quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cathedral - The Guessing Game

Um álbum duplo nos dias de hoje é sempre algo notável e os 85 min que são apresentados neste lançamento não deixarão nenhum fã de Metal decepcionado, mistura de Doom com Stoner muito bem conseguido marcam bem este que pode muito bem ser o melhor registo dos Cathedral até á data.

O The Guessing Game começa com a intro ‘Immaculate Misconception’, logo no inicio ouvimos uns gemidos femininos seguido de um riff de uma só nota que é acompanhado com uns arranjos orquestrais. De seguida temos a primeira faixa a sério, ‘Funeral of Dreams’, com o seu riff poderoso inicia bem esta jornada de Doom Metal. Logo após chega-nos uma das grandes bombas que este lançamento tem, ‘Painting In The Dark’ inicia com uma ‘mini introdução’ de uma freira: “Well, if this is reallity you could stick it, i’m off to go doing some painting in the dark”; a música em si é toda numa batida de Hard Rock cheia de groove e o solo final é daqueles que consegue deixar as pessoas de boca aberta a pensar de onde saiu esta maravilha. ‘Death of an Anarchist’ é Doom puro tal como os Cathedral sabem fazer desde á muitos anos para cá e nesta música a voz do grande Lee Dorrian faz-se notar e muito atingindo diferentes notas, para o fim deixaram algo que ninguém esperaria de uma típica música de Doom, uma pequena (grande) ‘cavalgada’, talvez tenha sido um momento de inspiração que tiveram quando estiveram no estúdio a gravar esta faixa. A faixa-titulo deste cd é nada menos que um pequeno ‘filler’ instrumental so para acalmar as hostes após a loucura que se viveu no fim da música anterior. ‘Edwige's Eyes’ é outras das bombas que nos cai em cima ao ouvirmos este cd, com o seu Doom Psicadélico e com a dureza do Stoner Metal muito bem misturado é puramente um clássico “á Cathedral” com as claras influencias em Black Sabbath com os seus riffs poderosos, para os desconhecidos esta música representa tudo o que os Cathedral tem feito na sua carreira. O primeiro disco encerra com a ‘Cats, Incense, Candles & Wine’, uma música que de Doom não tem nada, parece claramente que só faria sentido num cd de Rock Progressivo dos anos 70.

Quanto ao segundo disco começa com mais uma pequena intro de 2 minutos, ‘One Dimensional People’, Doom Psicadélico para nos preparar para o que ainda nos resta. ‘The Casket Chasers’ não diria que é mais uma das bombas que este lançamento nos tem para oferecer, esta é a grande bomba que este lançamento nos tem para oferecer, uma intro mesmo para partir uns quantos pescoços seguido de uma batida e de riffs poderosos de Stoner sempre a rasgar, nesta música o Doom foi deixado de lado, pura loucura do principio ao fim, sem duvida a melhor musica deste registo. ‘La Noche Del Buque Maldito (Aka Ghost Ship Of The Blind Dead)’ segue a mesma entoada da ‘The Casket Chasers’ com o seu ritmo electrizante. ‘The Running Man’ tem um ritmo a meio tempo de Stoner misturado com umas samples que parecem saídas de um parque de diversões, o resultado ate que está engraçado. Com a ‘Requiem For The Voiceless’ chegamos ao ponto alto deste registo no que toca a Doom Metal. Para acabar esta grande aventura temos a ‘Journeys Into Jade’, basicamente segue a mesma onda de Stoner/Doom, do minuto 6:32 até 9:32 temos um pouco de silencio para depois no fim ouvirmos umas palavras do vocalista Lee Dorrian.

So um pequeno ponto, este registo é um daqueles lançamentos ‘on-growing’, ou seja, cresce a cada audição, quem não conhece nada de Cathedral e for ouvir este ultimo trabalho da banda eu aconselho a ouvir no mínimo umas 3 ou 4 vezes porque são muitas coisas para descobrir ao longo destes 85 min repartidos por 2 cds, a banda ate podia muito bem meter isto tudo num só cd, tirando as duas intros de cerca de 2 minutos de cada cd e os cerca de 3 minutos de silencio da ‘Journeys Into Jade’ isto cabia perfeitamente num único cd mas não é este pequeno pormenor que vá conseguir deitar abaixo este grandioso lançamento, é sem duvida mais uma pérola deste ano. 9/10

terça-feira, 13 de abril de 2010

Blaze Bayley - Promise And Terror

Eis mais um grande cd do vocalista que na década de 90 teve uma breve passagem pelos Iorn Maiden. Após o (clássico) The Man Who Would Not Die que data de 2008 eis que chega ao mercado algo impossível, ou seja, um disco ainda com mais energia, para quem só conhece o trabalho do Blaze nos Iron Maiden esqueçam esses cds, o que ele tem feito desde então tem sido provar a muita gente que a passagem dele nos Iron Maiden não foi negativa e que ele é um grande vocalista. Promise And Terror é a nova proposta dele, um disco de Heavy Metal puro, o cd abre logo com a ‘Watching the Night Sky’ e ai vê-se que ele não está para brincadeiras, muita rapidez e um grande alcance vocal nos refrões. Seguem-se as ‘Madness and Sorrow’, ‘1633’ e a ‘God Of Speed’, três faixas que ao vivo de certeza que conseguem levar ao rubro muita gente. Com ‘City Of Bones’ eis que chega o melhor do cd, com um refrão poderoso: “You fight / You stand and fight / Fight for your life / Stand and fight, stand and fight, for your life”, o Blaze mostra quem manda por aqueles lados, e para o derradeiro toque antes do solo (solo esse que consegue por toda a gente a fazer headbang) ele puxa por toda a sua voz num momento épico. ‘Faceless’ fica marcada pela sua rapidez e a ‘Time To Dare’ tem um daqueles riffs deliciosos que assim que ouvimos nos fica na cabeça durante dias sempre a bombar. ‘Surrounded By Sadness’ é a balada acústica de serviço, muita paixão tanto no refrão como no solo de guitarra. ‘The Trace Of Things That Have No Words’ é aquela bomba que começa lenta e que acaba por nos arrebentar os miolos pela rapidez e por cada bomba que sai de cada vez que o Blaze abre a boca: “Nothing can numb this pain / nothing can fill this void / Nothing can heal this wound, nothing can hide this scar / Nothing is what I have, nothing is all that's left / Nothing is what I am, if I am without you...”. O cd acaba com ‘Letting Go Of The World’ que começa com um som acústico e que continua com uns riffs poderosos sobrepostos com a grande voz do Blaze, com ‘Comfortable In Darkness’ este grande cd encerra com uma ‘balada-pesada’ para o pessoal puder descansar um pouco após tanta loucura. 9/10

segunda-feira, 29 de março de 2010

Epica no Incrivel Almadense 28/03/2010

E mais uma vez o Incrível Almadense pintou-se de preto desta vez para a receber a banda de Metal Gótico, os Épica.

Após o cancelamento o ano passado devido a problemas vocais da Senhora Simone Simons, os Épica voltaram para a estrada mais fortes que nunca para arrebentar com tudo o que é recinto por onde passam.

O concerto em si foi bom, muita comunicação banda publico, praticamente todos os presentes sabiam as musicas de cor, musicas essas que eram do novo cd (Design Your Universe) entrelaçadas com algumas antigas, entre elas a Cry for the Moon que deve ter sido onde o publico se fez mesmo mostrar que estavam todos presentes para um noite em cheio.

A noite em si so não foi totalmente em cheio porque os instrumentos estavam mal nivelados, principalmente as guitarras, as musicas dos Épica estão todas cheias de melodias e solos de guitarra épicos so que na noite passada não deu para se ouvir muito isso, o que se pode ouvir mais foi a voz da Simone e a bateria do Senhor Ariën van Weesenbeek que teve momentos de pura loucura ao longo do concerto onde acabava algumas músicas com uns quantos solos.

Mas em termos gerais foi uma boa noite, Incrível a rebentar pelas costuras, os Épica cheios de força para compensar o concerto cancelado e um copo de cerveja na mão, que mais se pode pedir? concertos de Metal todas as semanas no Incrível? Sim, por favor.

Samadhi
Resign To Surrender
Sensorium
Unleashed
Martyr Of The Free Word
The Imperial March
Mother Of Light
Cry For The Moon
Drum Solo - Ariën Van Weesenbeek
Tides Of Time
Sancta Terra
The Obsessive Devotion
Kingdom Of Heaven

Encore:
The Last Crusade
Quietus
Consign To Oblivion

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mono no Musicbox 09/03/2010

Que noite monumental.

Na primeira parte, a mostrar que por cá também se faz pós-rock/metal de qualidade superior, os setubalenses Löbo aproveitam a ocasião para mostrar de que é feita a sua ‘Alma’, para encerrar a noite, os Mono, eles são daquelas bandas que conseguem fazer uma banda-sonora para um filme que não existe, a não ser nas suas próprias cabeças e nas de quem os ouve. Todo o ambiente gerado e toda a melancolia vivida foi fruto do seu pós-rock cunhado na perfeição com arranjos orquestrais de se tirar o chapéu, eles conseguem elevar a fasquia de algo que já parecia que já não tinha nada para se inventar.

Foi daqueles concertos em que apetecia ficar mesmo ali a noite toda até de madrugada a ouvir aquela simples mestria, do principio ao fim sempre fomos bombardeados com peças instrumentais monumentais, quase todas as musicas longas tocadas na noite de ontem tiveram um ambiente fantástico, ambiente esse que era gerado na perfeição ate á chegada do clímax de cada musica, clímax esse que punha sempre as pessoas presentes a fazer headband ou ate mesmo a fechar os olhos e ficar a sonhar sobre algo bom da vida ao som de musica que pode parecer simples mas nem sempre o simples é sinonimo de musica pobre.

01 Ashes in the Snow
02 Burial at Sea
03 The Kidnapper Bell
04 Pure as Snow (Trails of the Winter Storm)
05 Sabbath
06 Yearning
07 Follow the Map
08 Halcyon (Beautiful Days)
09 Everlasting Light

Mono:
Takaakira "Taka" Goto - Guitarra
Tamaki - Baixo
Yoda - Guitarra
Yasunori Takada - Bateria


Ashes In The Snow:


The Kidnapper Bell:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Antonio Arroio RIP (Fotografias)



2º piso - salas de gráficos do Curso de Design de Comunicação
1º piso - salas de Projecto do Curso de Design de Produto
R/C - salas de Projecto do Curso de Design de Produto e oficina de madeiras/metais


Oficina de madeiras/metais


Oficinas de Cerâmica











Conselho Directivo, salas de video e fotografia do curso de Comunicação Audiovisual

Antonio Arroio RIP Report

(As legendas sao a dizer o que era cada espaço antes das obras)