro. Autocarro para Lisboa é só às 15:00, como o tempo para passear era escasso e a paragem do autocarro ficava junto á Ria, melhor imagem da cidade era impossível no meu último olhar á medida que voltei para Lisboa, um dia espero voltar e puder ver com melhores olhos o que Aveiro tem para oferecer.

Na viagem para Lisboa vim quase o caminho todo a dormir para tentar compensar o pouco que dormi durante dois dias, agora em Lisboa as saudades são enormes, o que vivi em Vagos é algo para permanecer por muito tempo na memória, de certeza que se voltar em 2012 vou estar a viagem toda a relembrar de tudo o que acabei de dizer neste texto.

Cumprimentos a todas as pessoas com quem estive e um ate pró ano, que seja tão bom como este ano.