quarta-feira, 2 de março de 2011

Falkenbach - Tiurida

Após 6 anos de hiato eis que os Falkenbach regressam e para quem não está dentro do tipo de música que os Falkenbach fazem o melhor exemplo que posso dar são os Moonsorrow, dentro do genero são duas das melhores bandas. Falkenbach é o projecto do multi-instrumentista Vratyas Vakyas e que já anda por estas andanças desde 1989 e durante os anos iniciais do projecto lançou varias demos mas só em 1995 é que passou a dar continuidade a este projecto com mais regularidade ao lançar em 1996 e em 1998 dois cds em que ele próprio tocou todos os instrumentos, 2003 marca um novo rumo na carreira dos Falkenbach ao serem recrutados músicos e ao lançarem Ok Nefna Tysvar Ty, em 2005 com a mesma formação foi feito Heralding - The Fireblade e agora em 2011 novamente com a mesma equipa (equipa que ganha não se mexe) os Falkenbach regressam em grande para mais uma jornada de Viking/Pagan Metal.

Em Tiurida encontramos de tudo um pouco, ritmos folclóricos, instrumentos tradicionais como flauta e a mandolina por exemplo, coros épicos, voz limpa, gutural e rasgada, aqui há tudo para todos os géneros, tudo executado de uma maneira simples e grandiosa e certamente que ninguém ficará indiferente ao ver que está tudo misturado na perfeição.

Para os interessados: http://www.mediafire.com/?captnweqmsqhphl

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Silent Stream of Godless Elegy, Folk Metal da Republica Checa

Oriundos da Republica Checa, os Silent Stream of Godless Elegy sao uma banda de Folk Metal e com este novo registo vao marcar a sua devida posição entre as bandas mais interessantes dentro do género. Návaz é o sucessor do EP de 2006 Osameli e mostra-nos um lado de Folk Metal desconhecido pela maioria dos apreciadores deste subgénero do Metal, os fãs de Finntroll, Korpiklanni e de outras bandas de Folk Metal podem ao inicio estranhar porque o que os Silent Stream of Godless Elegy fazem não tem nada a haver com uma Trollhammeren dos Finntroll ou uma Happy Little Boozer dos Korpiklaani, não é aquela musica festiva que consegue pôr-nos em cima de uma mesa do pub a dançar e ter em cada mão uma caneca de cerveja, o que está aqui é Folk moldado em torno da musica tradicional da Morávia, é uma região da Europa central, mais concretamente na Republica Checa, terra natal da banda.

Logo no inicio ve-se algo que vai espantar algumas almas, pelo que já pude ouvir dos seus trabalhos mais antigos a banda sempre intercalou as suas musicas entre o Inglês e o Checo mas aqui, talvez numa tentativa de ser afirmarem, eles cantam inteiramente na sua língua natal e digo-vos, antes de ouvir esta banda eu nunca tinha ouvido nada em Checo mas pelo menos dentro deste género fica algo de muito bom, á medida que forem ouvindo Návaz vão logo ficar admirados pelo beleza e a melodia impregnada em cada musica, as vozes chegam por vezes a ser calmas, subtis e por vezes sedutoras e em outros momentos podemos ouvir um bocado de voz gutural mas nada de exagerado, já mostrei musicas desta bandas a pessoas que não gostam de voz gutural e á medida que foram ouvindo este registo estavam tão atentas a ouvir que nem repararam.

Link do cd para os interessados: http://www.mediafire.com/?g1lmbexibbpsoo2

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Arafel - For Battles Once Fought

Bem do centro de Tel Aviv, Israel chega-nos Arafel, banda que mistura diferentes elementos dentro do Folk e Black Metal Melodico e compõe tudo em musicas dignas de uns valentes headbang’s. Arafel em hebraico significa nevoeiro mas também é usada como referencia ao apocalipse, neste caso as letras estão bem distantes de um futuro apocalipse, lendas, fantasia e misitcismo são alguns dos temas abordados por esta banda que já existe desde 1997 mas so que em 2003 se tornou mais activa.

Agora em 2011 a banda lança o seu terceiro longa-duração “For Battles Once Fought”, ao irem buscar bocados daqui e dali de bandas como Eluveitie e uns Immortal (lançamentos mais recentes) os Arafel apresentam aqui um bom leque de grandes malhas que vai deixar muitos fãs do género a pedir por mais e muitos certamente que irão voltar a por a tocar este registo assim que acabarem de o ouvir. Excelentes riffs, solos bem sólidos e os violinos em certos momentos consegue-se ouvir um bocado das influências de onde a banda reside, não há que não gostar disto.



Download para os interessados: http://www.mediafire.com/?16k88iqb1apgi1a

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Crippled Black Phoenix, os novos Pink Floyd

O último registo dos Crippled Black Phoenix lançado no último ano foi uma das muitas pérolas que ficou de parte de muitas listas de melhores do ano, Rock Progressivo com claras influências dos mestres Pink Floyd.

Estar a comparar Crippled Black Phoenix com Pink Floyd é uma comparação absurda logicamente, mas ao olharmos para o trabalho que estes Britanicos têm feito desde 2004 é impossível não se notar as muitas semelhanças de sonoridade entre bandas, então neste último registo, “I, Vigilante” as parecenças são mais que muitas.

Assim que a musica “Troublemaker” começa e logo que entra a voz os mais entendedores vão logo pensar ‘isto são músicas que os Pink FLoyd guardaram durante anos e decidiram lançar agora mas com outro nome’, mas não, os Crippled Black Phoenix são das poucas bandas actuais que conseguem trazer de volta o que melhor se fazia de Rock Progressivo nos anos 70. “Fantastic Justice” é de um certo modo uma interdule ao separar as duas musicas mais épicas deste trabalho.

We Forgotten Who We Are” e a “Bastogne Blues” são as músicas-chave deste trabalho, alem de serem as duas com maior duração ao ultrapassarem os 10 minutos são as que melhor demonstram do que esta banda é capaz ao misturar Rock Progressivo com Post-Rock inovador, épico é mesmo a palavra que melhor descreve cada musica.

Como encerramento uma (enormíssima) cover de uma musica dos Journey da fase inicial da carreira em que faziam Rock Progressivo, só ao quarto 4º cd com a saída de Robert Fleischman e com a entrada de Steve Perry é que a banda chegou aos top’s te todo o mundo ao ir numa onda de Hard Rock e ao criar clássicos como "Any Way You Want It" e a "Don't Stop Believin'". "Of A Lifetime" foi a música escolhida para o pequeno tributo, retirada do primeiro cd da banda Californiana a música sofre pequenas mudanças, o som de guitarra torna-se mais limpo e a voz é cantada por uma senhora cujo nome é Charlotte Nicholls e que neste ultimo trabalho também toca violoncelo.

Para os interessados deixo aqui o link para o download:
http://www.mediafire.com/?7t8oiatssgrc9rh

domingo, 28 de novembro de 2010

Katatonia no Incrivel Almadense 26/11/10

Frio, bastante frio, foi o que marcou o dia do regresso dos Katatonia a Portugal desde a sua última vinda ao nosso país o ano passado na primeira edição do festival Vagos Open Air. Como dizia, o tempo com temperaturas a rondar os 10º graus fez-se sentir mas não foi uma barreira intransponível para os fãs de Katatonia, todos responderam á chamada, Incrivel Almadense cheio, muito convívio á porta e dentro do recinto e a banda não fez por menos e apresentou uma setlist sólida a passar por quase toda a discografia dando mais ênfase nos trabalhos mais recentes como o The Great Cold Distance de 2006 e o trabalho que vinha a ser apresentado, o Night Is the New Day que já data de 2009.

Como abertura nada melhor que retirar duas musicas do mais recente trabalho, a “Day and Then the Shade” e a “Liberation”, que conseguiu sacar os primeiros headbangs da noite foram as escolhidas, de seguida uma das mais aclamadas do reportório dos Katatonia, “My Twin”, vinda directamente do The Great Cold Distance, com esta a banda já tinha o publico na palma da mão ao ver muitos dos presentes a cantar a letra.

Com “Onward Into Battle”, “The Longest Year”, “Soil's Song”, cujo refrão levou muita gente á loucura e a “Omerta” tudo de seguida deu para umas viagens no imaginário. Em “Teargas” viu-se a boa disposição que a banda tinha a tocar as suas músicas, aliás, por toda a noite a banda foi sempre muito comunicativa e sempre tiveram a puxar pelo público. “Saw You Drown” e a “Idle Blood”, esta ultima mais parece um pequeno tributo aos grandes amigos da banda os Opeth, mantiveram toda a gente relaxada o suficiente para bombástica “Ghost of the Sun”, os headbangs foram muitos e a sorte dos presentes é que não haviam la os habituais jovens que tem vindo a estragar a maioria dos concertos de metal dos últimos anos.

“Evidence” e “Criminals” com o mesmo registo melódico/pesado da última musica a ser tocada continuaram a jornada deixada pela “Ghost of the Sun” ao manterem o concerto a reviver o registo Viva Emptiness de 2003, com a “July”, uma das músicas mais entoadas da noite ficou fechada a primeira parte do concerto. Para o encore a banda deixou “For My Demons”, “Forsaker” e a “Leaders” para um final de concerto em grande.

O guitarrista Per “Sodomizer” Eriksson, que também é o guitarrista dos Bloodbath foi sempre um dos elementos mais animados em cima do palco, sempre com boa disposição a puxar pelo publico e a fazer poses para os fotógrafos, no encore ao vir já sem tshirt deu para ver que ele é um fã de Merciful Fate graças á tatuagem no peito da capa do clássico Don't Break the Oath. Jonas Renkse na voz e Anders "Blakkheim" Nyström na guitarra são os membros fundadores dos Katatonia e também são membros dos Bloodbath foram das maiores estrelas da noite e Daniel Liljekvist na bateria e Niklas "Nille" Sandin no baixo completam a banda que deu um show do outro mundo, é para rever e para por na lista de melhores do ano.

1.Day and Then the Shade
2.Liberation
3.My Twin
4.Onward Into Battle
5.The Longest Year
6.Soil's Song
7.Omerta
8.Teargas
9.Saw You Drown
10.Idle Blood
11.Ghost of the Sun
12.Evidence
13.Criminals
14.July

Encore:
15.For My Demons
16.Forsaker
17.Leaders
Fotografias cedidas por: Andreia Silva