Estamos em 1994, ano de lançamento dos melhores registos de algumas bandas do panorama mundial. Dos muitos registos lançados neste ano destaca-se a pérola do Death Metal Melódico “Tales From The Thousand Lakes” dos Amorphis, o Grunge dos Soundgarden com o fabuloso “Superunknown” e o Senhor Trent Reznor lança o “The Downward Spiral” com os seus Nine Inch Nails. Os Pink Floyd encerram a sua carreira discográfica com o “The Division Bell” e na mesma altura os Machine Head começam uma carreira ao mais alto nível dentro do Groove Metal com o seu “Burn My Eyes” e os Nirvana lançaram o seu registo ao vivo “MTV Unplugged in New York” que os colocou no topo do mundo. Outros bons lançamentos foram por exemplo o “Awake” dos Dream Theater, “Far Beyond Driven” dos Pantera, “Balls To Picasso” do trabalho a solo do Bruce Dickinson e o “Deliverance” dos americanos Corrosion Of Conformity.
Mas do que venho aqui é de um álbum que marcou o Death Metal Pogressivo, falo pois bem do “Purgatory Afterglow” dos Edge Of Sanity, um dos muitos projectos do multi-instrumentista Dan Swanö, este álbum começa com uma música cujo nome está marcado para a eternidade devido á saga de vampiros que abalou o mundo nos últimos anos, falo pois de “Twilight”, uma bomba de musica que abalou e muito o mundo da musica e mais concretamente o mundo do Death Metal, a sua composição mostrou uma revolução com a introdução de registo de voz limpa que depois dispara para uma voz gutural do mais destruidor que pode haver, esta mistura mistura entre o típico Death Metal sempre a abrir com Rock Progressivo bem melódico veio logo a influenciar muitas bandas entre elas conterrâneos Opeth e é graças a este projecto e a muitos outros do Senhor Dan Swanö que os Opeth ja pediram os seus serviços nos seus trabalhos iniciais, o “Orchid” e o “Morningrise” foram ambos produzidos e remisturados pelo Dan Swanö.
O que se segue é um desfilar de músicas do melhor que se pode fazer dentro do Death Metal, “Blood-Coloured” é uma das músicas mais interessantes deste registo devido á mistura perfeita de vozes, aqui se vê o bom que a voz limpa do Dan Swanö consegue ser. Como qualquer grande cd é preciso ter uma musica que seja bem catchy e para isso temos “Black Tears”, para muitos esta é a pior musica que os EOF já fizeram, se calhar deve ser pelo facto que a musica não ter nada de voz gutural, eu pelo menos gosto e acho que está uma grande musica que ao vivo graças seu riff de guitarra viciante consegue por muita gente a mexer, a banda de hardcore Heaven Shall Burn e os Eternal Tears of Sorrow com o seu Death Metal Sinfonico fizeram versões desta musica.
Não há muito a dizer sobre “Elegy”, Death Metal típico sempre a abrir é a única maneira de descrever esta musica, este trabalho fecha com as três musicas mais curtas deste registo, “Enter Chaos” e “The Sinner and the Sadness” aquecem o ambiente para o grande final que é “Song of Sirens”, num registo vocal mais para o gritado esta musica é um grande murro no estômago da parte dos EOS mesmo a dizer que (em 1994) eles eram uma das melhores bandas do género ao lado dos Death e dos Morbid Angel.
Para mim o “Purgatory Afterglow” é o melhor trabalho dos Edge Of Sanity mas outros trabalhos memoráveis deste projecto que fechou portas em 2003 incluem-se “Crimson”, registo de 1996 com uma só faixa de 40 min do melhor que se pode fazer de Death Metal Progressivo/Melódico e em que também participa com voz e guitarra Mikael Åkerfeldt e de 2003 temos “Crimson II” que tal como a primeira parte também tem só uma faixa e duração chega aos 43 min e este ultimo trabalho da banda foi dedicado ao falecido líder dos Death, Chuck Schuldiner.
Após 6 anos de hiato eis que os Falkenbach regressam e para quem não está dentro do tipo de música que os Falkenbach fazem o melhor exemplo que posso dar são os Moonsorrow, dentro do genero são duas das melhores bandas. Falkenbach é o projecto do multi-instrumentista Vratyas Vakyas e que já anda por estas andanças desde 1989 e durante os anos iniciais do projecto lançou varias demos mas só em 1995 é que passou a dar continuidade a este projecto com mais regularidade ao lançar em 1996 e em 1998 dois cds em que ele próprio tocou todos os instrumentos, 2003 marca um novo rumo na carreira dos Falkenbach ao serem recrutados músicos e ao lançarem Ok Nefna Tysvar Ty, em 2005 com a mesma formação foi feito Heralding - The Fireblade e agora em 2011 novamente com a mesma equipa (equipa que ganha não se mexe) os Falkenbach regressam em grande para mais uma jornada de Viking/Pagan Metal.
Em Tiurida encontramos de tudo um pouco, ritmos folclóricos, instrumentos tradicionais como flauta e a mandolina por exemplo, coros épicos, voz limpa, gutural e rasgada, aqui há tudo para todos os géneros, tudo executado de uma maneira simples e grandiosa e certamente que ninguém ficará indiferente ao ver que está tudo misturado na perfeição.
Oriundos da Republica Checa, os Silent Stream of Godless Elegy sao uma banda de Folk Metal e com este novo registo vao marcar a sua devida posição entre as bandas mais interessantes dentro do género. Návaz é o sucessor do EP de 2006 Osameli e mostra-nos um lado de Folk Metal desconhecido pela maioria dos apreciadores deste subgénero do Metal, os fãs de Finntroll, Korpiklanni e de outras bandas de Folk Metal podem ao inicio estranhar porque o que os Silent Stream of Godless Elegy fazem não tem nada a haver com uma Trollhammeren dos Finntroll ou uma Happy Little Boozer dos Korpiklaani, não é aquela musica festiva que consegue pôr-nos em cima de uma mesa do pub a dançar e ter em cada mão uma caneca de cerveja, o que está aqui é Folk moldado em torno da musica tradicional da Morávia, é uma região da Europa central, mais concretamente na Republica Checa, terra natal da banda.
Logo no inicio ve-se algo que vai espantar algumas almas, pelo que já pude ouvir dos seus trabalhos mais antigos a banda sempre intercalou as suas musicas entre o Inglês e o Checo mas aqui, talvez numa tentativa de ser afirmarem, eles cantam inteiramente na sua língua natal e digo-vos, antes de ouvir esta banda eu nunca tinha ouvido nada em Checo mas pelo menos dentro deste género fica algo de muito bom, á medida que forem ouvindo Návaz vão logo ficar admirados pelo beleza e a melodia impregnada em cada musica, as vozes chegam por vezes a ser calmas, subtis e por vezes sedutoras e em outros momentos podemos ouvir um bocado de voz gutural mas nada de exagerado, já mostrei musicas desta bandas a pessoas que não gostam de voz gutural e á medida que foram ouvindo este registo estavam tão atentas a ouvir que nem repararam.
Bem do centro de Tel Aviv, Israel chega-nos Arafel, banda que mistura diferentes elementos dentro do Folk e Black Metal Melodico e compõe tudo em musicas dignas de uns valentes headbang’s. Arafel em hebraico significa nevoeiro mas também é usada como referencia ao apocalipse, neste caso as letras estão bem distantes de um futuro apocalipse, lendas, fantasia e misitcismo são alguns dos temas abordados por esta banda que já existe desde 1997 mas so que em 2003 se tornou mais activa.
Agora em 2011 a banda lança o seu terceiro longa-duração “For Battles Once Fought”, ao irem buscar bocados daqui e dali de bandas como Eluveitie e uns Immortal (lançamentos mais recentes) os Arafel apresentam aqui um bom leque de grandes malhas que vai deixar muitos fãs do género a pedir por mais e muitos certamente que irão voltar a por a tocar este registo assim que acabarem de o ouvir. Excelentes riffs, solos bem sólidos e os violinos em certos momentos consegue-se ouvir um bocado das influências de onde a banda reside, não há que não gostar disto.
O último registo dos Crippled Black Phoenix lançado no último ano foi uma das muitas pérolas que ficou de parte de muitas listas de melhores do ano, Rock Progressivo com claras influências dos mestres Pink Floyd.
Estar a comparar Crippled Black Phoenix com Pink Floyd é uma comparação absurda logicamente, mas ao olharmos para o trabalho que estes Britanicos têm feito desde 2004 é impossível não se notar as muitas semelhanças de sonoridade entre bandas, então neste último registo, “I, Vigilante” as parecenças são mais que muitas.
Assim que a musica “Troublemaker” começa e logo que entra a voz os mais entendedores vão logo pensar ‘isto são músicas que os Pink FLoyd guardaram durante anos e decidiram lançar agora mas com outro nome’, mas não, os Crippled Black Phoenix são das poucas bandas actuais que conseguem trazer de volta o que melhor se fazia de Rock Progressivo nos anos 70. “Fantastic Justice” é de um certo modo uma interdule ao separar as duas musicas mais épicas deste trabalho.
“We Forgotten Who We Are” e a “Bastogne Blues” são as músicas-chave deste trabalho, alem de serem as duas com maior duração ao ultrapassarem os 10 minutos são as que melhor demonstram do que esta banda é capaz ao misturar Rock Progressivo com Post-Rock inovador, épico é mesmo a palavra que melhor descreve cada musica.
Como encerramento uma (enormíssima) cover de uma musica dos Journey da fase inicial da carreira em que faziam Rock Progressivo, só ao quarto 4º cd com a saída de Robert Fleischman e com a entrada de Steve Perry é que a banda chegou aos top’s te todo o mundo ao ir numa onda de Hard Rock e ao criar clássicos como "Any Way You Want It" e a "Don't Stop Believin'". "Of A Lifetime" foi a música escolhida para o pequeno tributo, retirada do primeiro cd da banda Californiana a música sofre pequenas mudanças, o som de guitarra torna-se mais limpo e a voz é cantada por uma senhora cujo nome é Charlotte Nicholls e que neste ultimo trabalho também toca violoncelo.