sexta-feira, 10 de julho de 2009

Optimus Alive 2009 ...Headbang Motherfucker \m/

RAMP abriram muito bem as hostes do dia com uma prestação sólida com o publico a responder bem com saltos, hey’s hey’s e ate alguns “mosh’s”… mas na minha opinião como já os tinha visto antes eu preferi o concerto deles no Music Box porque como estavam a regressar de uma longa paragem a energia que tinham contida notou-se mais.

Blind
Enchantment
Dawn
How
The Cold
Hallelujah
Black Tie

Mastodon, clássicos misturados com musicas novas a dar alegrias a toda o pessoal, estava previsto eles tocarem o Crack the Skye na integra mas como os 45 min que tiveram disponíveis nem dava para tocar o cd eles decidiram por uns clássicos como Crystal Skull e a Blood & Thunder para dar um ar mais alegre ao dia.

Oblivion
Wolf is Loose
Crystal Skull
Blood & Thunder
The Czar
Crack the Skye
Iron Tusk
March of the Fire Ants

Lamb Of God, esperava-se a loucura total mas o que se viu ficou muito aquém das expectativas, boa prestação da banda dos manos Adler so que o publico não soube responder, assim do nada o que muita gente conhece como mosh, pit, circle pit’s.. desapareceu, assim do nada só se viu a malta aos saltos a dar encontrões uns aos outros de ombro e ate vi malta a bater barriga a barriga no ar, mas que raio foi aquilo??? quanto ás wall’s of death’s criadas (já que o espaço não permitia uma gigante) aquilo foi a maior estupidez já mais vista, para quem conhece a musica sabe que no inicio aquilo dá uma batida para dar tempo ao pessoal para abrir mas uma larga maioria decidiu assim que a musica começou começar a dar saltinhos como se fossem coelhos homossexuais, se os LOG não cá voltarem mais após terem visto aquelas figuras tristes não será muito estranho.
Antes que venham dizer algo sem pensar, não, eu não tive nos mosh’s (se é que se pode chamar aquilo de mosh’s) eu trabalho e no meu trabalho eu tenho que estar o dia todo em pé logo não posso dar-me ao luxo de andar ai feito maluco em tudo o que se mexe, ainda pensei ir para a wall of death que abriu mesmo atrás de mim mas ainda bem que não fui.

The Passing
In Your Words
Set To Fail
Walk With Me In Hell
Now You've Got Something To Die
For Ruin
Dead Seeds
Laid to Rest
Redneck
Black Label

HEADBANG MOTHERFUCKER

Este foi o lema escolhido que o senhor Robb Flynn dos Machine Head usou dezenas de vezes para que a malta fizesse headbang, mas após o que aconteceu com Lamb Of God não se esperava muito da parte do público, ainda assim ate houve alguns (embora poucos) momentos onde houve circle pit’s de jeito, foi durante a Davidian. Da parte dos Machine Haad nada a dizer, foi provavelmente o melhor do dia na minha opinião, para destacar o aparecimento da mãe do guitarrista Phil Demmel que é Portuguesa e que recebeu uma grande ovação do publico.

Imperium
Ten Ton Hammer
Beautiful Mourning
Old
Struck a Nerve
Bulldozer
Halo
Davidian

Slipknot, por esta altura eu já estava cá para trás e como nunca gostei desta banda logo não vi o concerto com olhos de ver, por isso não vou comentar a sua prestação nem a reacção do público, só não percebo é a função de 41% dos elementos da banda…

O que tambem nao percebo é o que os Slipknot fizeram na ultima musica que foi mandar o pessoal sentar-se no chão, alem de isso nao ter sentido e piada nenhuma muitas bandas andam a fazer o mesmo, Korn, Linkin Park, Limp Bizkit...

Quanto a Metallica devido a problemas com a boleia só vi cerca de 40 min da sua performance, do que vi pude ouvir uma ou duas músicas do novo cd e a minha opinião mantêm-se quanto ao cd, embora não tenha visto tudo não creio que tenha perdido algo que não tenha visto o ano passado já que o James Hetfield diz sempre as mesmas falas.

Quanto ao resto do dia, a entrada foi uma loucura/estupidez enorme, os seguranças queriam abrir as grades para deixar passar as pessoas por ordem só que como malta sem miolos os que estavam lá á frente como tinham tanta pressa decidiram derrubar as grades deixando tanto os seguranças como a policia em pânico logo deixando-nos mais uns 30 min á espera, já la dentro achei um bocado estranho o ajuntamento de miúdos e miúdas (cujas idades não deviam passar dos 16) na zona de impacto, via-se logo que era a estreia para muita gente num concerto, passamos então por RAMP e depois Mastodon, antes de entrarem os Lamb Of God, cerca de 50% da malta que estava na zona de impacto simplesmente saíram dali a correr, talvez pressentindo o terror que iria haver só que não foi isso que aconteceu, a estupidez foi tanta que ate dava vontade de vomitar, só aquelas wall’s, OMG, mais valia nem terem feito, de seguida foi Machine Head onde o publico teve melhor, passou por Slipknot onde não achei nada de especial a esta banda que tem 9 elementos e 4 estão ali puramente a fazer nada.. chegou Metallica e nada de novo na minha opinião, quanto ao palco não percebo porque dos Metallica usarem um palco com aquelas dimensões, mas pronto, no geral ate foi um dia agradável, para quem não foi não perdeu muita coisa a meu ver.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dream Theater + Pendragon 18/06/2009


35º de temperatura na rua, dentro do Coliseu de Lisboa a temperatura subiu acima dos 40º com casa cheia para receber os mestres do Metal Progressivo, os Dream Theater.

James LaBrie ta de regresso com a voz que tinha no Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory, ou seja, não ta com aquela voz meio fina meio esquisita com que tem vindo a gravar os últimos cd’s da banda, finalmente ta com uma voz capaz de alcançar vários níveis; Mike Portnoy, atrás daquele monstro a que chama de bateria, conseguiu um dominio na perfeição, a noite toda. Aquele homem é o que se pode chamar de besta, mesmo estando atrás daquela muralha, ele estava sempre a puxar pelo pessoal e uma coisa boa de se ver foi o modo automático com que a banda toca nos concertos, ou seja, houve uma parte no medley em que o Portnoy fingiu que ia começar a tocar e o resto da banda nem reagiu, lindo; John Petrucci, que se pode dizer mais do que ele foi o senhor da noite, solos de cortar a respiração a qualquer um dos presentes, é incrível a qualidade que este homem tem; John Myung, apesar de não ter tido muito espaço para brilhar toda a gente sabe que ele tem qualidade, ele ainda teve direito a fazer um solo mas o som reduzido que estava o seu baixo não deu para se ouvir no coliseu; Jordan Rudess, o homem das teclas, tal como Myung não teve muito espaço para brilhar mas quando a banda estava a fazer o medley eles deixaram-se levar pelo momento e ai pode-se ver do que este homem é capaz quando ele fez uma espécie de “battle” com o Petrucci, começou com o Rudess a fazer um solo seu e depois o Petrucci desatou um dos atacadores do Rudess e pôs-lhe o pé em cima, ou seja, para o Rudess não fugir, a partir dai foi a loucura, cerca de 5 minutos de um solo de guitarra entrelaçado com o som electrónico do piano portátil do Rudess, isto foi certamente um dos melhores momentos da noite.

O concerto em si foi cheio de energia com o publico a responder bem aos ritmos das musicas seja com palmas ou com “hey.. hey.. hey”, todas as musicas foram tocadas com a perfeição e mestria que toda a gente reconhece na banda, a “Beyond This Life” foi provavelmente o melhor da noite, assim que começou a loucura foi tanta que o coliseu parecia que ia abaixo, claro que ao estar no melhor cd da banda era mais que certo que pelo menos todos os ali presentes a soubessem.

Tivemos direito a ouvir uma das música que vai estar disponível no próximo cd da banda que vai sair no dia 23 deste mês intitulado de Black Clouds & Silver Linings, a musica escolhida foi a já conhecida “A Rite of Passage”, pela maneira como a música foi respondida pela parte do público vê-se que toda a gente já tem a música na ponta da língua. “Spirit Carries On” foi também uma das pérolas da noite, ao ser a melodia mais famosa da banda o publico respondeu com uma manto de isqueiros e telemóveis ligados.

Para acabar a noite, um medley de musicas da banda, passou pela “Metropolis”, depois entraram numa jam que ficou marcada com a “battle” entre Rudess e Portnoy, foi este o momento que deixou toda a gente de boca aberta, era impossível desviar o olhar, depois a “Learning to Live” e para acabar ainda deram uma passagem pela grandiosa “A Change Of Seasons” (que eu adorava ouvir inteira) foram as musicas escolhidas para terminar uma noite de luxo, no final da noite os Dream Theater provaram que são duma das melhores senão mesmo a melhor de todos os tempos no seu estilo graças á técnica, perfeição e paixão com que tocaram todas as musicas.

Os Pendragon tiveram a honra de abrir e bem a noite com o seu Hard Rock Progressivo que fez com que o público respondesse á energia que a banda transmite. Nick Barrett na guitarra, Peter Gee no baixo, Clive Nolan nas teclas e Scott Higham na bateria conseguiram em 45 minutos mostrar muito bem o que esta banda tem feito nos seus 30 anos de carreira.

Quanto ao resto do dia, na entrada do coliseu pode-se ver muitos fãs com tshirt’s já velhinhas, algumas ate datavam da tour de 1993, dentro do coliseu houve um excelente vybe entre bandas/publico, fosse a saltar, pular, cantar com os vocalistas e a loucura que foi durante certos riff’s que não deixou ninguém indiferente perante a qualidade de cada banda.

Setlist de Drem Theater:

Presence
Beyond This Life
Panik Attack
A Rite Of Passage
Constant Motion
Erotomania
Voices
Solitaryshell
Spirit Carries On
As I Am

Encore:
Medley (Metropolis / Jam / Learning to Live / A Change Of Seasons)

domingo, 14 de junho de 2009

A merda que é o Guitar Hero


Eu embora goste de jogar uns joginhos na net eu não sou um “Game Freak” mas para mim jogos como o Guitar Hero e outros do género não tem feito nada de jeito, usa-se uma guitarra, mas no final alguém aprende a tocar algo?

Para mim este jogo so veio trazer coisas negativas ao estilo chamado de Metal, hoje em dia graças a este jogo já não há aquela procura da parte dos mais jovens pelo som da sua vida, ou seja, isto é igual á Mtv e afins, é tudo incutido na cabeça das pessoas, neste caso são rapazes e raparigas com idades abaixo dos 16 anos que só porque ouvem algo saído de um jogo gostam logo, por mim ate é bom mais fãs só que o Metal sempre foi um estilo que as pessoas descobriam por si e ou gostavam ou não..

Outra das coisas más derivadas deste jogo são os concertos, caso muita gente ainda não tenha reparado, esta nova geração de putos estúpidos que percorrem todos os concertos á procura de fazer algo de diferente que eles chamam de mosh mas que so acabam por fazer m**** e armarem-se em putos sem tomates isto é tudo devido ao jogo, alguém duvida?

2 exemplos do porquê de este género de jogos ser uma merda:

5 de Fevereiro, Cine Teatro Corroios, Dragonforce + Turisas, Dragonforce é uma banda de Power/Speed Metal, Turisas é Folk Metal ou seja é pa loucura total, pois bem, indo directo ao assunto, segundo o que pessoas amigas que foram a este concerto e também li em diversos sites e fóruns nacionais, cerca de 50% da plateia desse concerto era constituída por crianças com idades a rondar os 14 e os 16 anos que foram acompanhadas pelos pais devido á presença dos Dragonforce e dos seus solos de guitarra, só que antes de Dragonforce houve Turisas que é uma banda de loucura, é tudo a moshar, correr, etc ao que levou os pais começarem ali a protestar com a malta que se queria divertir...

Se a malta já nem se pode divertir nos concertos então aonde poderemos libertar as nossas energias?

Se a partir de agora teremos de tar quietos num concerto so porque uma das bandas do dia é uma banda que aparece num jogo e as pessoas vão la ver por causa disso e vão começar a protestar então o melhor é deixar de ouvir metal..

Outro exemplo:

Quando foi o lançamento do Guitar Hero Metallica, houve numa fnac não me lembro qual foi, houve um torneio aberto a toda a gente e o vencedor ganhava um exemplar do jogo, um programa do canal AXN foi la fazer a cobertura do torneio e depois exibiu na tv uma reportagem sobre o acontecimento, estavam la os Mortallica, banda Portuguesa de tributo aos Metallica, estava também a enciclopédia Metaleira António Freitas entre outras pessoas, mas de todas as entrevistas a que eu achei mais gira foi a que fizeram ao vencedor do torneiro, perguntaram-lhe se achava o jogo muito difícil e se já conhecia as musicas (a musica que ele “tocou” foi a Creeping Death), qual foi a resposta do rapaz, “o jogo é um bocado mais difícil que os anteriores mas como já tinha ouvido a musica na Internet assim que a musica começou a tocar eu já sabia o ritmo”, assim que ouvi isto fiquei de boca aberta, é algo inexplicável.

sábado, 13 de junho de 2009

Vicios do momento


Absu - Night Life Canonization
Cynic - Integral Birth
Death – Leprosy
Desire - White Falling Room
Echidna - No Lenience In The Final Judgement
Enslaved – Havenless
Evile – Thrasher
Fleshless - To Kill for Skin
Gorod - Disavow Your God (quanto a Gorod tou viciado no cd todo mas esta musica tem um jogo de guitarras delicioso)
Heaven & Hell - Bible Black
In Vain - In the Midnight Hour
Kreator - Enemy Of God
Made Out Of Babies – Cooker
NOFX - Eddie, Bruce and Paul
Morbid Angel - Immortal Rites
Motorhead – Overkill
Nasum - Fear of the China Syndrome
Neurosis & Jarboe – Within
Obscura - Anticosmic Overload
Pestilence - Out of the Body
Poison the Well - Artists Rendering Of Me
Shining - Claws Of Perdition
Strapping Young Lad - Love?
Sublime Cadaveric Decomposition - Misleading Weapons Of Mass Destruction
Thee Orakle – Secret
Theriomorphic - Bloodied Hope
Trinacria - Travel Now Journey Infinitely
Xasthur - Suicide In Dark Serenity
Warpath – Damnation

sábado, 11 de abril de 2009

Trinacria


São um projecto da banda Enslaved em conjunto com a banda de noise Fe-Mail.
Em 2005 uma agencia governamental norueguesa de organização de eventos decidiu organizar digressões para propor a criação de trabalhos musicais e para isso decidiu contactar as duas bandas para juntas criaram algo de novo e refrescante e o resultado foram os Trinacria.

O resultado final foi uma combinação entre os dois estilos com a realização do cd Travel Now Journey Infinitely em 2008, desde que foi editado o cd tem tido muitas criticas positivas e graças a esse apoio todo que tem havido tanto ao cd como ao projecto em si ambas as bandas já disseram que o projecto tem pernas para ir mais longe do que se pensava no início que seria só a gravação de um cd para ajudar a tal organização de eventos a propor novas tendências no pais.



Travel Now Journey Infinitely é um cd que não pode ser apreciado nas primeiras audições, só após umas 10 é que se consegue ver a grandeza do eu ta ali gravado, cada musica tem o seu ritmo e historia, nada parece conjugar com o resto, parece uma compilação de diferentes musicas de muitas bandas, mas o resultado final acaba por ser excelente graças a isso mesmo.

Travel Now Journey Infinitely também é o título da última musica do cd e é ai que eu acho que os Trinacria deveriam olhar mais quando virem que é altura para fazer um novo cd, essa musica respira excelência do principio ao fim e grita épico de tal maneira que ficamos logo agarrados á musica mal ela arranca após uns cerca 2 minutos de calma.