segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rock In Rio 2010, dia 30

Antes de mais é preciso fazer uma referência á entrada no recinto, foi uma vergonha, as entradas estão marcadas para as 16:00 mas so ás 16:30 é que as pessoas puderam começar a entrar, devido a todos os preconceitos a que a musica pesada está liga a revista é sempre feita ate ao mais pequeno buraco do cu á procura de tudo o que seja a mais pequena peça de ferro, depois das minuciosas revistas as pessoas ainda ficaram ate ás 17:20 á entrada do recinto a torrar mais um bocado debaixo do sol abrasador, assim que aquilo abriu foi a loucura, muita gente começou logo com os empurrões, se as portas já tivessem abertas assim que as revistas começaram a entrada poderia ser mais ordeira.

Soulfly liderados pelo mítico vocalista/guitarrista e fundador da banda Sepultura, o Senhor Max Cavalera durante uma hora eles sempre souberam puxar pelo o publico, eram moshs, crowsurf, saltos, palmas, coros com referencias futebolistas, tudo servia para fazer uma enorme festa, com passagens pelas diferentes fases da banda uma coisa que se notou é que as pessoas não se esqueceram qual foi a banda que o Max fundou antes dos Soulfly, quando a banda tocoupor exemplo a ‘Roots Bloody Roots’ olhávamos para direita ou para a esquerda era mais que notório que todas as pessoas presentes conheciam aquela musica.

“Vocês são do caralho”, foi a frase preferida que o Max usou durante o concerto a agradecer ao público a boa reacção a todas as musicas.

Intro - B.F.W.H.
Intro - Prophecy
Intro - Primitive
Seek n' Strike
Bleed/ Tree Of Pain
Refuse Resist
Bloodbath & Beyond
L.O.T.M./ Walk
Porrada (solo bateria)
Troops of Doom
Unleash
Attitude
Roots
Jump
Eye For an Eye

Depois tivemos os Reis do Rock ‘n’ Roll, Lemmy Kilmister, Phil Campbell e Mikkey Dee mostraram a muitos dos jovens presentes que o verdadeiro espírito do Rock ‘n’ Roll está bastante vivo. Como em todos os concertos, a já mítica frase de introdução: ‘We are Motörhead and we play Rock ‘n’ Roll’ deu o mote para o que seria uma hora de puro Rock sempre a rasgar. Com clássicos misturados por outras musicas mais recentes, os Motörhead de tudo fizeram para mostrar ao publico quem manda, e não foi uma falha técnica nos instrumentos logo na primeira musica, a ‘Iron Fist’ que os fizeram abrandar, ‘Rock Out’, ‘Metropolis’, ‘Over The Top’ e a ‘One Night Stand’ seguida de um solo de guitarra do Phil Campbell deixaram muita gente louca. No final da ‘In The Name Of Tragedy’ pudemos ver um enorme solo do baterista Mikkey Dee acompanhado por uns circle pits.

Já no fim tivemos a ‘Going To Brazil’ com dedicação a todos os brasileiros presentes ali (para ter sido um grande momento so faltava os Motörhead chamarem os Soulfly ao palco) e depois a sequencia ‘Killed By Death’ + ‘Ace Of Spades’ + ‘Overkill’ fechou um enormíssimo concerto dos veteranos do Rock.

Para a despedida, uma ultima palavra do Senhor Lemmy: “Don't forget us... We are Motorhead and we play rock'n'fuckin'roll".

Iron Fist
Stay Clean
Be My Baby
Rock Out
Metropolis
Over The Top
One Night Stand (solo guitarra)
Thousand Names
Cradle To The Grave
In The Name Of Tragedy
Going To Brazil
Killed By Death
Ace Of Spades
Overkill

Megadeth não vi o concerto todo porque andava a passear pelo recinto, mas mesmo assim conseguia ouvir o concerto, as guitarras como sempre estavam perfeitas, quando á voz do Dave Mustaine continua esquisita como sempre, eu nunca fui apreciador da voz dele, então ontem meu deus, no Priest Feast o ano passado no Pavilhão Atlântico, mesmo com os problemas acústicos que toda a gente sabe que o PA tem, ele ai esteve bem melhor.

Trust
In My Darkest Hour
Skin Of My Teeth
Holy Wars
Hangar 18
Five Magics
Poison Was The Cure
Tornado of Souls
Rust In Peace... Polaris
Headcrusher
Sweating Bullets
A Tout Le Monde
Symphony Of Destruction
Peace Sells... (But Who's Buying?)

Rammstein so vi cerca de 35/40 min por causa da bloeia, que mais uma vez agradeço, os Rammstein nunca foram uma banda que me fizessem ir gastar dinheiro so neles por isso ontem já deu pa dar um cheirinho e deu para ver perfeitamente que ao vivo eles arrebentam tudo, com o seu ‘Metal Industrial’ eles sabem bem como animar o publico.

Intro
Rammlied
Bückstabü
Waidmann
Keine Lust
Feuer Frei
Wiener Blut
Oh No (Frühling In Paris)
Ich Tu Wir Weh
Du Riechst So Gut
Benzin
Links
Du Hast
Pussy
Sonne
Haifisch
Ich Will

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Scorpions - Sting In The Tail

Já está anunciado há varios meses o fim dos Scorpions e para isso eles decidiram gravar um ultimo cd, e que cd, Hard Rock poderoso misturado com Heavy Metal capaz de deixar muita gente viciada neste ultimo registo de um dos maiores nomes de sempre da Alemanha.

Este é um álbum tipicamente á Scorpions, Hard Rock puro a rebentar por todo o lado, guitarras limpas, refrões ‘catchy’, Klaus Meine a provar mais uma vez que é um dos melhores e claro as muito desejadas baladas que nunca podem faltar num cd dos Scorpions.

“Raised On Rock” abre de rompante o cd e qualquer pessoa que conheça minimamente Scorpions irá notar que o início da música tem um cheirinho muito forte a “Rock Like A Hurricane” que é provavelmente o maior clássico da banda.

“Sting In The Tail”, alem de ser o titulo do cd esta é mais uma das muitas dezenas de referências que os Scorpions fizeram ao nome da banda em várias musicas ao longo da sua longa carreira, infelizmente esta é a musica menos bem conseguida do cd.

“Slave Me”, Hard Rock puro e duro com batidas capazes de arrebentar muitas aparelhagens se o volume for posto no máximo.

“The Good Die Young”, uma das melhores musicas deste registo é acompanhada com a voz da Senhora Tarja Turunen, que para quem não sabe foi durante largos anos a principal vocalista da banda de Metal Gotico os Nightwish, a Senhora só acompanha o Senhor Klaus nos refrões mas a sua presença nota-se bastante ao dar um certo ar de orquestra com a sua poderosa voz que mostrou durante muitos anos nos Nightwish.

“No Limit” e “Rock Zone” são daquelas músicas que conseguem deitar um estádio abaixo, batidas cheias de energia, riff’s simples mas magistrais e refrões a pedir para toda a gente acompanhar, sem duvida das melhores musicas do cd.

“Lorelei”, aqui vê-se a voz de Klaus Meine no seu melhor, com uma guitarra acústica no início vê-se logo o que ai vem, mais uma grande balada dos que são os reis das baladas, a única coisa que não põe esta música ao lado da “Send Me An Angel” ou da “Wind of Change” é so mesmo a falta de um daqueles solos bem ‘heavy’.

“Turn You On”, parece que a banda rejuvenesceu, a energia que a banda transmite nesta musica é muita e no que toca ao riff principal então isso meu deus, que delicia, e depois para completar esta loucura nada mal do que um daqueles solos de deixar as pessoas de boca aberta.

“Sly”, nao ha muito a dizer, é mais uma das muitas magnificas baladas que os Scorpions fizeram na sua carreira, o que esta musica tem de interessante é a historia que originou a sua criação, segundo Matthias (guitarrista), dois anos depois do sucesso que foi a musica “Still Loving You”, um casal Francês foi ter com ele á porta de um dos concertos que a banda deu na tour ‘Love at First Sting Tour’ e mostraram-lhe uma foto da bebé deles e disseram-lhe que ela se chamava ‘SLY’ em homenagem á musica “Still Loving You”, ele durante largos anos gravou aquele momento na memoria, so que passado 20 anos aconteceu uma coisa que ele pensava nunca poderia acontecer, em 2007 quando os Scorpions foram dar um concerto em França ele voltar a reencontrar o casal so que desta vez a filha de 20 anos estava com eles, ele ficou muito emocionado com a situação que depois foi contar ao vocalista Klaus e que depois em género de homenagem ele decidiu escrever a musica.

“Spirit Of Rock”, sendo esta uma das últimas musicas que os Scorpions nos irão deixar, eles, tal como o nome indica, decidiram mostrar-nos o seu verdadeiro espírito ‘Rockeiro’, após uns 45 longos anos a energia ainda é muita e tal como o refrão indica: ‘In the spirit of rock we never die’ os Scorpions irão ser eternos porta estandartes do verdadeiro Hard Rock.

“The Best Is Yet To Come”, eis que chegamos á ultima musica, a ironia no titulo é muita mas o titulo poderá ser uma referencia á extensa tour que a banda está a fazer á já alguns meses e que durante alguns anos irá percorrer o maior numero de países para uma ultima despedida da banda aos seus fãs. Este cd tem três músicas de destaque, a primeira que nos mostra o melhor que os Scorpions fizeram ao longo da sua carreira misturando o Hard Rock com o Heavy Metal, “The Good Die Young” dá-nos a grandiosidade da banda quando ouvimos aquele refrão orquestral e esta ultima que é a despedida mistura bem um pouco das suas simbólicas e magistrais baladas com as suas batidas poderosas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Orphaned Land no Santiago Alquismista 01/05/2010

Este foi daqueles concertos em que uma pessoa não sabe ao certo o que vai encontrar porque a banda em questão não é a típica banda de Metal com os elementos todos vestidos de preto e com as tshirts das suas bandas preferidas e cuja sonoridade das suas musicas se assemelham a outras tantas bandas, o que os Orphaned Land tem feito desde sempre tem sido algo único, pegam em Death Metal, um bocado de Black Metal, dão-lhe um toque de progressivo e depois usando algumas sonoridades culturais do seus pais eles criam algo simplesmente único e que mais nenhuma banda tem feito.

Com esta segunda vinda ao nosso pais eles vieram apresentar o seu ultimo cd, ‘The Never Ending Way Of ORwarriOR’, entrando em palco com vestimentas a relembrar algumas religiões, a pessoa que mais se destacava era mesmo o vocalista da banda Kobi Farhi que apareceu em palco vestido de Jesus Cristo, mas segundo ele, a meio do concerto ele ajudou a clarificar o publico, ‘Just in case, i’m not Jesus Christ’, foi com esta boa disposição e cheios de energia que os Orphaned Land deram um daqueles concertos que vai ficar na memoria de muitos durante ao algum tempo. Com passagens por todos os seus cds a banda sempre soube como animar o público, fosse a pedir palmas a acompanhar as batidas vindas do baterista Matan Shmuely, baterista este que teve o seu momento de destaque ao ter a meio do concerto direito a uns minutos para mostrar a solo do que ele vale, fosse batidas lentas ou rápidas, tanto faz, ele deixou certamente muita gente de boca aberta e conseguiu ate mesmo arrancar alguns ‘headbangs’ ao publico, mas como dizia, a festa ontem foi enorme, os ja famosos ‘Ei, ei, ei,..’ estiveram presentes claro, houve muitas air guitars graças aos solos épicos e aos riffs contagiantes que o senhor Yossi Sassi Sa'aron nos mostrou, e a banda ate conseguiu o feito de meterem o publico todo do Alquimista a saltar, na ultima musica do concerto, como tinha de ser para a noite acabar em grande a banda pediu a toda a gente para saltar, ‘we played this song in more than 30 countries and in every countrie everybody on the public, PA system, drink bar, i really mean everybody jumped, so for this not to be different let’s go’, assim que a musica arrebenta ninguém se fez de tímido, so visto mesmo, era o publico ca em baixo e o pessoal do semi piso tudo a saltar para acabar assim um que pode muito bem ter sido um dos melhores concertos de 2010 e quanto a mim foi sem duvida um dos melhores concertos a que ja assisti, quanto ao publico so não esteve melhor composto (o Alquimista ficou a meia casa) porque tivemos fim-de-semana de SWR Barroselas, antes do encore ainda tivemos um exclusivo, tocaram a ‘The Beloved's Cry’ mais uma pequena parte da 'The Storm Still Rages Inside', é a minha musica do Mabool, eu adorava que eles tivessem tocado esta, tem um solo de guitarra de mais de 6 minutos, aquilo é epico.

Para acabar a noite nada melhor que puder ir conversar com os elementos da banda, ouvir algumas histórias sobre o país deles, depois algumas fotos tiradas, alguns autógrafos em bilhetes, posters, cds, setlists, ou seja, tivemos o pacote todo, é por estas e por outras que o Alquimista é um dos melhores sítios para concertos em Lisboa, o palco fica ao nível do publico por isso há logo mais interacção banda-publico do que em concertos como o Coliseu de Lisboa ou o Pavilhão Atlântico onde o palco está a quase dois metros acima do chão e a mais de 3 do publico, e depois ha isto de haver a interacção no fim com a banda.

No início da noite tivemos os Thee Orakle que com a sua fusão de Death/Doom/Gothic Metal abriram bem a noite, não ha nada de mal a apontar a eles, tiveram uma boa prestação que so não teve melhor reacção por parte do publico porque via-se claramente para quem o publico foi ver ao Santiago Alquimista, na ultima musica deles ‘Allchemy Awake’ foi chamado ao palco o guitarrista principal dos Orphaned Land, Yossi "Sassi" Sa'aron para com a ajuda de um instrumento original do seu pais puder dar um cheiro de Orphaned Land á noite e assim ajudar os Thee Orakle a acabar bem o seu concerto.



Setlist de Orphaned Land


Lado esquerdo topo: Matti Svatitzki (guitarrista)
Lado direito topo: Uri Zelcha (baixista)
Centro esquerdo: Matan Shmuely (baterista)
Centro direito: Yossi Sassi Sa'aron (guitarrista principal)
O ultimo é do vocalista Kobi Farhi, os estranhos símbolos significam ‘Jesus Cristo’ em Hebraico, após o grande concerto que foi em pedi-lhe em jeito de brincadeira se era possível ele pôr por baixo do nome ‘Jesus Christ’, ele preferiu escrever assim e eu agradeço.


Setlist de Thee Orakle
Do lado esquerdo é um autografo do Pedrão Silva (vocalista) e do lado direito é um autografo da Mika Cardoso (vocalista).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Warning - Watching From A Distance

Não, este cd não saiu este ano, este lançamento foi uma das últimas pérolas de 2006 e que eu (infelizmente) só descobri á pouco tempo numa das minhas viagens pelo mundo da Internet.

Os Warning foram uma banda de Doom Metal notória pelo seu som melódico e progressivo com seus ritmos a meio tempo, pela voz cativante 100% limpa ao melhor estilo tradicional e pelas suas letras obscuras e depressivas. O vocalista é a alma da banda, vai de tons extremamente graves até os mais agudos, interpretando cada letra com uma habilidade incrível e emocionante. Eles lançaram dois registos, primeiro o “The Strength To Dream” em 1999, mas do que eu quero falar é do “Watching From A Distance”, o álbum é uma ‘obra prima depressiva’ do princípio ao fim, é provavelmente um dos cds que mais me emocionou tanto pelo seu ambiente como também pela emoção transmitida pelas letras apresentadas através da grande voz do vocalista Patrick Walker que canta com paixão e mostra que não é preciso andar a berrar o tempo todo para se considerar que a sua musica seja dolorosa, apenas basta cantar através do coração. As 5 músicas do álbum são longas mas nada aborrecidas, elas mantêm uma qualidade única que depois no final ficamos a pensar que 50 minutos afinal é pouco tempo.

A minha música preferida é a Footprints, basta só uma audição desta música e ficamos logo rendidos á portentosa voz do Patrick Walker.

Download do cd: http://www.mediafire.com/?gnyajmm0zff
(Para quem não sabe como fazer, basta carregar onde diz ‘Click here to start download..’ e depois é so fazer guardar)

Para quem quiser so ouvir uma musica deixo aqui a minha preferida, Footprints:



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cathedral - The Guessing Game

Um álbum duplo nos dias de hoje é sempre algo notável e os 85 min que são apresentados neste lançamento não deixarão nenhum fã de Metal decepcionado, mistura de Doom com Stoner muito bem conseguido marcam bem este que pode muito bem ser o melhor registo dos Cathedral até á data.

O The Guessing Game começa com a intro ‘Immaculate Misconception’, logo no inicio ouvimos uns gemidos femininos seguido de um riff de uma só nota que é acompanhado com uns arranjos orquestrais. De seguida temos a primeira faixa a sério, ‘Funeral of Dreams’, com o seu riff poderoso inicia bem esta jornada de Doom Metal. Logo após chega-nos uma das grandes bombas que este lançamento tem, ‘Painting In The Dark’ inicia com uma ‘mini introdução’ de uma freira: “Well, if this is reallity you could stick it, i’m off to go doing some painting in the dark”; a música em si é toda numa batida de Hard Rock cheia de groove e o solo final é daqueles que consegue deixar as pessoas de boca aberta a pensar de onde saiu esta maravilha. ‘Death of an Anarchist’ é Doom puro tal como os Cathedral sabem fazer desde á muitos anos para cá e nesta música a voz do grande Lee Dorrian faz-se notar e muito atingindo diferentes notas, para o fim deixaram algo que ninguém esperaria de uma típica música de Doom, uma pequena (grande) ‘cavalgada’, talvez tenha sido um momento de inspiração que tiveram quando estiveram no estúdio a gravar esta faixa. A faixa-titulo deste cd é nada menos que um pequeno ‘filler’ instrumental so para acalmar as hostes após a loucura que se viveu no fim da música anterior. ‘Edwige's Eyes’ é outras das bombas que nos cai em cima ao ouvirmos este cd, com o seu Doom Psicadélico e com a dureza do Stoner Metal muito bem misturado é puramente um clássico “á Cathedral” com as claras influencias em Black Sabbath com os seus riffs poderosos, para os desconhecidos esta música representa tudo o que os Cathedral tem feito na sua carreira. O primeiro disco encerra com a ‘Cats, Incense, Candles & Wine’, uma música que de Doom não tem nada, parece claramente que só faria sentido num cd de Rock Progressivo dos anos 70.

Quanto ao segundo disco começa com mais uma pequena intro de 2 minutos, ‘One Dimensional People’, Doom Psicadélico para nos preparar para o que ainda nos resta. ‘The Casket Chasers’ não diria que é mais uma das bombas que este lançamento nos tem para oferecer, esta é a grande bomba que este lançamento nos tem para oferecer, uma intro mesmo para partir uns quantos pescoços seguido de uma batida e de riffs poderosos de Stoner sempre a rasgar, nesta música o Doom foi deixado de lado, pura loucura do principio ao fim, sem duvida a melhor musica deste registo. ‘La Noche Del Buque Maldito (Aka Ghost Ship Of The Blind Dead)’ segue a mesma entoada da ‘The Casket Chasers’ com o seu ritmo electrizante. ‘The Running Man’ tem um ritmo a meio tempo de Stoner misturado com umas samples que parecem saídas de um parque de diversões, o resultado ate que está engraçado. Com a ‘Requiem For The Voiceless’ chegamos ao ponto alto deste registo no que toca a Doom Metal. Para acabar esta grande aventura temos a ‘Journeys Into Jade’, basicamente segue a mesma onda de Stoner/Doom, do minuto 6:32 até 9:32 temos um pouco de silencio para depois no fim ouvirmos umas palavras do vocalista Lee Dorrian.

So um pequeno ponto, este registo é um daqueles lançamentos ‘on-growing’, ou seja, cresce a cada audição, quem não conhece nada de Cathedral e for ouvir este ultimo trabalho da banda eu aconselho a ouvir no mínimo umas 3 ou 4 vezes porque são muitas coisas para descobrir ao longo destes 85 min repartidos por 2 cds, a banda ate podia muito bem meter isto tudo num só cd, tirando as duas intros de cerca de 2 minutos de cada cd e os cerca de 3 minutos de silencio da ‘Journeys Into Jade’ isto cabia perfeitamente num único cd mas não é este pequeno pormenor que vá conseguir deitar abaixo este grandioso lançamento, é sem duvida mais uma pérola deste ano. 9/10