sábado, 12 de setembro de 2009

Moonspell no Hard Rock 11/09/09

Muito bom o concerto especial que os Moonspell deram no Hard Rock em que o valor dos preços reverteu a 100% para instituições portuguesas do cancro da mama. Concerto com cerca de 300 pessoas (o espaço não dava para muito), muita comunicação banda/público, ao meu lado ficou um miúdo de 8 anos, numa das músicas eu peguei nele e pus-lo no meu ombro, assim que o pus no chão o Fernando Ribeiro pediu que o miúdo subisse ao palco e la foi o miúdo fazer headbang ao lado da banda, no final foram oferecidas palhetas, baquetas, tshirt’s, posters, sacos, tudo alusivo á banda, ate as toalhas com o suor dos membros da banda foram oferecidas, o tal rapazinho ainda teve direito a um prato da bateria do Mike, o sacana xD

...Of Dream and Drama (Midnight Ride)
Opium
Nocturna
Luna
Scorpion Flower
Ruin & Misery
Abysmo

Alma Mater
Mephisto

Ancient Winter Goddess

sábado, 29 de agosto de 2009

Between the Buried and Me - White Walls

Banda: Between the Buried and Me
Cd: Colors
Musica: White Walls

Uma boa maneira de se ver o que é ou não um bom cd é ouvindo-o do principio ao fim e prestar bem atenção á ultima musica porque ai dá para ver se a banda encheu o cd de musicas banais ou então criou uma obra-prima do principio ao fim.

Do que quero falar é do Colors, um cd que foi lançado pelos Between the Buried and Me em 2007, a banda é originalmente uma banda de Hardcore mas no Colors eles quiserem dar um toque de progressivo e o resultado final é um dos melhores cd’s feitos nesta década.

Cada musica flúi perfeitamente durante o cd todo e não há momentos mortos, ta tudo no devido lugar seja com partes com blast beast’s de Hardcore ou então grandes solos de guitarras com piano á mistura.

O final do cd como estava a dizer, neste cd é grandioso, o cd acaba com a White Walls, uma musica com cerca de 14 minutos de duração e que nos seus 4 minutos finais leva o cd ao patamar de gloria eterna entre os gigantes da musica pesada.

Este excerto da musica é tirado do cd/dvd Colors Live onde a banda tocou o cd na integra:

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Antonio Arroio RIP


Hoje passei pela António Arroio, uma escola que marcou muito a minha vida graças ás amizades que lá fiz e o muito que aprendi a vários níveis e o espanto foi enorme.

Pois é, uma das melhores escolas secundarias do nosso pais morreu, durante anos se destacou como sendo diferentes das escolas normais como o liceu Camões entre outros por ser uma escola unicamente dedicada ás artes.

Havia oficinas de Madeiras/Metais, Cerâmicas, Ourivesaria, Fotografia/Vídeo, Têxteis, Produção Gráfica, entre outras coisas que punham a escola no mapa por ter diferentes cursos.

Mas agora.. as oficinas de cerâmica já não existem, foram demolidas, as de Produção Gráfica e as de Madeiras/Metais já nem tem as janelas e algumas paredes interiores foram demolidas logo prevê-se o fim também destes cursos, Ourivesaria não sei porque as salas ficam situadas na parte de trás da escola, Têxteis já vinha desde á muitos anos para cá sempre a descer de nível porque muita gente não escolhia este curso, agora já não existe mesmo, Fotografia/vídeo, de fora não se nota diferenças mas olhando para o resto dos cursos é de supor que o destino seja o mesmo.

E segundo um aluna que ainda frequenta a escola, o ginásio principal vai deixar de ser ginásio e vai passar a ser usado para alguma coisa, o quê não se sabe, quanto ás aulas de Ed. Física parece que vão ser feitas num sitio qualquer do Areeiro.. O.o

A desculpa para estas coisas todas é que muita gente não consegue entrar todos os anos na escola devido á falta de espaço por isso vao aumentar a escola, mas o problema não é isso, o problema é que hoje em dia quem quer entrar na escola não são pessoas que gostam de artes e que adorem desenhar ou tirar fotografias o tempo todo, hoje quem lá quer entrar é malta que vão atrás dos amigos das saídas á noite e que se lhes pedirmos para fazer um desenhinho, nem são capazes de o fazer..

Após isto tudo so quero dizer que estou muito triste por isto estar a acontecer.

António Arroio RIP

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que é um momento grandioso?


Vamos imaginar ouvir a Rime Of The Ancient Mariner, é uma musica dos Iron Maiden, num veleiro dos anos 40, ao pôr-do-sol a umas centenas de milhas afastado da costa onde apenas só vês o horizonte para qualquer lado que olhes.

Pois bem, isso aconteceu a uma pessoa conhecida e pela descrição foi um momento único:

"Tudo isto para te dizer que desde o dia 18 até ontem eu fiz um estágio cientifico num veleiro, desde a costa norte de Espanha, passando por Portugal até à costa sul de Espanha.

Numa das noites quando não estava ninguém no convés eu fui para lá ouvir um bocadinho de Iron Maiden. Achei que o momento era adquado para sentir Rime Of The Ancient Mariner em pleno mar.
Olha, tu não tens noção de qual foi a sensação da coisa...
Sentei-me num ventilador qualquer e agarrei-me a uma corda de uma das velas, não estava bem equilibrada pois assim podia sentir melhor o efeito da ondulação no barco. Coloquei o meu iPod quase no volume máximo e carreguei no play...

A música começou e eu sentia-me como se fosse um marinheiro ou um pirata, sentia-me livre e uma personagem de uma história...
O sol estava a pôr-se. O cenário era perfeito, não se via nenhum vestígio da presença humana no horizonte. Aos 6:20 da música, na parte calma já estava escuro, o sol já se tinha escondido no horizonte e deusse-me um arrepio frio por todo o meu corpo...
Para além do som da guitarra, das portas a ranger, da voz fria do homem a falar eu ainda conseguia ouvir o 'FUUU' das ondas e o som do vento. M Á G I C O !!! Como se fosse um bónus à musica.

Eu estava possuida pela música, só queria gritar no momento em que o bruce volta a cantar (~7:42), eu não estava em mim.
E quando eu pensava que não podia estar mais penetrada na musica, aos 9:00 minutos quando entra a parte forte da música a ondulação começa a ser mais forte e a inclinação do barco também.
Eu nem queria acreditar, é como se a Natureza também estivesse a ouvir a música e a reagir ao mesmo tempo...

Quando a música terminou o meu coração era do tamanho de uma ervilha, estava a senti-lo tão apertado...
Eu nem sabia o que pensar ou o que fazer...

Tinha de partilhar isto..."

Sem palavras…
Up The Irons

sábado, 11 de julho de 2009

Alive 09/07/09

Alive, apesar de as bandas terem estado todas bem embora do pouco tempo que a maioria teve disponível no geral o dia foi bacano, mas um concerto para mim não basta que a banda que esteja a actuar toque bem ou não, o publico tem que estar à altura e o que aconteceu este ano no Alive foi uma vergonha, eu e a minha amiga pensávamos que íamos morrer em Lamb Of God e Machine Head e no final nem sentimos nada, atrás de mim fizeram algo que deveria ser um mosh (para quem não sabe, saltar como coelhos o tempo todo e dar encontrões ombro a ombro no ar não é mosh..) e uma espécie de wall of death (uma wall of death so arrebenta quando a musica arrebenta, coisa que demora uns segundos na Black Label dos LoG, so que como a malta que abriu a wall não conhecia a musica decidiram, nem foi arrebentar, foi terem feito o que fizeram nos mosh’s, saltos á coelho..) e ao ver aquilo so deu mesmo vontade de vomitar. O dia todo do Alive em termos de brutalidade correspondeu a prai uns 3% ou 4% da brutalidade do ano passado só de Machine Head no Rock In Rio. Se querem ir a um concerto de grande magnitude que ouçam muito sobre as bandas que estarão presentes para não irem para ali fazerem figura de urso, foi o que se viu durante Machine Head e Lamb of God, pela maneira de estar das pessoas muita mas mesmo muita gente não conhecia la muito as musicas das bandas, so o inicio da Imperium dos MH que é para gritar “Hear Me Now” devia ter sido dito por todo o publico a plenos pulmões e no final so prai 5 % do publico é que deve ter dito..

Quem não sabe estar num concerto, quem não sabe fazer mosh quando se pede mosh, quem não sabe quando se fazer mosh e quem não sabe fazer uma coisa tão simples como uma wall of death que não se metam nestas coisas, querem ir aos concertos vão á vontade mas observem e um dia participem.