Em celebração dos 20 anos da banda, os Simbiose vão fazer uma festa/concerto/convívio para amigos e fãs já no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h(abre as portas) na CASA DE LAFÕES Rua da Madalena, 199 - 1° andar, 1100-319 Lisboa. A entrada custa 8€.
Esta festa de celebração consiste não só num concerto da banda, mas em juntar vários videos, fotos, cartazes, tudo o que tiver relacionado com a mesma, que ao longo deste tempo marcaram a vida dos fãs. A esta festa vão-se juntar os amigos de longa data GROG , os miticos reis do death/grind que igualmente aos Simbiose iniciaram-se em 1991. Haverá tambem alguns dj´s amigos, exposição de fotografia por Carina Martins e um pequeno lanche.
Para melhorar o local em termos sonoros os Simbiose vai alugar um PA que seja digno de receber as duas bandas.
A banda pede a quem tenha informação(videos/fotos/entrevistas etc),que nos envie o material para simbiosecrust@gmail.com
Aquando do seu lançamento o ano passado não lhe dei o seu devido destaque, mas apos ter visto o seu concerto na edição do Vagos Open Air deste ano, dedico-lhe aqui umas palavras.
Qualquer pessoa que ouça Metal já ouviu na falar nos Emperor, muitos os consideram a melhor banda de Black Metal de sempre, algo que pode estar sempre em conta quando ouvimos albuns como Anthems to the Welkin at Dusk e In the Nightside Eclipse, dois marcos absolutos da musica extrema e que colocam, não só os Emperor, mas também o próprio Ihsahn, como figuras destacáveis do mundo do Black Metal.
Desde que os Emperor se separaram em 2001, Ihsahn lançou-se a numa carreira a solo e desde então já lançou três albums, The Adversary em 2006, angL em 2008 e o ano passado lançou, o que é para mim o melhor álbum da sua carreira a solo, o magistral After, um álbum que deixou muitos puristas do Black Metal a olhar de lado quando se depararam com um registo bem mais limpo que os seus antecessores, mas o grande ponto de destaque é a introdução do saxofone que só veio abrilhantar ainda mais este registo.
Jørgen Munkeby foi o músico escolhido para empregar os seus conhecimentos de saxofone neste registo, o seu trabalho pode, e deve, ser ouvido nos Shining, não os Suecos que tocam Black Metal depressivo, falo sim da banda Norueguesa que mistura Metal Avant-garde com jazz, criando uma sonoridade interessante que também captou a atenção de muita gente o ano passando quando lançaram o bastante intricado Blackjazz.
Lars K. Nordberg e Asgeir Mickelson regressam novamente aos seus lugares de baixista e baterista, respectivamente. Além da introdução do saxofone, o trabalho de guitarra da parte de Ihsahn também está mais apurado e extensivo não fosse pela adição de uma guitarra de 8 cordas, algo que o Ihsahn usa pela primeira vez nos seus trabalhos a solo.
Qualquer pessoa que já tenha ouvido este álbum concordará comigo quando digo que uma pessoa fica desde cedo colada a este trabalho ao ouvir a primeira faixa, a “The Barren Lands”, é muito difícil ficar indiferente ao ouvir um assombroso trabalho de bateria e os riffs arrepiantes misturado com a voz de Ihsahn que aqui também usa voz limpa.
“A Grave Inversed” mais parece que Ihsahn deu a Jørgen Munkeby um momento para por neste registo um bocado do que faz nos Shining. “Undercurrent” e “On the Shores” como ultima musica, alem de serem as músicas com maior duração deste trabalho, são também as faixas que demostram melhor o grande trabalho de todos os músicos que participaram neste álbum. 9.2
The Barren Lands
A Grave Inversed
After
Frozen Lakes on Mars
Undercurrent
Austere
Heaven's Black Sea
On the Shores
Como já foi dito, Ihsahn esteve presente no Vagos Open Air deste ano ao lado de bandas como Opeth, Morbid Angel e Devin Townsend, quem quiser relembrar-se do que por la aconteceu pode seguir este link: Vagos Open Air 2011: A Viagem
Muita gente pode pensar que é uma referência à icónica personagem caracterizada por Jack Lemmon no filme de 1965, o The Great Race, talvez sim, talvez não, mas só no nome, porque Professor Fate conta a história da obra literária, A Divina Comédia.
Para quem não conhece, A Divina Comédia é um poema de cariz épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 e 1321, ano em que morreu. Este trabalho possui uma visão imaginativa e alegórica sobre a vida após a morte e é dividido em três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paradiso.
Eletrónica, rock, prog, jazz, música neoclássica, musica avant-garde a rebentar pelas costuras e no meio de tudo isto ainda ouvimos momentos saídos de filmes de carater épico, um pouco de tudo pode ser ouvido neste projecto que foi criado em 2002 mas só em 2007 viu a luz do dia aquando do lançamento de The Inferno, um brilhante trabalho conceptual feito por Mick Kenney que aqui sem aventura a solo.
Mick Kenney é conhecido por ser o guitarrista, baixista, baterista, programador e produtor da banda Anaal Nathrakh. Quem conhece os Anaal Nathrakh e queira ouvir Professor Fate.. esqueçam tudo o que Mick fez nos AN, aliás, pensem no Kristoffer “Garm” Rygg e na reviravolta que ele fez na sonoridade dos Ulver ao introduzir o mais variado tipo de musica que normalmente não se encontra em musica extrema.
Neste projecto, mas só como participação, podemos ouvir Attila Chsihar dos Mayhem e Kristoffer “Garm” Rygg do Ulver. Ulver esses, que são uma clara influência neste The Inferno, onde entramos numa viagem alucinante por diversos ambientes sombrios e ao mesmo tempo belos. “Avarice And Prodigality” é uma faixa que se podia encontrar na maioria das bandas-sonoras de filmes tanto épicos como de acção, mas é com a “Limbo”, a segunda faixa e provavelmente a melhor deste trabalho que o ouvinte é logo preso neste mundo, a participação de Garm nesta musica é um culminar perfeito da combinação de duas grandes vozes.
Esta é mais uma de muitas perolas esquecidas pela sociedade, neste caso isso acontece por causa da conhecida carreira que o seu mentor tem com os Anaal Nathrakh ao que leva muitos ouvintes deste género de música a nunca vir a ter contato com este fabuloso trabalho.
Este ano tem sido um ano recheado de lançamentos verdadeiramente únicos dentro do universo mais pesado, ate agora um dos mais notórios lançamentos, na opinião deste escritor, foi o dos americanos Ana Kefr e a sua mistura explosiva mas perfeita de quase todos os subgéneros que existem na música pesada.
No caso deste lançamento dos The Atlas Moth, não há uma incorporação tão grande de estilos como se regista no trabalho dos Ana Kefr, mas a sua mistura de Sludge sujo, Stoner cru, muito psicadelismo e guitarradas dignas de muitos trabalhos de Heavy Metal dos anos 80, tal combinação certamente que irá suscitar a curiosidade a muita gente.
Os The Atlas Moth vem de Chicago, Illinois, e este “An Ache For The Distance” é o seu segundo trabalho desde que se fundaram em 2007, mesmo com uma curta carreira eles já tiveram a honra de fazer tour juntamente com bandas de grande prestigio dentro do Sludge/Stoner, Crowbar e Kylesa são algumas dessas bandas.
Logo nos primeiros acordes de “Coffin Varnish”, primeira faixa do album, as influencias que estes rapazes têm dentro da música psicadélica vem logo ao cima e á medida que a música avança e aquele riff delicioso entra nas nossas cabeças somos logo apanhados pelo turbilhão de originalidade desta banda que, para os últimos segundos da ainda primeira faixa, reserva um daqueles momentos que ao vivo poe toda a gente a fazer coro.
“Perpetual Generations” é uma típica música no cruzamento de Sludge e Stoner, muita sujidade mas também tem muita genialidade. “Gemini”, é uma pequena música com cerca de 3 minutos de Doom Metal que facilmente podia ter sido transformada em algo a rondar os 15 minutos sem nunca perder a sua alma.Quando se pensava que “Coffin Varnish” era a única a ter riffs de guitarra capaz de nos prender, eis que levamos com “25s And The Royal Blues” mesmo em cima, tal como a primeira faixa o seu solo de guitarra podia/devia ter sido feito ate ao fim da música, mas claro, já estamos a entrar nos campos do gosto pessoal, mas é inegável uma coisa, uma pessoa ao ouvir esta música várias vezes certamente que a partir da 3º ou 4º audição irá por o volume no máximo sempre que chegar a parte do solo de guitarra.
Para o fim foi deixado “Horse Thieves”, uma música a meio tempo puramente Doom Metal, como encerramento não encaixa muito bem após um registo bem variado e com grandes arranjos, esta música ficaria melhor a meio do álbum. Para o fim deve-se sempre deixar uma musica que nos faça voltar a carregar no botão play novamente, neste caso não será esta musica a fazer-nos mexer o dedo mas sim musicas como “Coffin Varnish” e “25s And The Royal Blues” com os, nunca demais referir, excelentes trabalhos dentro do psicadélico. 9.1
Por entre demos, eps e o álbum de estreia “Í Blóði og Anda” lançado em 2002, o início da carreira dos Islandeses Sólstafir ficou marcada por uma sonoridade dentro do Black Metal, embora em termos instrumentais a banda já vinha mostrando um pouco o querer fugir daquele som e ir pelo que tocam atualmente que é Metal/Rock Psicadélico, nota-se claramente que o álbum de estreia foi um álbum de pesquisa. Com o álbum de 2005 “Masterpiece Of Bitterness” deu-se início a essa transformação, o fugir do som cru do Black Metal e com o gigante “Köld” de 2009 foi o solidar do que são os Sólstafir neste momento da sua carreira.
Este ano foi lançado “Svartir Sandar”, um álbum duplo que segue as pisadas do seu antecessor, e só porque é duplo não pensem que isto tem uma duração enorme. Tal como o “The Guessing Game” dos Cathedral lançado o ano passado, este trabalho só é duplo por uma questão de estética porque a duração deste trabalho permite encaixar tudo num único disco, no caso do dos Cathedral, eles puseram intro, outro e algumas interludes para puderem encher espaço.
Com a sua mistura entre Post-Rock e Rock Psicadélico, este registo abre sem demoras com a sua música mais longa, “Ljós í Stormi” seguida de “Fjara”, uma faixa que parece uma música tradicional de um pais graças á sua simplicidade, ritmo e melodia. “Þín Orð” é a típica música que quando tocada ao vivo para levar toda a gente á loucura graças ao trabalho frenético de guitarra. Para o fim do primeiro disco ficaram “Æra”, que possui um grande trabalho de piano, e “Kukl”, uma música lenta, a meio tempo, talvez para servir como descanso ao ouvinte, algo do género seria interessante caso não tivéssemos que mudar de disco.
No segundo disco temos que dar destaque às faixas “Melrakkablús” com a sua grande beleza, grande porque é mesmo uma das mais longas aqui presentes e beleza porque incorpora um pouco de tudo o que a banda consegue fazer dentro do Rock, sem dúvida uma das melhores faixas deste trabalho. A embora curta mas energética “Draumfari” e extravagante faixa-titulo “Svartir Sandar” prepararam-nos para o melhor. Como se costuma dizer, para o fim fica sempre o melhor e aqui aplica-se essa célebre expressão.
A melhor comparação que se pode fazer á ultima faixa deste grande trabalho, a “Djákninn”, e isto que digo é para quem conhece os trabalhos da banda, é que esta faixa pode muito bem ser o irmão mais novo da faixa-titulo do “Köld”, para quem não conhece, ouçam ambas com os ouvidos bem abertos e em ambas vão sentir como se tivessem a serem inundados de energia e ganhassem forças para fazer seja o que for, ambas tem um nível de ‘growing’ enorme. 9.3
A ver se com este registo a banda ganha mais reputação e consigam fazer uma tour pela europa em nome próprio. Eles são uma banda com muito talento e ao vivo tem muita presença de palco, o ano passado passaram pelo nosso pais juntamente com os Swallow The Sun e os Mar De Grises e para quem não os conhecia de certeza que ganharam uns fãs nacionais naquela noite no Musicbox.
Nos últimos anos o multi-instrumentista Finlandês Tuomas Saukkonen tem sido um homem bastante ocupado devido aos seus projetos Black Sun Aeon e Before the Dawn, com os Before The Dawn lançou em 2007 o “Deadlight”, em 2008 o “Soundscape of Silence” e no início deste ano lançou o excelente “Deathstar Rising” com as suas misturas perfeitas entre voz gutural e voz limpa.
Com os “Black Sun Aeon” lançou em 2009 o “Darkness Walks Beside Me”, o ano passado o álbum duplo intitulado de “Routa” que trouxe mais reconhecimento a este projeto. Este ano, pela primeira vez, Tuomas lança um álbum de cada projeto no mesmo ano, “Blacklight Deliverance”, mostra um álbum bem mais pesado que o “Deathstar Rising” dos Before the Dawn.
“Routa”, sendo um álbum duplo, certamente que fez muita gente a pensar que não seria muito cedo que iriam voltar a ouvir falar nos Black Sun Aeon, o álbum está cheio de ideias e pormenores curiosos e misturava tudo o que há de bom dentro do Doom Metal em termos de melodia. Com este inesperado “Blacklight Deliverance”, Tuomas mostra que tem um baú cheio de ideias e não interessa qual o projeto escolhido para mostrar tudo o que tem. Ele torna novamente a tocar todos os instrumentos e as vozes limpas ficaram ao cargo de Janica Lönn (Lunar Path) que mostra ter uma voz perfeita dentro da música folk, e Mikko Heikkilä (Sinamore, RoutaSielu) que já provinha dos outros albums continua a mostrar bom serviço, vejam o trabalho dele na “Oblivion”. Na música “Solitude” podemos ouvir ambas as vozes na mesma música.
O intro da “Wasteland” ao som de um piano e que em certos momentos ouve-se um pequeno raspar como se tivéssemos a ouvir um antigo vinil poe-nos em atenção a pensar que pode vir dai uma bela melodia, mas logo de rompante levamos com mais um pouco de brutalidade, no solo de guitarra podemos ouvir um bocado da veia virtuosa da mente deste projeto.
Tuomas tem uma voz gutural de meter respeito, ouça-se “Sheol” e “Horizon”. Mas é mais uma vez o grande trabalho de guitarra, que é bem provável ser o seu ponto forte, que leva os maiores créditos ao mostrar na perfeição as enormes influencias dentro do metal Finlandês com a sua melodia no meio de tanto peso, mais uma vez faço referência á musica “Sheol”. Qualquer fã de metal Nórdico vai gostar deste trabalho, tal como todo o trabalho que Tuomas Saukkonen já fez em toda a sua carreira. 8.7
O Metal com sonoridade Oriental tem vindo a receber mais atenção nos últimos anos graças a bandas Melechesh, Arkan e claro Orphaned Land que tem sido os capitães de um estilo que tem vindo a trazer uma lufada de ar fresco, e os Tunisinos Myrath também se incluem nesse lote, tem uma sonoridade mais limpa, a roçar o Power Metal, mas as influências estão mais que vincadas e mesmo tendo uma carreira curta já são uma banda com respeito dentro do metal progressivo.
Os Myrath (cujo significado é Legado) foram formados em 2001 pelo guitarrista Malek Ben Arbia, que na altura só tinha 13, juntamente com uns amigos de infância, com o passar dos anos a banda só tocava covers e teve varias formações, ate que chegado ao ano de 2006 a banda começou a compor e foram lançados “Hope” e “Desert Call”, lançados em 2007 e 2010 respetivamente, com estes albums a banda mostrou ao mundo uma banda a querer crescer o mais rápido possível, com “Tales of the Sand” é o culminar dessa travessia.
“Tales of the Sand” não é um trabalho complexo como os últimos trabalhos dos Orphaned Land ou dos Melechesh por exemplo, não mostra nenhum rasgo de genialidade, mas tem tudo no lugar, soa bem e que tem a sua própria característica e é isso que interessa, um álbum para agradar a tudo e todos, nenhuma musica consegue ter o seu destaque porque tudo flui perfeitamente, é daqueles trabalhos que uma pessoa poe a tocar e assim que presta a devida atenção á medida que vai ouvindo as vozes ou os instrumentos de influencia Oriental o tempo passa num instante tamanho prazer e diversão que se sente a ouvir este novo trabalho dos Myrath.
Para o final do ano os Myrath vão andar na estrada juntamente com os Arkan e os Orphaned Land a encabeçar este pequena tour de sons Orientais, e musicas como “Under Siege”,“Braving the Seas” e “Beyond the Stars” irão, certamente, figurar na setlists da banda porque, tal como praticamente todas as musicas deste registo, conseguem por toda a gente num estado grande de festa, é pena que esta tour não passe por Portugal e que Espanha vá receber 2 datas e França 5.
Para se puder apreciar o novo registo dos Ana Kefr é preciso ter-se uma mente aberta e ser-se adepto dos mais vários subgéneros que se pode encontrar no mundo do metal. Apenas refiro isto porque neste registo, intitulado de The Burial Tree (II), os californianos Ana Kefr, cujos elementos tem gostos diferentes uns dos outros, misturam uma grande variedade de estilos que vai do Death Metal, ao Black Metal, passando por um estilo ainda estranho para a maioria dos ouvintes chamado Avant-Garde. Pelo meio somos apanhados por diversas passagens progressivas e também podemos escutar umas influências de Metalcore.
Tal como o Ghost Reveries dos Opeth em 2005, o Core dos Persefone em 2006, o To The Nameless Dead dos Primordial em 2007, o Colors dos Between the Buried and Me em 2008, o Crack The Skye dos Mastodon em 2009, o Axioma Ethica Odini dos Enslaved e o The Never Ending way of OrWarriOr dos Orphaned Land em 2010, este The Burial Tree (II) vem fazer o que os álbuns que referi fizeram na altura dos seus lançamentos que foi marcar um novo rumo para a música pesada. Como se pode averiguar tem sido uma tendência o aparecimento de vários álbuns que venham a mudar os bocados as regras do jogo ao longo dos anos e assim mostram ao mundo que ainda é possível inovar e manter na mesma uma qualidade enorme.
Como referi no inicio desta analise, este registo não é para os mais fracos embora isto tenha um bocado que vá agradar a cada ouvinte dos mais variados géneros ate mesmo os fãs de Metalcore, ouçam a “Parasites” e também a “In the House of Distorted Mirrors” por exemplo, podem ter uma surpresa. A banda ate para agradar os fãs de Grindcore meteu uma música bastante curta de poucos segundos intitulada de “Jeremiad”. Death e Black Metal são representados quase que em igualdade pelo trabalho fora e o uso de voz limpa é simplesmente divinal, aliás, é importante referir isto, o vocalista Rhiis D. Lopez faz aqui um trabalho assombroso, as mudanças que ele faz entre voz limpa e gutural e ate mesmo os diversos screams que ele alcança vão agradar a todo o tipo de fã de música extrema.
Tal como se tem notado nos trabalhos mais marcantes dos últimos anos como o Colors e o The Never Ending way of OrWarriOr por exemplo, aqui também se regista o uso de vários instrumentos que normalmente não se encontraria em trabalhos do género. O uso de piano e clarinete podem-se notar em algumas das músicas, a "Monody” até tem a honra de ter um pequeno solo de clarinete. As experiencias emocionais aqui sentidas são variadas, em certos momentos parece que estamos no meio do apocalipse de uns Meshuggah (ouçam a “The Zephirus Circus”) e depois estamos numa terceira dimensão de uns Unexpect (“Thaumatrope”).
Quando um álbum é lançado é normal haver uma música ou duas que se destaquem das outras, neste caso isso é muito difícil de se notar, todas são únicas e seguem uma ordem e entrelaçam-se perfeitamente, ouvir músicas soltas deste trabalho é quase como um crime.
Para concluir, este álbum é daqueles que ate se ouvir todos os pormenores é preciso umas quantas dezenas de audições, neste momento já perdi a conta das vezes que ouvi este trabalho mas ate prestar atenção a tudo o que a banda pôs aqui foi preciso muito tempo. Sem dúvida que merece destaque em diversos top’s para um dos melhores trabalhos deste ano mas sendo os Ana Kefr uma das muitas bandas cujo reconhecimento é ainda nulo de certeza que The Burial Tree (II) vai-se tornar uma das muitas pérolas esquecidas pela maioria da sociedade e que com o passar dos anos se irá tornar um objecto de culto. Para quem quer ouvir algo complexo, fresco e impossível de catalogar este registo é o ideal. 9.6
A musica “Thaumatrope” que a própria banda disponibilizou através do youtube:
Também disponibilizado pela banda, um pequeno making of do álbum:
Graças ao trabalho lançado o ano passado, The Never Ending way of OrWarriOr, os Orphaned Land tem quebrado varias barreiras pelo mundo fora e tem atingido um estatuto de culto enorme e como a própria banda se apercebeu disso nada melhor que lançar um dvd ao vivo como um género de comemoração desta fase da carreira da banda Israelita que já leva 20 anos de carreira.
Os detalhes ainda são escassos como por exemplo que setlist foi apresentada mas uma coisa já se pode ver através do trailer que é a participação de Steven Wilson em alguns momentos do concerto, o grande líder da banda Porcupine Tree, e também produtor do The Never Ending way of OrWarriOr dos Orphaned Land dá o seu contributo num concerto de uma banda que para ele é das melhores e das mais interessantes do mundo actualmente.
Para quem é fã é definitivamente um must have.
O ano passado a banda veio ca dar dois concertos, um no festival SWR Barroselas e no dia anterior tiveram no Santiago Alquimista, concerto ao qual eu fiz uma review e postei aqui no fórum, quem quiser reler deixo aqui o link:Orphaned Land no Santiago Alquismista 01/05/2010
Para quem não conhece os Primordial são a banda de metal com mais exposição internacional da Irlanda e já contam com 20 anos de carreira. Quando começaram eles praticavam uma mistura de Black com Folk Metal mas com o passar dos anos eles moldaram a sua música e agora apostam com força numa sonoridade mais limpa com algumas misturas entre o Folk e o Celtic Metal.
The Gathering Wilderness de 2005 e To the Nameless Dead de 2007 (os melhores registos da banda) receberam críticas bastante positivas pelo mundo fora e isso fez com que os Primordial atingissem um estatuto de culto e agora com este registo vai sem dúvida cimentar ainda mais a posição da banda como das melhores bandas dos últimos anos. A banda neste registo manteve a mesma linha de qualidade mostrada nos seus trabalhos anteriores, com esta banda não existe a possibilidade de haver superações em relação aos registos anteriores devido á enorme qualidade dos mesmos.
Redemption At The Puritans Hand abre com a No Grave Deep Enough, provavelmente a melhor opener que a banda ja fez, rapidez, poderio, emoção no cantar, que mais se pode pedir, desde cedo vê-se que a voz do Alan Averill está em boa forma ao vermos ele a cuspir com toda a força os refrões: “O, Death where are your teeth / That gnaw on the bones of fabled men / O, Death where are your claws / That haul me from the grave”. Lain with the Wolf é um exemplo perfeito de como se pode fundir vários estilos na perfeição. A um nivel mais Doom Bloodied Yet Unbowed é uma das musicas mais marcantes graças ao seu aumento de intensidade e God's Old Snake mostra aos fãs mais recentes um bocado do passado da banda ao vermos um bocado do Black Metal que a banda explorou no inicio de carreira.
Com The Mouth of Judas chega o momento de os Primordial mostrarem o que melhor fazem que é musica cheia de alma e emoção, o melhor exemplo neste campo é Gallow's Hymn do registo de 2007, uma pessoa que ouça esta musica com os ouvidos bem abertos não é capaz de não prestar atenção, outro bom exemplo é também a The Coffin Ships do trabalho de 2005, muita emoção é o que os Primordial gostam de transmitir em todos os seus trabalhos e a The Mouth of Judas é mais um desses casos, aqui a voz de Alan é usada num registo muito mais limpo.
The Black Hundred e The Puritan's Hand, com Alan Averill sempre no seu melhor, ajudam a aumentar o ambiente para o grande final, Death of the Gods, provavelmente a melhor musica deste trabalho, encerra este registo que certamente, tal como os seus antecessores, irá figurar nas listas de fim de ano para melhor cd do ano. 9/10
Andava eu aqui numa de pesquisar pela net de projectos dos meus músicos preferidos e eis que dou de caras com os Control Denied, uma banda de Metal Progressivo formada pelo mítico líder da banda de Death Metal, os Death, o Senhor Chuck Schuldiner.
Do que achei sobre a história deste projecto foi que o Chuck Schuldiner quis criar uma banda onde pudesse criar música numa onda mais Progressiva com vários elementos de Heavy e Power Metal, nota-se esses elementos mas só mesmo na voz porque na parte instrumental ele não consegue fugir muito do que ele fazia nos Death, em “The Fragile Art of Existence” é notório, em praticamente todas as músicas, as veias dos Death a virem ao de cima, qualquer fã de Death ao ouvir este registo consegue encontrar riffs que uma pessoa só consegue encontrar num registo dos Death, aliás, uma pessoa ao ouvir isto pela primeira vez ate lhe pode parecer uma banda de covers dos Death com voz limpa. Neste projecto o Chuck não empresta a sua capacidade vocal, aqui preferiu deixar Tim Aymar tomar conta desse assunto, Tim Aymar é também o vocalista da banda de Power Metal americana, os Pharaoh. O resto da banda era composto por Shannon Hamm que partilhava com o Chuck os riffs e os solos de guitarra, e também chegou a pertencer ao Death de 1996 a 1999, no baixo estava Steve DiGiorgio que no seu currículo tem passagens pelos Death, Autopsy, Testament, Iced Earth e Obituary, entre outras bandas. A bateria estava reservada para Richard Christy que também já pertenceu aos Death e Iced Earth, vendo bem, tirando Tim Aymar, o resto da banda era uma formação inteira dos Death.
O projecto só tem ate á data um único álbum, “The Fragile Art of Existence” que foi lançado no longínquo ano de 1999, um ano depois do ultimo lançamento dos Death, o “The Sound of Perseverance”. Um segundo álbum dos Control Denied, que ate já tinha nome e tudo, “When Man and Machine Collide”, ainda foi posto em cima da mesa, diversas musicas foram gravadas mas devido á morte do Chuck as gravações sofreram um entrave, mas segundo algumas noticias nos últimos tempos, os restantes membros da banda estão a planear completar o que falta gravar e lançar provavelmente ainda este ano.
Por tudo o que os Death e o próprio Chuck Schuldiner fizeram, este disco merece um lugar ao lado dos trabalhos dos Death, é sem dúvida daquelas pérolas que acabam escondidas no meio de tanta música boa que há pelo mundo fora e que acaba por não ter o devido reconhecimento.
Após o ano passado em que os Avantasia lançaram o “The Wicked Symphony” e o “Angel of Babylon”, que juntamente com o registo de 2008, “The Scarecrow”, compõem a The Wicked Trilogy, eis que os Avantasia trazem-nos aqui o primeiro registo ao vivo deste projecto que foi criado pelo Tobias Sammet, líder da banda Germânica de Power Metal, os Edguy. Este dvd foi gravado na tour de 2008 de promoção ao trabalho “The Scarecrow” e conta com as participações de Bob Catley (Magnum), Andre Matos (Angra), Jørn Lande (Jorn, Masterplan) e Kai Hansen (Gamma Ray, ex. Helloween). As gravações foram feitas no festival Alemão Wacken Open Air e no Masters of Rock que é realizado na Republica Checa.
Tendo ate á altura da gravação deste dvd só 3 albums, “The Metal Opera”, “The Metal Opera Part II” e “The Scarecrow”, eles fizeram o que se faz sempre, começaram o concerto com algumas musicas do registo mais recente e depois puseram mais algumas pelo meio da setlist intercaladas com musicas da dupla “The Metal Opera”. Uma “Twisted Mind” tocada na perfeição e com um Tobias Sammet desde cedo a puxar pelo público, deram as hostes para o que viria a ser um grande concerto. Na que é para mim a melhor musica dos Avantasia, a faixa-titulo do álbum de 2008, a “The Scarecrow”, tal como no estúdio, o Tobias conseguiu trazer para a estrada Jørn Lande para dar novamente o seu contributo e a performance é simplesmente fantástica, grande momento.
Após um momento que deve ter deixado muitos dos presentes no Wacken que desconhecem Avantasia de boca aberta nada melhor do que deixar Jørn Lande em palco e ir buscar mais uma bomba do trabalho de 2008, “Another Angel Down”, uma musica de puro Power Metal, um estilo que todos os elementos em cima do palco estão mais que familiarizados. Chega a hora de ir visitar os primeiros trabalhos, neste momento André Matos já está em palco para mostrar o que vale e para isso a escolha foi direccionada á introdução do “The Metal Opera Part I”, a faixa “Prelude” seguida pela “Reach Out For The Light”, com André Matos ainda em palco a banda ficou-se pelos “The Metal Opera” com a “Inside” e a “No Return”.
“The Story Ain‘t Over”, chega a altura de ir buscar aos bastidores o vocalista dos Magnum , o senhor Bob Catley com a sua grande voz de Hard Rock. Com o single “Lost In Space” e a “I Don‘t Believe In Your Love” faz-se o regresso ao album “The Scarecrow”. O melhor da interpretação da musica “Avantasia” é mesmo puder se ver a cara de estupefacção do Tobias ao ver um Wacken inteiro a bater palmas a acompanhar o solo de guitarra e nesse momento vê-se que ele se apercebe o que já conseguiu alcançar com os Avantasia.
Para o encore foi deixado uma “The Toy Master” com a participação de Kai Hansen e do guitarrista Henjo Richter (Gamma Ray). “Farewell” deu mais protagonismo á vocalista Amanda Somerville, que teve o resto do concerto a fazer back vocals e aqui tem o seu tempo a solo. Após a apresentação da banda ao publico eis que chega o momento de encerrar este grande concerto e nada melhor que ir buscar uma musica a cada “The Metal Opera”, “Sign Of the Cross” com Bob Catley, Andre Matos, Jørn Lande e Kai Hansen em palco seguida de um medley da “The Seven Angels” dá por terminado um marco histórico para a ainda curta carreira deste projecto que tem ainda muito por mostrar ao mundo.
01. Twisted Mind 02. The Scarecrow 03. Another Angel Down 04. Prelude/ Reach Out For The Light 05. Inside 06. No Return 07. The Story Ain‘t Over 08. Shelter From The Rain 09. Lost In Space 10. I Don‘t Believe In Your Love 11. Avantasia 12. Serpents In Paradise 13. Promised Land 14. The Toy Master 15. Farewell 16. Sign Of the Cross / The Seven Angels (Medley)
O 2º Dvd é composto por um documentário com o líder do projecto, o Senhor Tobias Sammet a contar-nos o percurso do projecto ate aos dias de hoje, as entradas e saídas, os muitos músicos que deram sua contribuição, os dias passados na estrada, a concepção do “The Scarecrow”, a escolha da “Lost In Space” para o primeiro single e as criticas que ele próprio recebeu devido á sonoridade dessa mesma. Também mostram diversas imagens dos países por onde a banda passou durante a tour, Tobias conta como se sentiu ao ir encabeçar um dos dias do festival Wacken e ter á sua frente dezenas de milhar de pessoas, algo que ele com os Edguy nunca tinha visto e sentido, e muitos outros temas são aqui abordados, este documentário embora simples ta muito bem feito, tem tudo o que um fã pede. Para completar o espaço do 2º dvd nada como por uns quantos videoclips, “Lost In Space”, “Carry Me Over” e a “Dying For An Angel” foram as músicas escolhidas, e para completar ainda foi disponibilizado o Making of do vídeo da “Dying For An Angel”.
Tobias Sammet com apenas 33 anos, alem de mostrar que é um excelente musico, líder e compositor, ele já conseguiu muito mais que muitos músicos que já pisaram este mundo, as vendas dos cds dos Avantasia tem estados boas, os únicos concertos que o projecto já fez tiveram casa cheia, mas sendo isto um projecto é normal contar com varias participações e é isso que é importante destacar, a enorme quantidade e também a qualidade dos músicos que Tobias já conseguiu trazer este projecto para darem a sua contribuição seja nos albums seja ao vivo, ora vejamos, no que toca a vocalistas: Michael Kiske (ex. Helloween), David DeFeis (Virgin Steele), Sharon den Adel (Within Temptation), Andre Matos (ex. Angra), Kai Hansen (Gamma Ray, Helloween) que é um dos maiores idolos de infância de Tobias, Timo Tolkki (Stratovarius), Bob Catley (Magnum), Jørn Lande (Masterplan, Jorn), Roy Khan (Kamelot), Alice Cooper, Russell Allen (Symphony X), Jon Oliva (Savatage, Jon Oliva's Pain), Klaus Meine (Scorpions) e Tim "Ripper" Owens (ex. Judas Priest, ex. Iced Earth), é uma lista de respeito.
No que toca a músicos nos mais variados instrumentos é mais uma mão cheia: Henjo Richter (Gamma Ray), Markus Grosskopf (Helloween), Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire, Angra), Jens Ludwig (Edguy), Timo Tolkki (Stratovarius), Sascha Paeth (Kamelot), Michael "Miro" Rodenberg (Kamelot), Rudolph Schenker (Scorpions), Jens Johansson (Stratovarius), Bruce Kulick (ex. Kiss), Felix Bohnke (Edguy) e Eric Singer (Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper).
Este artigo foi feito com base numa conversa que tive no Pavilhão Atlântico antes de começar os concertos de Megadeth e Slayer em que atrás de mim estavam um grupo de três gajos com idades a rondar os 18 anos (creio eu) e estavam a falar sobre se W.A.K.O. iriam tocar ou não e a mim como tanto os seguranças como outras pessoas lá presentes já me tinham confirmado que eles não iriam tocar eu disse-lhes, um deles virou-se e disse “por mim é igual, nem sei quem são”, eu apenas disse que eles eram portugueses e depois só ouço os três rapazes ao mesmo tempo a dizer “por isso mesmo”, nem queiram saber como fiquei, alem de ver o pessoal mais novo a só ouvir as cenas mais conhecidas muitos também não ligam á boa musica que se faz em Portugal, é de facto lamentável, as únicas bandas que eles disseram que conheciam eram os Moonspell (banda portuguesa mais famosa) e os Ramp que há bem pouco tempo abriram o dia do Metal no festival Alive.
Vou aqui falar de varias bandas que eu gosto de ouvir e vou começar pelos Switchtense, uma banda que tem vindo a destruir muitas salas com o seu Death/Thrash Metal bem potente do seu, ate agora único, lançamento de longa duração “Confrontation Of Souls” que já data de 2009. Formados em 2002 na Moita, eles tem vindo a lançar diversos EP’s e demos mas só em 2009 através da editora portuguesa Rastilho Records é que finalmente conseguiram mostrar o seu trabalho ao país, desde então tem encabeçado diversas Tours dessa editora, tem aberto concertos de outras bandas portuguesas mais famosas como por exemplo a banda de Crust Punk os Simbiose aquando do seu também ultimo lançamento “Fake Dimension”. Para este ano já está agendado o segundo lançamento dos Switchtense.
Na mesma onda dos Switchtense e também saídos da Rastilho Records, os Echidna são mais uma das futuras promessas a aparecerem nos últimos anos e tal como os Switchtense o percurso foi quase o mesmo, formados em 2001 em Gaia, algumas demos pelo meio ate que em 2008, lançam “Insidious Awakening”, uma injecção letal de afirmação rápida no nosso pais. Para este ano também está previsto o próximo álbum deles que já está intitulado de “Dawn of the Sociopath”, 2011 vai ser um ano de mais boa música portuguesa.
Qualquer pessoa que esteve na única edição do Alliance Fest ou que tenha visto os We Are The Damned ao vivo quando a Sofia Loureiro ainda era a vocalista de serviço sabe que eles não brincam em serviço, o seu cd de 2008 “The Shape of Hell to Come” trouxe uma mistura de Death 'n' Roll, uma mistura curiosa pelo facto de na voz estar uma rapariga bem “lingrinhas” em que nos concertos deixava muita gente a pensar de como é que aquela figura conseguia mostrar esta fúria toda na sua voz. (entretanto a Sofia saiu da banda, a banda já lançou um novo cd mas eu já não os acompanho há algum tempo)
Os Desire são uma das bandas há que mais tempo andam pelo nosso pais, Doom/Death de muita qualidade, tiveram uns anos 90 muito preenchido a lançar varias demos e o seu primeiro álbum “Infinity... A Timeless Journey through an Emotional Dream”, na decada de 00 lançaram em 2002 o que é para mim o seu melhor trabalho, “Locus Horrendus - The Night Cries of a Sullen Soul”, após uma pausa de 7 anos voltaram ao activo com o Ep “Crowcifix”, em que traz duas musicas novas e uma gravação ao vivo de uma musica que já fazia parte do “Locus Horrendus. Entretanto de novo registo não há notícias, só se sabe que estão á procura de um novo teclista.
A representar o Death Metal old school temos os Theriomorphic, liderados pelo seu vocalista/baixista Jó, figura que tem estado presente em muitos concertos e eventos de Metal pelo país fora, seja a tocar, vender merch ou simplesmente a conviver com o pessoal. Formados em 1997 já contam com dois cds, “Enter the Mighty Theriomorphic” de 2005 e “The Beast Brigade” de 2008, a data para um futuro registo ainda é desconhecida.
Num país difícil como o nosso os Process Of Guilt lá conseguem ter o seu espaço e tem conseguido ser uma das bandas mais activadas da última década devido aos diversos lançamentos, ora vejamos, duas demos, dois albums, um split e algumas regravações de antigas maquetas. Com o seu Doom/Death bem vincado, esta banda de Évora tem mostrado enormíssima qualidade e é de crer que ao 3º álbum vai ser a sua afirmação como uma das principais bandas de Portugal.
Ao falarmos de forças que tem aparecido em grande nos últimos anos também tenho que falar dos Almeirinenses W.A.K.O. (We Are Killing Ourselves), com apenas um álbum que já data de 2007 debaixo do braço os W.A.K.O. tem sido uma banda bem activa com já algumas de concertos dados, e no currículo já se podem orgulhar de terem partilhado o palco com Soulfly, Sepultura, Moonspell, Municipal Waste, Bizarra Locomotiva, Benediction, Obituary, Textures, Pestilence e Aborted. Em 2008 falou-se que iriam abrir o concerto dos Down no Coliseu de Lisboa mas a coisa não passou de um rumor, á uns dias atrás iriam ter a possibilidade de partilhar o palco com alguns dos seus maiores ídolos mas devidos às ainda péssimas organizadoras do nosso país eles tiveram que cancelar á ultima da hora. No mês de Março lançaram o seu segundo álbum, “The Road Of Awareness”.
Os Pitch Black tem sido os representantes do Thrash Metal no nosso país, formados em 2001 tem tido uma carreira sempre a subir contando já com duas demos e dois albums na bagagem, “Thrash Killing Machine” de 2005 mostra uma banda ainda á procura da sua sonoridade mas com “Hate Division” de 2009 os Pitch Black já se mostram mais maduros e com um som bem mais pesado e já com mostras de claro evolução da parte dos seus elementos.
Ao falarmos de dinossauros do Metal portugueses é impossível não irmos buscar os açorianos Morbid Death com o seu Thrash Metal musculado, com uma carreira de mais de 20 anos são uma das bandas mais respeitadas no panorama nacional. O pessoal mais old school de certeza que conhece o mítico vídeo da música “Miséria” que foi gravado em 1992 em que se vê uns Morbid Death ainda bem novinhos a tocar ao lado das vacas a pastar. Já com 3 albums editados e um dvd ao vivo, o seu último lançamento data de 2010 com o Ep “Methamorphic Reaction”.
Dentro do Metalcore, género musical que não tem muitos apreciados neste lado do planeta, os Before The Torn tem conseguido agradar a muitos amantes do Metal tradicional e tem vindo a mostrar que são uma banda competente e com talento para ir longe. Formados em 2004 tem mostrado trabalho quase todos os anos ate aos dias de hoje, “The Serpent Smile” lançado este ano é a mais recente aposta em mostrar ao mundo que deste lado do Atlântico também se faz bom Metalcore, aliás, Metalcore bem mais musculado e nada amaricado como o que é mostrado pelos Americanos.
Em 1996 formaram-se os Heavenwood, com o seu Metal Gótico lançaram logo 2 albums em três anos, “Diva” e “Swallow”, tendo neste ultimo registo a participação de alguns músicos de reconhecimento internacional a cantar em algumas musicas, Kai Hansen (Gamma Ray e ex. Helloween) e Liv Kristine, na altura nos Theatre of Tragedy e agora lidera os seus Leaves' Eyes. Após uma pausa de 10 anos os Heavenwood voltam com “Redemption”, um dos melhores cds nacionais de 2008, e este ano já anda a rolar por ai “Abyss Masterpiece”, mais uma obra-prima destes senhores.
Como falei nos Açores tambem tenho que falar da Madeira e os representantes são os Karnak Seti com o seu Thrash/Death Metal bem sólido. Formados em 2001 lançaram diversos demos ate 2009, ano em que lançaram o seu primeiro e ate agora único álbum intitulado de “Scars of Your Decay”.
Assim que puder faço mais artigos com mais bandas.
Uma das bandas mais versáteis actualmente, os japoneses Boris, lançaram este mês o primeiro de 3 cds agendados para serem lançados este ano, os Boris, cujo nome é tirado de uma música do cd Bullhead dos Melvins, tem uma carreira em que já experimentaram um pouco de tudo, Drone metal, Rock Experimental, Noise Rock, Rock Psicadelico, Ambiental, Sludge Metal, Stoner Rock, Crust Punk e Hardcore Punk são alguns dos estilos já explorados por esta banda que no final deste ano irá ter 17 cds a compor a sua discografia da sua carreira que começou em 1992.
Eu não sou a pessoa mais indicada para falar no trabalho total dos Boris, como já disse, eles são uma banda sem medo de arriscar e graças á sua versatilidade eles tem varias participações com outros músicos, a participação mais notória é provavelmente a feita com a banda americana de Drone Doom, os Sunn O))) e no seu trabalho “Altar”. Os Boris também colaboraram com Merzbow, nome artístico de Masami Akita, é um músico japonês com uma carreira já bem extensa dentro do panorama Noise e todo o seu trabalho expande-se por mais de 350 lançamentos.
Quanto a este trabalho dos Boris é mais uma aventura feita por esta banda talentosa, Rock Psicadélico misturado com música electrónica sem esquecer as influências da banda dentro da música Noise, é sem duvida um dos melhores trabalhos do ano e vai certamente agradar a todo o tipo de gente, seja quais forem os seus estilos predilectos.
Digo desde já que este é o único trabalho que ouvi ate agora dos Before the Dawn por isso não vou comparar com os seus trabalhos passados e vou-me ficar pela critica pessoal. A primeira coisa que se nota logo na primeira audição é o excelente trabalho de guitarras aqui presente, guitarras bem limpas e muito bem intercaladas com as vozes que aqui tanto vão do mais limpo e melódico possível ate uns guturais bem potentes, ou seja, este trabalho é daqueles que vai receber muitos elogios tal como muitas criticas.
Como já tinha dito, este registo tem um enorme trabalho de guitarras com uns riffs bem marcantes, ouçam bem a “Winter Within” e a “Deathstar” e digam-me se não ficam com vontade de voltar logo a ouvi-las de novo, mais uma vez os países Nórdicos mostram ao mundo como se faz bom Death Metal Melódico capaz de agradar ate aos mais puristas ouvintes de Metal que rejeitam completamente tudo o que tenha voz gutural.
Estamos em 1994, ano de lançamento dos melhores registos de algumas bandas do panorama mundial. Dos muitos registos lançados neste ano destaca-se a pérola do Death Metal Melódico “Tales From The Thousand Lakes” dos Amorphis, o Grunge dos Soundgarden com o fabuloso “Superunknown” e o Senhor Trent Reznor lança o “The Downward Spiral” com os seus Nine Inch Nails. Os Pink Floyd encerram a sua carreira discográfica com o “The Division Bell” e na mesma altura os Machine Head começam uma carreira ao mais alto nível dentro do Groove Metal com o seu “Burn My Eyes” e os Nirvana lançaram o seu registo ao vivo “MTV Unplugged in New York” que os colocou no topo do mundo. Outros bons lançamentos foram por exemplo o “Awake” dos Dream Theater, “Far Beyond Driven” dos Pantera, “Balls To Picasso” do trabalho a solo do Bruce Dickinson e o “Deliverance” dos americanos Corrosion Of Conformity.
Mas do que venho aqui é de um álbum que marcou o Death Metal Pogressivo, falo pois bem do “Purgatory Afterglow” dos Edge Of Sanity, um dos muitos projectos do multi-instrumentista Dan Swanö, este álbum começa com uma música cujo nome está marcado para a eternidade devido á saga de vampiros que abalou o mundo nos últimos anos, falo pois de “Twilight”, uma bomba de musica que abalou e muito o mundo da musica e mais concretamente o mundo do Death Metal, a sua composição mostrou uma revolução com a introdução de registo de voz limpa que depois dispara para uma voz gutural do mais destruidor que pode haver, esta mistura mistura entre o típico Death Metal sempre a abrir com Rock Progressivo bem melódico veio logo a influenciar muitas bandas entre elas conterrâneos Opeth e é graças a este projecto e a muitos outros do Senhor Dan Swanö que os Opeth ja pediram os seus serviços nos seus trabalhos iniciais, o “Orchid” e o “Morningrise” foram ambos produzidos e remisturados pelo Dan Swanö.
O que se segue é um desfilar de músicas do melhor que se pode fazer dentro do Death Metal, “Blood-Coloured” é uma das músicas mais interessantes deste registo devido á mistura perfeita de vozes, aqui se vê o bom que a voz limpa do Dan Swanö consegue ser. Como qualquer grande cd é preciso ter uma musica que seja bem catchy e para isso temos “Black Tears”, para muitos esta é a pior musica que os EOF já fizeram, se calhar deve ser pelo facto que a musica não ter nada de voz gutural, eu pelo menos gosto e acho que está uma grande musica que ao vivo graças seu riff de guitarra viciante consegue por muita gente a mexer, a banda de hardcore Heaven Shall Burn e os Eternal Tears of Sorrow com o seu Death Metal Sinfonico fizeram versões desta musica.
Não há muito a dizer sobre “Elegy”, Death Metal típico sempre a abrir é a única maneira de descrever esta musica, este trabalho fecha com as três musicas mais curtas deste registo, “Enter Chaos” e “The Sinner and the Sadness” aquecem o ambiente para o grande final que é “Song of Sirens”, num registo vocal mais para o gritado esta musica é um grande murro no estômago da parte dos EOS mesmo a dizer que (em 1994) eles eram uma das melhores bandas do género ao lado dos Death e dos Morbid Angel.
Para mim o “Purgatory Afterglow” é o melhor trabalho dos Edge Of Sanity mas outros trabalhos memoráveis deste projecto que fechou portas em 2003 incluem-se “Crimson”, registo de 1996 com uma só faixa de 40 min do melhor que se pode fazer de Death Metal Progressivo/Melódico e em que também participa com voz e guitarra Mikael Åkerfeldt e de 2003 temos “Crimson II” que tal como a primeira parte também tem só uma faixa e duração chega aos 43 min e este ultimo trabalho da banda foi dedicado ao falecido líder dos Death, Chuck Schuldiner.
Após 6 anos de hiato eis que os Falkenbach regressam e para quem não está dentro do tipo de música que os Falkenbach fazem o melhor exemplo que posso dar são os Moonsorrow, dentro do genero são duas das melhores bandas. Falkenbach é o projecto do multi-instrumentista Vratyas Vakyas e que já anda por estas andanças desde 1989 e durante os anos iniciais do projecto lançou varias demos mas só em 1995 é que passou a dar continuidade a este projecto com mais regularidade ao lançar em 1996 e em 1998 dois cds em que ele próprio tocou todos os instrumentos, 2003 marca um novo rumo na carreira dos Falkenbach ao serem recrutados músicos e ao lançarem Ok Nefna Tysvar Ty, em 2005 com a mesma formação foi feito Heralding - The Fireblade e agora em 2011 novamente com a mesma equipa (equipa que ganha não se mexe) os Falkenbach regressam em grande para mais uma jornada de Viking/Pagan Metal.
Em Tiurida encontramos de tudo um pouco, ritmos folclóricos, instrumentos tradicionais como flauta e a mandolina por exemplo, coros épicos, voz limpa, gutural e rasgada, aqui há tudo para todos os géneros, tudo executado de uma maneira simples e grandiosa e certamente que ninguém ficará indiferente ao ver que está tudo misturado na perfeição.
Oriundos da Republica Checa, os Silent Stream of Godless Elegy sao uma banda de Folk Metal e com este novo registo vao marcar a sua devida posição entre as bandas mais interessantes dentro do género. Návaz é o sucessor do EP de 2006 Osameli e mostra-nos um lado de Folk Metal desconhecido pela maioria dos apreciadores deste subgénero do Metal, os fãs de Finntroll, Korpiklanni e de outras bandas de Folk Metal podem ao inicio estranhar porque o que os Silent Stream of Godless Elegy fazem não tem nada a haver com uma Trollhammeren dos Finntroll ou uma Happy Little Boozer dos Korpiklaani, não é aquela musica festiva que consegue pôr-nos em cima de uma mesa do pub a dançar e ter em cada mão uma caneca de cerveja, o que está aqui é Folk moldado em torno da musica tradicional da Morávia, é uma região da Europa central, mais concretamente na Republica Checa, terra natal da banda.
Logo no inicio ve-se algo que vai espantar algumas almas, pelo que já pude ouvir dos seus trabalhos mais antigos a banda sempre intercalou as suas musicas entre o Inglês e o Checo mas aqui, talvez numa tentativa de ser afirmarem, eles cantam inteiramente na sua língua natal e digo-vos, antes de ouvir esta banda eu nunca tinha ouvido nada em Checo mas pelo menos dentro deste género fica algo de muito bom, á medida que forem ouvindo Návaz vão logo ficar admirados pelo beleza e a melodia impregnada em cada musica, as vozes chegam por vezes a ser calmas, subtis e por vezes sedutoras e em outros momentos podemos ouvir um bocado de voz gutural mas nada de exagerado, já mostrei musicas desta bandas a pessoas que não gostam de voz gutural e á medida que foram ouvindo este registo estavam tão atentas a ouvir que nem repararam.
Bem do centro de Tel Aviv, Israel chega-nos Arafel, banda que mistura diferentes elementos dentro do Folk e Black Metal Melodico e compõe tudo em musicas dignas de uns valentes headbang’s. Arafel em hebraico significa nevoeiro mas também é usada como referencia ao apocalipse, neste caso as letras estão bem distantes de um futuro apocalipse, lendas, fantasia e misitcismo são alguns dos temas abordados por esta banda que já existe desde 1997 mas so que em 2003 se tornou mais activa.
Agora em 2011 a banda lança o seu terceiro longa-duração “For Battles Once Fought”, ao irem buscar bocados daqui e dali de bandas como Eluveitie e uns Immortal (lançamentos mais recentes) os Arafel apresentam aqui um bom leque de grandes malhas que vai deixar muitos fãs do género a pedir por mais e muitos certamente que irão voltar a por a tocar este registo assim que acabarem de o ouvir. Excelentes riffs, solos bem sólidos e os violinos em certos momentos consegue-se ouvir um bocado das influências de onde a banda reside, não há que não gostar disto.