quinta-feira, 15 de julho de 2010

Deep Purple no Coliseu de Lisboa 14/07/2010

Grande noite para os amantes de Hard Rock, os Deep Purple são ao lado dos Black Sabbath e dos Led Zeppelin os responsáveis pelos melhores hinos de Hard Rock/Heavy Metal da história.

O concerto abriu de rompante com a 'Highway Star', sendo o hino que é todos os presentes conhecem por isso a loucura foi logo de inicio com toda a gente a a saltar ou a fazer headbang. Durante o concerto a banda desfilou clássico atrás de clássico, 'Strange Kind Of Woman', 'Maybe I’m A Leo', na 'Fireball' assim que Ian Paice começa a tocar na bateria mais parecia um terramoto tal as vibrações que se sentiam no ar. Seguiu-se 'Mary Long', 'No One Came', 'Perfect Strangers' que conseguiu sacar muitos headbangs do público. Durante o refrão da ‘Space Truckin’ o Coliseu quase vinha abaixo, nesta ninguém perdoou, "Come on, Come on, Come on, let's go Space Truckin" dito a pulmões cheios deixou certamente muita gente sem voz, antes do encore tivemos direito ao que se calhar é o maior clássico destes avôs do Rock, toda a gente conhece o riff da 'Smoke On The Water' por isso a reacção foi instantânea. Para o encore tivemos a grande 'Speed King' seguida da tradicional 'Hush', que para os mais distraídos é uma cover de Billy Joe Royal, e para acabar em grande a classica 'Black Night '.

Ian Gillan foi um senhor, sempre bem disposto em palco, tanto ele como os seus colegas via-se nos sorrisos de cada um que eles gostam de fazer o que fazem, e ainda bem, a musica deve ser feita por prazer, mas como dizia, Ian Gillian mesmo já indo nos seus 64 anos ainda continua com uma poderosíssima voz que por diversos momentos ate acompanhou o guitarrista Steve Morse com os seus poderosos berros enquanto que Steve tirava uns quantos solos, durante o concerto, a idade foi um factor á parte, Ian esteve sempre de um lado para o outro a puxar pelo publico e em algumas situações ate andou a saltar em palco.

Roger Glover eram um dos mais bem dispostos, sempre com um sorriso na cara, teve o seu grande momento na Hush quando teve direito a uns minutos para mostrar que ele também tem técnica com um solo de baixo fazendo ate com que a certa altura que o publico fizesse diversos "heys, heys".

Ian Paice foi um mostro na bateria, assim que ele ia ao pedal a vibração era tanta, os 62 anos que tem ainda não lhe pesam, por diversos momentos também teve direito a uns quantos mini solos, durante a 'Speed King' teve os seus minutos a solo pondo muita gente a fazer air drums.

Steve Morse, que tem sido o substituto do eterno Ritchie Blackmore deu um show monumental, riff atrás de riff, solos de deixar muitos presentes de boca aberta, improvisos em quase todas as musicas, ontem a guitarra dominou, ate dominou demasiado porque era o instrumento com o volume mais elevado tendo ate mesmo tapado por completo a voz de Ian Gillan em diferentes momentos, na 'Well Dressed Guitar', que para quem não sabe, é um pequeno instrumental onde o que se destaca mais é mesmo a guitarra, aqui o Steve não perdoou dando asas á imaginação e estendendo o mais que possível a musica, na parte final, para quem conhece a musica, o ritmo é perfeito para acompanhar com palmas, e foi isso mesmo que aconteceu, todos os presentes estavam sintonizados, tal era a festa que todos os holofotes do Coliseu foram ligados para a banda ver que toda a gente estava ali para vê-los.

Don Airey, pianista, so esta com a banda de 2002 mas isso não lhe tirou protagonismo nenhum, tal como os seus companheiros ele tambem deu show, após a 'No One Cam'e ele teve direito a uns minutos para mostrar o que vale no piano, entre momentos de inspiração ate houve espaço para tocar a 'Cheira bem, cheira a Lisboa', claro que neste momento já estava toda a cantar a musica.

Estes Senhores deram uma lição a muitas bandas jovens de hoje em dia que chegam a um concerto tocam tudo á pressa e que nem se mexem em palco.

O público foi cinco estrelas, eu estive nas grades e não senti os tradicionais empurrões a matar vindos de trás, finalmente um concerto onde toda a gente se portou bem, cada pessoa esteve no seu lugar a curtir á sua maneira, do que vi não houve mosh, o que houve muito foi saltos, air guitars (mas houve alguem não tenha feito air guitar quando o Steve Morse sacava um solo??), headbangs houve com fartura, palmas a acompanhar os ritmos, houve de tudo e mais alguma coisa, sem duvida um dos melhores concertos do ano com casa esgotada, eu sou alto, a certa altura olho para trás pa plateia, cheia, bancadas, cheias, camarotes, ate no ultimo piso de todos havia gente, não cabia mais ninguém. Fossem crianças de 8 anos ou idosos na casa dos 70 anos, toda a gente estava ali para um concerto de puro Hard Rock/Heavy Metal como já não se faz há muito tempo.

Após o grande concerto que foi, nada melhor do que comprar um tshirt como recordação, enquanto estava na fila de espera, diversas pessoas vieram ter comigo porque queriam fotografar a setlist que eu tinha conseguido, uma dessas pessoas era um homem de 45 que estava acompanho do filho de 9 anos e da filha que tinha 15 anos, o brilho nos olhos e a alegria estampada na cara deles conseguia por muita gente contente, enquanto que o homem ligava a maquina eles olharam para a setlist e começaram a falar mesmo á fãs, "esta foi a loucura", "esta é a minha preferida", "eu sei a letra desta", digo-vos, ver aqueles miúdos á minha frente com aquela alegria toda após terem visto Deep Purple ao vivo mostra que ainda há esperança na juventude dos dias de hoje, assim que o pai deles tira a fotografia viro-me para os miúdos, "entao, gostaram?", e os dois ao mesmo tempo, "Siiim,", lindo.

Highway Star
Things I Never Said
Strange Kind Of Woman
Maybe I’m A Leo
Rapture Of The Deep
Fireball
Contact Lost
When A Blind Man Cries
Well Dressed Guitar
Mary Long
Lazy
No One Came
Keyboard Solo
Perfect Strangers
Space Truckin
Smoke On The Water
--------------------------
Speed King
Hush (Billy Joe Royal cover)
Black Night

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Optimus Alive 08/07/2010

Pois bem, assim que houve o cancelamento de Heaven And Hell enfiei logo na cabeça que não iria por os pés no Alive deste ano, ir dar 50 euros so para Faith No More era um bocado… pois bem, ontem era cerca das 14:30, uma amiga minha virasse e diz ‘tenho aqui na last fm um gajo a vender dois bilhetes para o dia de hoje a 30 euros’, eu após reflectir um bocado e ter ido ver o tempo la disse a ela para combinar com o tal gajo, se tivesse como Segunda ou Terça o mais certo era ficar em casa. La fomos ter com o gajo, compramos os bilhetes, fomos pitar qualquer coisa e depois fomos po recinto, chegamos la e já passava das 18:00, já pensávamos que iríamos ficar ca pa trás, entramos, fomos ver os preços das tshirt’s, fomos beber uma cola e ao irmos pa perto do palco vimos na grade mais afastada do palco um espaço para duas pessoas mesmo no meio, fomos na boa para la, sem pressas e puff, ficamos la o resto da tarde/noite.

Concertos: Biffy Clyro, nem aqueceu nem arrefeceu, eles ainda conseguiram sacar os primeiros ‘saltos-empurrões’ do publico mas não foi o suficiente para aquecer o pessoal para o que vinha ai, os nossos Portugueses Moonspell que desta vez trouxeram (finalmente) Anneke van Giersbergen que já tinha gravado com a banda algumas musicas. Este foi o meu 4º concerto deles e mesmo tendo a convidada que teve acabou por ser fraquinho, houve falhas no som dos micros, a energia da banda em palco esteve muito fraca e quanto á setlist, mesmo so tendo menos de uma hora creio que a falta da ‘Everything Invaded’ é um erro enorme, é a par da Alma Matter - já agora, a homenagem a Ronnie James Dio alem de bonita era também previsível - as melhores musicas que a banda tem no seu reportório que ao vivo conseguem sempre melhores reacções do publico, publico esse que não reagiu assim muito ás musicas dos Moonspell porque claramente eles eram a banda mais mal posta neste dia.

Alice In Chains, não me importo em dizer que nunca ouvi a fundo o que este banda já fez, sim pode ser um grande erro meu mas prontes, eu posso não conhecer a maioria das letras das musicas mas sei a grande maioria das batidas e sempre deu para acompanhar com uns quantos headbangs. Quanto aos Kasabian, destes conheço zero, ainda tentei ouvir com atenção para ver se poderia gostar mas esqueçam, aborrecimento completo, ate me deu o sono.

Alice In Chains:

Rain When I Die
Them Bones
Dam That River
Again
It Ain't Like That
Check My Brain
Your Decision
No Excuses
Lesson Learned
Acid Bubble
We Die Young
Man in the Box
Would?
Rooster

Faith No More, ui, que bomba, o Senhor Mike Patton arrebentou aquilo tudo, de todos os concertos que já vi na vida nunca tinha visto um vocalista com mais energia em palco do que o Bruce Dickinson, mas o Mike.. este sempre de um lado po outro, a rebolar-se no chão, o homem tanto ia de graves para agudos ou de voz limpa a berros de arranhar a garganta em menos de um segundo, ele alem louco de louco também tem a sua quota parte de cómico, tantas as vezes ao longo do concerto em que usou a palavra caralho, fosse para o publico cantar ‘porra, caralho, porra, caralho, porra, caralho..’, ou então á musica dedicada ao maior caralho em Portugal, que segundo o Mike, é também um palhaço de primeira e que toda gente no recinto ontem concordou.

Faith No More:

Midnight Cowboy (John Barry cover)
From Out of Nowhere
Be Aggressive
The Real Thing
Evidence
As The Worm Turns
Last Cup of Sorrow
Cuckoo for Caca
Easy (The Commodores cover)
Midlife Crisis
The Gentle Art of Making Enemies
Ashes to Ashes P
Ben (Jackson 5 cover)
King for a Day
Epic
Just a Man

Encore:
Chariots of Fire (Vangelis cover)
Stripsearch
Surprise! You're Dead!

Encore 2:
Caralho Voador

Neste video eu quando vai ter com o publico ele ficou frente a frente comigo mais a minha amiga:



Uma coisa que quero mesmo referenciar foi a grande atitude do publico, sim, podem ter havido momentos em algumas bandas em que o publico não cantou ou acompahou com palmas algumas musicas mas o mais importante foi que pela primeira vez nos últimos 4/5 anos deu para se estar num concerto sossegado, mesmo tendo havido um bocado de ‘saltos-empurroes’ esses quase nem chatearam ninguem, os constantes esmagamentos que se tem visto nos últimos anos em festivais e concertos ontem não houveram, cada pessoa esteve no seu lugar a cantar, saltar, bater palmas, etc, todos puderam ter um grande dia, e eu que tive mesmo nas grades não senti nada, a única vez em que houve empurrão foi quando o Mike veio ter com o publico e pôs-se quase á minha frente, assim que o homem chega ali foi a loucura, tudo a querer tocar no homem, eu ainda lhe toquei nos dedos mas houve quem conseguisse ate lhe tirar os sapatos quando ele decidiu lançar-se ás feras, ou como o Mike disse depois ‘que bestias’.

sábado, 3 de julho de 2010

Ozzy Osbourne - Scream


Digo desde já que antes de ouvir este cd não estava á espera deste grande conjunto de musicas porque nos últimos anos a carreira deste Senhor do Heavy Metal esteve um bocado em baixo.

A primeira coisa que notamos é a falta de Zakk Wylde na guitarra, para quem conhece a carreira de Zakk nos Black Label Society e tenha ouvido os últimos trabalhos de Ozzy Osbourne, é mais que notório as parecenças de uma banda para a outra, o estilo do Zakk Wylde, a maneira como ele cospe da guitarra os fabulosos riffs que cria é exactamente igual, é por isso que o Ozzy decidiu ‘libertar’ o Zakk Wylde, porque os últimos trabalhos da sua carreira a solo estavam a ficar mais como cds de covers dos Black Label Society.

Para este trabalho, que sucede ao Black Rain que já data de 2007, Ozzy decide ir buscar nada mais e nada menos do que Gus G, que so para terem uma ideia, alem de ter a sua banda, os Firewind que praticam um bom Power Metal, ele também já trabalhou com os Nightrage, Arch Enemy e Dream Evil contribuindo com alguns solos de guitarra em alguns dos cds de cada banda. Na primeira audição da primeira musica do cd é bastante claro que este é um dos registos mais pesados da carreira de Ozzy a solo e também o melhor dos últimos anos desde o magistral ‘No More Tears’. O tradicional Heavy Metal mistura-se aqui com um Hard Rock musculado que irá agradar a muitos fãs que tenham gostado de um dos grandes cds do ano passado, ‘The Devil You Know’ dos Heaven And Hell, banda do falecido Ronnie James Dio.

‘Let it Die’ inicia logo com um mini solo de Gus G mesmo a dizer ‘o Zakk já foi, agora sou eu quem manda aqui’, nesta música a voz inconfundível do Ozzy so se nota nos refrões, para completar, a musica tem um dos muitos solos que Gus G inseriu neste primeiro trabalho com Ozzy. ‘Let Me Hear You Scream’ é daquelas músicas que encontramos em todos os cds de Heavy Metal dos anos 80 onde os refroes conseguem por toda a gente num concerto a cantar em coro, "Let me hear you scream like you want it! (Want it!) / Let me hear you yell like you mean it! (Mean it!) / If you're gonna go down: Go loud! / Go strong! / Go proud! / Go on! / Go hard or go home!" irá ser certamente responsavel por alguns recintos partidos.

‘Soul Sucker’ faz-nos pensar, ‘entao, mas o Zakk foi embora ou não?’, é que os riffs aqui presentes são a característica principal do ex. guitarrista do Ozzy. ‘Life Won’t Wait’ mostra-nos a versatilidade de Ozzy, se nas primeiras músicas vemos um Ozzy frontal e a usar todas as energias que ainda possuiu aos 61 anos de idade, nesta musica ele dá-nos o seu lado mais melódico. ‘Diggin' Me Down’, ‘Crucify’ e ‘Fearless’ passam de rompante mostrando que Ozzy ainda está ai para as curvas e que ele não é aquele homem desengonçado que se tem visto nos últimos anos na tv.

‘Time’, é a par da ‘Let Me Hear You Scream’ a melhor musica deste registo, aqui vemos Ozzy Osbourne no seu melhor como já não se via há mais de 10 anos a quando da altura em que gravou o mítico ‘No More Tears’, aliás, este pode ser considerada a ‘No More Tears’ deste trabalho, tal a energia que ela transmite tal como a musica de 1991 que dá o nome ao cd em que ficou gravada.

‘I Want It More’ é a musica mais Hard Rock daqui, mesmo perfeita para uns quantos headbangs. ‘Latimer's Mercy’ segundo o próprio Ozzy é uma musica sobre a vida de Robert Latimer, que é um agricultor que em 1993 matou a sua própria filha, Tracy, que na altura tinha 12 anos e que sempre viveu em agonia porque durante o parto ele esteve privada de oxigénio durante vários minutos e isso levou a que ele ficasse incapacitada, tanto mentalmente como fisicamente, e devido a operações a que foi sujeita ao longo dos anos ela tinha varias costuras no corpo e que tinham que ir sendo controladas com medicamentos, medicamentos esses que a família não tinha como comprar, um dia o pai dela já não conseguia aguentar ver mais a filha a sofrer e decidiu leva-la para a carrinha, ligou uma mangueira ao escape e pôs a outra ponta dentro da cabina e deixou-a sufocar ate á morte, segundo o pai, ele fez aquilo por amor á filha e disse que os poucos medicamentos que ela tomava eram apenas uma forma de tortura. A musica é basicamente o Ozzy a contar como se fosse se ele tivesse no lugar do agricultor, “I won’t say I’m sorry / I can’t bring you back but I can’t leave you helpless / I’ll make the pain rest in peace / I’ll turn off the light and / Swallow your last breath / so close your eyes, fall asleep / Trust me, I’d never hurt you”.

O cd encerra com ‘I Love You All’, que são uns poucos segundos de agradecimento do Ozzy para os seus fãs.

Para concluir, está aqui um dos melhores de Heavy Metal do ano tal como foi o ‘The Devil You Know’ o ano passado, mas ate agora no que toca a Heavy Metal o cd do Blaze Bayley tem dominado este estilo, agora so falta é agora esperar pelo que os gigantes britânicos, os Iron Maiden, nos tem para oferecer.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nachtmystium - Addicts Black Meddle Part II

Os Nachtmystium juntam o psicadélico e o experimentalismo ao seu black metal, saindo do processo com um conjunto de temas que nunca perde o sentido de melodia, morbidez ou agressividade, muita gente ate já os considera os ‘Pink Floyd do Black Metal’.

Este é daqueles albums que em determinados dias poderá soar fantástico enquanto que noutros um aborrecimento enorme devido ás diferentes composições em praticamente todas as musicas, por isso para se poder ouvir isto com bons ouvidos é preciso estar mentalmente preparado para receber seja o que for por mais estranho que seja.

Para os mais atentos, a banda, tal como tinha feito no trabalho anterior, faz no titulo do cd mais uma referencia ao famoso cd dos Pink Floyd, ‘Meddle’, e também em jeito de homenagem a intro “Cry For Help” é apenas um daqueles momentos melancólicos que podemos encontrar em todos os cds dos Pink Floyd. Esta é a segunda parte da viagem psicadélica dos Nachtmystium que mais um vez contam com a ajuda do multifacetado musico, produtor e engenheiro de som Sanford Parker, baixista dos Minsk e que nos últimos anos tem estado associado a diferentes projectos de Sludge e Doom.

Neste registo, a nível instrumental, é preciso referir os diversos pormenores e arranjos que algumas musicas contêm, isto ta feito para agradar tanto a gregos como a troianos, mantendo as vozes á ‘Black Metal’ as irritantes mas viciantes "Ruined Life Continuum" e a "Nighfall" fazem-nos lembrar algumas bandas desta nova vaga de Rock Alternativo (que toda a gente conhece como Indie Rock), para alguém com conhecimentos dentro Rock Alternativo irá notar facilmente que a "Ruined Life Continuum" leva-nos ao mundo dos The Killers e a "Nighfall" faz lembrar uns Franz Ferdinand, e em outras musicas podemos ate sentir um bocado de Joy Division no ar.

De todas as musicas destaco uma que é a minha preferida e que é a que está apresentada no vídeo do artigo, a “No Funeral”, creio que uma musica, supostamente dita, de Black Metal nunca tenha ficado tão estranha como esta, mantendo as vocais rasgadas característica do estilo, a parte instrumental remonta-nos ao mundo do de uns Killing Joke em inicio de carreira com o seu Post-Punk aqui a ser fundido com Black Metal resultando numa combinação perfeita, para frequentadores de bares góticos ou bares onde simplesmente passem Metal preparem-se porque esta musica de um dia para outro pode começar a ser ouvida por ai.

“Addicts” com os seus riffs e solos de guitarra limpos e com a voz do Senhor Blake 'Azentrius' Judd a ser menos cuspida e mais cantada torna-a na musica mais ‘soft’ do álbum e a “The End is Eternal” mostra o fantástico trabalho que Sanford Parker consegue fazer com os sintetizadores. “Blood Trance Fusion” é uma musica a meio tempo que a meio da sua viagem nos mostra uma pequena copia/referencia do ‘Crust-Punk’ que tem sido feito nos últimos anos pelos Darkthrone. A última musica, “Every Last Drop", é uma mistura do rock psicadélico dos Pink Floyd com o ‘Doom Drone’ de uns Sunn 0))), mesmo para fechar em grande.

Resumidamente, está aqui um dos cds do ano de metal extremo e para mim é mesmo um dos melhores do ano a nível geral, já não ouvia algo assim tao ‘diferente’ há já muito tempo, é criativo e inovador, todas as musicas são únicas com a sua própria composição por isso não há mais a pedir. 9/10

Quem quiser ouvir: http://www.mediafire.com/?3qkygjzm5j3

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cynic no Musicbox 16/06/2010

Quando no ano de 1993 os Cynic lançaram o Focus ninguém esperaria o que iria acontecer desde então, o culto todo que se formou á daquele portentoso álbum de Death Metal Técnico/Progressivo ate aos dias de hoje é algo de fabuloso, por isso quando a banda anunciou que para 2008 haveria novo trabalho todos os fãs da banda ficaram entusiasmados por poderem vir a ter uma nova oportunidade de ver a banda ao vivo a tocar o Focus e também algum material novo.

Antes deste ultimo concerto eles já tinha cá vindo o ano passado ao festival Vagos Open Air, eu (infelizmente) não fui mas pelas ‘reviews’ que li em fóruns na internet a banda tocou o mítico álbum na integra com as musicas desse a serem intercaladas com as do ultimo trabalho de originais, o Traced In Air, e desta vez eles repetiram a mesma façanha para um Musicbox esgotado.

Paul Masvidal, o eterno guitarrista/vocalista da banda foi sempre o líder nesta noite de Metal Técnico que segundo ele, estava com problemas com a garganta e foram varias as vezes vê-lo a por um spray pela boca a adentro, mas não foi isso que o impediu de mostrar o que vale. Desde o regresso da banda em 2008, Tymon Kruidenier tem sido o grande substituto nas ‘growls’ que no Focus ficaram registas por Tony Teegarden (também ex.pianista da banda), e com Robin Zielhorst no baixo e o ‘monstro’ Sean Reinert em grande na bateria (durante o concerto aquilo parecia uma aula de bateria, tantas eram as pessoas a fazer air drums) completam a banda que na quarta á noite mostraram o que de bom se faz na musica nos dias de hoje.

‘Veil of Maya’, ‘How Could I’, e ‘Uroboric Forms’ do Focus, ‘Evolutionary Sleeper’, ‘Integral Birth’, ‘King Of Those Who Know’ e ‘Adam's Murmur’ do Traced In Air foram as musicas que mais ficaram marcadas para a historia do concerto tal era a reacção que cada uma dava no publico, fosse com air guitars, headbangs, air drums, palmas a acompanhar a bateria em alguns momentos mais lentos ou ate mesmo coro para dar uma ajuda ao Paul Masvidal.

Quanto á setlist era a que já se sabia, tocaram o Focus e o Traced In Air na íntegra e ainda foram buscar a nova musica que está no Re-Traced EP, a ‘Wheels Within Wheels’. A banda iniciou o concerto tocando o Focus pela ordem do cd, depois eis que chega a vez do Traced In Air, mas no caso deste, eles decidiram mudar umas ordens.

Em relação ao concerto em si não há muita coisa a dizer alem de que foi brutal, como fundo havia projecções em tela com os diferentes artworks dos cds da banda, mas os Cynic não são banda de espectáculo mas sim de mostrarem as suas capacidades por isso os apontamentos não são muitos, o som estava perfeito, nem muito alto nem muito baixo, todas as musicas foram tocadas na perfeição tal como estão registas nos cds, neste momento, dos elementos que gravaram o Focus, só sobram o Paul (vocalista) e Sean Reinert (bateria) mas ontem á noite todos os elementos da banda estiveram bem e quem não foi perdeu uma enorme oportunidade de ver um grupo cheio de talento a mostrar o porquê do Focus - e o Traced In Air certamente que o irá ser também - se ter tornado um álbum de culto.

No fim do concerto consegui com que o Paul e o Sean, sendo eles os únicos membros originais, me autografassem o Focus e o Traced In Air, e como prometido não saí de lá sem uma tshirt e o novo EP, ao comprar as duas coisas ainda me ofereceram um poster da tour.

1.Veil of Maya
2.Celestial Voyage
3.The Eagle Nature
4.Sentiment
5.I'm but a Wave To...
6.Uroboric Forms
7.Textures
8.How Could I
9.Nunc Stans
10.The Space For This
11.Evolutionary Sleeper
12.Wheels Within Wheels
13.King of Those Who Know
14.Adam's Murmur
15.Nunc Fluens
16.Integral Birth

(Mas mesmo assim nao tenho a certeza de esta ser a setlist)

Este é mais um para os votos de final do ano para melhor concerto.

Quem nao conhece a banda e quiser ouvir aqui estao os downloads para os cds da banda:

Focus (1993): http://www.mediafire.com/?mcljywtr2nm
Traced In Air (2008): http://www.mediafire.com/?2hemwhz2uxy
Re-Traced (2010): http://www.mediafire.com/?vbdz03ytc3a