terça-feira, 13 de abril de 2010

Blaze Bayley - Promise And Terror

Eis mais um grande cd do vocalista que na década de 90 teve uma breve passagem pelos Iorn Maiden. Após o (clássico) The Man Who Would Not Die que data de 2008 eis que chega ao mercado algo impossível, ou seja, um disco ainda com mais energia, para quem só conhece o trabalho do Blaze nos Iron Maiden esqueçam esses cds, o que ele tem feito desde então tem sido provar a muita gente que a passagem dele nos Iron Maiden não foi negativa e que ele é um grande vocalista. Promise And Terror é a nova proposta dele, um disco de Heavy Metal puro, o cd abre logo com a ‘Watching the Night Sky’ e ai vê-se que ele não está para brincadeiras, muita rapidez e um grande alcance vocal nos refrões. Seguem-se as ‘Madness and Sorrow’, ‘1633’ e a ‘God Of Speed’, três faixas que ao vivo de certeza que conseguem levar ao rubro muita gente. Com ‘City Of Bones’ eis que chega o melhor do cd, com um refrão poderoso: “You fight / You stand and fight / Fight for your life / Stand and fight, stand and fight, for your life”, o Blaze mostra quem manda por aqueles lados, e para o derradeiro toque antes do solo (solo esse que consegue por toda a gente a fazer headbang) ele puxa por toda a sua voz num momento épico. ‘Faceless’ fica marcada pela sua rapidez e a ‘Time To Dare’ tem um daqueles riffs deliciosos que assim que ouvimos nos fica na cabeça durante dias sempre a bombar. ‘Surrounded By Sadness’ é a balada acústica de serviço, muita paixão tanto no refrão como no solo de guitarra. ‘The Trace Of Things That Have No Words’ é aquela bomba que começa lenta e que acaba por nos arrebentar os miolos pela rapidez e por cada bomba que sai de cada vez que o Blaze abre a boca: “Nothing can numb this pain / nothing can fill this void / Nothing can heal this wound, nothing can hide this scar / Nothing is what I have, nothing is all that's left / Nothing is what I am, if I am without you...”. O cd acaba com ‘Letting Go Of The World’ que começa com um som acústico e que continua com uns riffs poderosos sobrepostos com a grande voz do Blaze, com ‘Comfortable In Darkness’ este grande cd encerra com uma ‘balada-pesada’ para o pessoal puder descansar um pouco após tanta loucura. 9/10

segunda-feira, 29 de março de 2010

Epica no Incrivel Almadense 28/03/2010

E mais uma vez o Incrível Almadense pintou-se de preto desta vez para a receber a banda de Metal Gótico, os Épica.

Após o cancelamento o ano passado devido a problemas vocais da Senhora Simone Simons, os Épica voltaram para a estrada mais fortes que nunca para arrebentar com tudo o que é recinto por onde passam.

O concerto em si foi bom, muita comunicação banda publico, praticamente todos os presentes sabiam as musicas de cor, musicas essas que eram do novo cd (Design Your Universe) entrelaçadas com algumas antigas, entre elas a Cry for the Moon que deve ter sido onde o publico se fez mesmo mostrar que estavam todos presentes para um noite em cheio.

A noite em si so não foi totalmente em cheio porque os instrumentos estavam mal nivelados, principalmente as guitarras, as musicas dos Épica estão todas cheias de melodias e solos de guitarra épicos so que na noite passada não deu para se ouvir muito isso, o que se pode ouvir mais foi a voz da Simone e a bateria do Senhor Ariën van Weesenbeek que teve momentos de pura loucura ao longo do concerto onde acabava algumas músicas com uns quantos solos.

Mas em termos gerais foi uma boa noite, Incrível a rebentar pelas costuras, os Épica cheios de força para compensar o concerto cancelado e um copo de cerveja na mão, que mais se pode pedir? concertos de Metal todas as semanas no Incrível? Sim, por favor.

Samadhi
Resign To Surrender
Sensorium
Unleashed
Martyr Of The Free Word
The Imperial March
Mother Of Light
Cry For The Moon
Drum Solo - Ariën Van Weesenbeek
Tides Of Time
Sancta Terra
The Obsessive Devotion
Kingdom Of Heaven

Encore:
The Last Crusade
Quietus
Consign To Oblivion

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mono no Musicbox 09/03/2010

Que noite monumental.

Na primeira parte, a mostrar que por cá também se faz pós-rock/metal de qualidade superior, os setubalenses Löbo aproveitam a ocasião para mostrar de que é feita a sua ‘Alma’, para encerrar a noite, os Mono, eles são daquelas bandas que conseguem fazer uma banda-sonora para um filme que não existe, a não ser nas suas próprias cabeças e nas de quem os ouve. Todo o ambiente gerado e toda a melancolia vivida foi fruto do seu pós-rock cunhado na perfeição com arranjos orquestrais de se tirar o chapéu, eles conseguem elevar a fasquia de algo que já parecia que já não tinha nada para se inventar.

Foi daqueles concertos em que apetecia ficar mesmo ali a noite toda até de madrugada a ouvir aquela simples mestria, do principio ao fim sempre fomos bombardeados com peças instrumentais monumentais, quase todas as musicas longas tocadas na noite de ontem tiveram um ambiente fantástico, ambiente esse que era gerado na perfeição ate á chegada do clímax de cada musica, clímax esse que punha sempre as pessoas presentes a fazer headband ou ate mesmo a fechar os olhos e ficar a sonhar sobre algo bom da vida ao som de musica que pode parecer simples mas nem sempre o simples é sinonimo de musica pobre.

01 Ashes in the Snow
02 Burial at Sea
03 The Kidnapper Bell
04 Pure as Snow (Trails of the Winter Storm)
05 Sabbath
06 Yearning
07 Follow the Map
08 Halcyon (Beautiful Days)
09 Everlasting Light

Mono:
Takaakira "Taka" Goto - Guitarra
Tamaki - Baixo
Yoda - Guitarra
Yasunori Takada - Bateria


Ashes In The Snow:


The Kidnapper Bell:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Antonio Arroio RIP (Fotografias)



2º piso - salas de gráficos do Curso de Design de Comunicação
1º piso - salas de Projecto do Curso de Design de Produto
R/C - salas de Projecto do Curso de Design de Produto e oficina de madeiras/metais


Oficina de madeiras/metais


Oficinas de Cerâmica











Conselho Directivo, salas de video e fotografia do curso de Comunicação Audiovisual

Antonio Arroio RIP Report

(As legendas sao a dizer o que era cada espaço antes das obras)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Moonspell + Bizarra Locomotiva na FIL


Grande tarde/noite na FIL, lugar um pouco estranho para toda a gente porque é raro haver lá algum concerto quanto mais um concerto de Metal embora o som ate tenha estado melhor que no Pavilhão Atlantico. Assim por olho, sim, porque é impossível de saber quantas pessoas la estiveram porque não se sabe qual é a capacidade da FIL, aquilo assim por olho parecia-me que o Coliseu de Lisboa não era suficiente para aguentar aquela gente toda que esteve com mais vantagem para a malta da velha guarda, embora eu tenha visto la pessoas de varias idades que iam desde os 7 ou 8 anos ate pessoas já com os seus 60s, tudo pronto para um grande dia.

Logo ás 17:30 (hora de abertura das portas) so estavam presentes cerca de 50 pessoas, so ai vê-se o quão descontraído ia o pessoal para este grande dia do Metal, logo á entrada tivemos os Opus Diabolicum, banda de tributo de cordas aos Moonspell a tocar alguns clássicos da banda Portuguesa para aquecer as mentes das pessoas já lá presentes.

Depois tivemos uma conferência sobre ‘O Metal e a Escrita’ com as presenças de José Luís Peixoto (escritor), Henrique Raposo (cronista do Expresso), Nélson Santos (jornalista da revista de musica pesada Loud!), Fernando Ribeiro e á ultima da hora foi chamada uma professora que dá Língua Portuguesa de secundário numa escola em Braga porque o convidado que era para vir ficou doente. Pois bem, os intervenientes falaram do que é para eles o Metal, o que bandas como Iron Maiden, Moonspell, Celtic Frost, entre outras os influenciou nas suas adolescências e o que vem influenciando numa altura em que quase todos tem filhos e empregos, falou-se também na discriminação que o Metal é ainda levado por muita gente que embora nunca tenha ouvido uma musica sequer diz logo que é so berros e que não é arte nenhuma, também ouviu-se umas comparações entre o Metal e a ‘popzinha’ de hoje em dia, cada pessoa deu a sua opinião no espaço de uma hora em que todos os ouvidos estiveram postos neles.

Lá também estava exposto uma mini exposição de fotografias que foram tiradas em alguns concertos no nosso pais de bandas como AC/DC, Metallica, Dimmu Borgir, Ozzy, Scorpions, etc, todas as fotos eram so de fotógrafos portugueses.
Antes dos concertos foi mostrado o documentario Global Metal, realizado pelo realizador Sam Dunn (que antes ja tinha feito o Metal: a Headbangers Journey e o seu ultimo trabalho foi o Flight 666 dos Iron Maiden), o documentario demostra como o Metal é vivido e tocado em paises como India, Israel, Indonésia, ou seja, aqueles paises ou ate o maior dos Metaleiros nao acredita que la se faça boa musica.

Por volta das 22:00 começou o espectáculo, os Bizzara Locomotiva entraram em palco com o seu Metal Industrial e os 45 min da sua actuação foi o suficiente para deixar todos os presentes de boca aberta e sedentos por mais uns minutinhos de uma actuação excelente cheia de energia e que teve a ajuda do Fernando Ribeiro na musica ‘O Anjo Exilado’.

Para acabar a noite, duas horas de Moonspell a desfilar tudo o que é musicas conhecidas do repertório da banda, Mephisto, In And Above Men, Nocturna, Everything Invaded, Alma Mater, From Lowering Skies, entre muitas outras, o final ficou reservado para a Full Moon Madness, nessa altura olho para o lado e uma menina de 10 anos que esteve o concerto todo ali ao meu lado a saltar, bater palmas, a fazer os horns, etc na ultima musica ela já não tinha forças para nada, a mãe dela disse-me que era o primeiro concerto dela e ela já estava exausta, eu olhei para a cara dela e ela já não estava com vontade para mais festa por isso para anima-la eu perguntei-lhe se ela queria subir para os meus ombros (já que era a ultima musica), a mãe dela também lhe perguntou se ela queria, depois de ela pensar prai uns 2 segundos ela levantou-se do chão, deu o casaco á mãe e subiu para os meus ombros para acabar a festa em grande, no final da noite ela e a mãe agradeceram-me e assim que se viraram para ir embora a alegria estampada na cara da menina era mais que notória, alegria essa que ficou certamente também marcada na memoria de todas as pessoas presentes neste que foi um grande dia.

Para acabar, só quero referir umas palavras que o Sr. Henrique Raposo disse na conferência, que foi que aquele dia poderia ser o tónico para se fazer mais dias assim com os Moonspell e mais bandas portuguesas, um mini festival anual ali mesmo na FIL com mais bandas portuguesas (bandas como Echidna, Desire, Process of Guilt, Ramp, Switchtense, Theriomorphic, etc ou seja, tudo o que há de bom no nosso pais), com os Moonspell a encabeçar o dia obviamente e que segundo ele, poderia levar o nome de Moon Fest, vamos esperar para ver se estas pequenas palavras referidas directamente para o Fernando Ribeiro poderão ser o suficiente para tal acontecimento se realizar.

"At Tragic Heights"
"Night Eternal"
"Finisterrae"
"Memento Mori"
"Southern"
"Soulsick"
"Opium"
"Herr Spiegelman"
"Everything Invaded"
"Scorpion Flower"
"Luna"
"Nocturna"
"Magdalene"
"Vampiria"
"Mephisto"
"Alma Mater"

"In and Above Men"
"From Lowering Skies"
"Blood Tells"
"Os Senhores da Guerra"
"Full Moon Madness"


Bilhete autografo pelo Fernando Ribeiro e pelo Mike Gaspar